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Arte e Ensino - Arte na Educação de Jovens e Adultos

Arte e Ensino - Arte na Educação de Jovens e Adultos

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Arte na Educação de Jovens e Adultos. Autoria: PENTEADO, A. M.. & PUIG, Daniel.

PENTEADO, A. M.. & PUIG, Daniel. Arte na Eja. Documento de Reorientação Curricular. Programa Sucesso Escolar. Secretaria de Estado de Educação, Governo do Rio de Janeiro: 2005.
Arte na Educação de Jovens e Adultos. Autoria: PENTEADO, A. M.. & PUIG, Daniel.

PENTEADO, A. M.. & PUIG, Daniel. Arte na Eja. Documento de Reorientação Curricular. Programa Sucesso Escolar. Secretaria de Estado de Educação, Governo do Rio de Janeiro: 2005.

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Arte na Educação de Jovens e Adultos
PENTEADO, A. M.. & PUIG, Daniel.
Arte na Eja.
Documento de ReorientaçãoCurricular. Programa Sucesso Escolar. Secretaria de Estado de Educação,Governo do Rio de Janeiro: 2005.1
 
Arte na Educação de Jovens e Adultos
 A arte é o meio indispensável para a união do indivíduo com o todo; reflete a infinita capacidade humana para a associação, para a circulação de experiências e idéias.
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Antes de qualquer teorização é preciso, primeiro, considerar que o ser humano realizaum trabalho em arte quando deseja comunicar algo que está além daquilo que poderiaexpressar com palavras. Não poderíamos descrever através da linguagem falada todas asimpressões e sensações que temos ao criarmos uma imagem, um som, ou ao elaborarmos,cuidadosamente, um gesto. A arte cumpre seu papel de dar expressão aos sentimentos maissubjetivos de uma pessoa.Em segundo lugar, e em conseqüência do que foi colocado, se a arte vem para darforma a sensações e sentimentos subjetivos, o ser humano a realiza para poder comunicaresses conteúdos íntimos a seus pares e companheiros. O artista tem a necessidade decompartilhar suas vivências e sentimentos com a sociedade e, através da arte, busca meiospara fazê-lo.Portanto, ao refletirmos sobre a função da arte para a humanidade, concluímos que elaé, antes de tudo, uma linguagem (pois deseja um modo de comunicação) que busca através dedeterminadas estratégias e códigos (sintaxe) comunicar uma experiência da vida humana(semântica).O que não podemos perder de vista, quando trabalhamos com educação em arte noensino básico e na Educação de Jovens e Adultos (EJA), é que, em primeira e últimainstância, desejamos que nossos alunos consigam se expressar, utilizando-se de sintaxes(códigos) que possam ser reconhecidas por seus pares no contexto sócio-cultural em qualestão inseridos.A partir dessas constatações podemos considerar outros objetivos, mais formais daexpressão artística, como secundários. A contextualização histórica da arte ou as questõesespecíficas das técnicas artísticas (tais como estudo de cores, composição, forma, ritmo,melodia, harmonia, trabalho de corpo, improvisação, etc), passam a ser necessárias na medidaem que sirvam ao objetivo de dar expressão aos conteúdos internos trazidos pelos alunos.
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FISCHER, Ernst.
A Necessidade da Arte 
. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1981.
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Desse modo conseguimos que a aprendizagem de questões específicas pertinentes àdisciplina, quando se fizer necessária, ganhe significado, já que os alunos estudarão astécnicas na medida em que houver uma necessidade real para a criação artística dos projetosdeles.
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Há uma importante observação a ser feita em relação à aprendizagem da Arte. Anomenclatura “Arte” refere-se a diferentes campos de expressão artística que têm em comumo fato de serem linguagens que buscam expressar os conteúdos subjetivos dos seres humanos(semântica, ou significado), ou seja, têm em comum o campo semântico, ou significativo (aarte ocupa-se de expressar aquilo que é significativo para cada um), mas são linguagens quediferem no campo lexical (estratégias, forma, técnicas, etc.). Desse modo é preciso ter claroque um grande músico não seria, necessariamente, um grande ator; um pintor histórico talvez jamais viesse a ser um pianista importante.Portanto é necessário que tenhamos claro que a instituição escolar, em consideração apouca carga horária que pode despender ao ensino da arte, tenha a liberdade de optar por umprofessor que atue ou na área de artes visuais, ou na de música, ou de teatro, ou dança,conforme sugerem os PCN. Outra consideração que se faz pertinente nesta problemática é deque o professor se sinta na liberdade de atuar na linguagem na qual tem formação apropriadaou sente-se mais à vontade. Evidentemente, um professor de arte deve buscar acompanhar osmovimentos artísticos dentro de um universo amplo, acompanhando as produções que asociedade local
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oferece e, nesse sentido, pode fazer sugestões e apreciar as demais formasartísticas junto a seus alunos, trazendo como acréscimo sua bagagem pessoal. Todavia, nãolhe cabe a responsabilidade de ser um especialista em cada uma das quatro áreas acimacitadas.Ao pensarmos a arte como uma linguagem que expressa a alma humana, entendemosque ela faz parte da produção cultural que acontece continuamente em uma sociedade, ouseja, transmite as impressões e sensações reais que determinada sociedade elabora a respeitode si própria e do mundo em seu entorno. A arte faz parte da realidade que está sendo vivida eexpressada por determinado núcleo cultural. Nesse sentido, dado o grande alcance que tem nasociedade, ela é formadora de opinião e de sistemas culturais ao mesmo tempo em que éformada pelos padrões vigentes, já que o artista está inserido e inspirado pelo meio em quevive. Assim a arte nos permite a compreensão vivencial, real e atualizada dos valores sociais.
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PENTEADO, Andréa M.
Olhar Hermético: O Invasor na lente de Maquiavel.
São Paulo:Universidade Presbiteriana Mackenzie; dissertação de mestrado, 2003.
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GEERTZ, Clifford.
O Saber Local.
Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.
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