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Biologia Botânica - Conceito de Espécie

Biologia Botânica - Conceito de Espécie

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Published by: Biologia Concurso Vestibular on May 14, 2008
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CONCEITO DE ESPÉCIE
1
Conceito de Espécie- Categoria e
Táxon 
Diogo Figueiredo 2001
Índice
Conceito de Espécie- Categoria e
Táxon
...................................................................................1Objetivo:.................................................................................................................................1Introdução...............................................................................................................................1Espécie- Categoria..................................................................................................................21. Conceito Nominalista.....................................................................................................22. Conceito Tipológico.......................................................................................................24. Conceito Evolutivo.........................................................................................................35. Conceito Filogenético ....................................................................................................46. Conceito Feneticista.......................................................................................................57. Conceito de Van Valen (1976).......................................................................................5Conclusão...............................................................................................................................6
Objetivo: 
- Apresentação crítica de diferentes conceitos de espécie- Dificuldades de aplicação do conceito
 
Introdução 
O que é uma espécie? Responder a esta questão pode parecer bastante simplespara as pessoas comuns, mas temos que reconhecer que a Biologia ainda nãoconseguiu encontrar uma resposta satisfatória para esta questão. Existemorganismos bem diferenciados, de fácil classificação e identificação. Todavia, muitosoutros existem que apresentam pequenas diferenças entre si, sobretudo quandoocorrem em regiões geográficas diferentes. Por exemplo, poderão ser diferenças nacoloração, com comprimentos de determinadas estruturas, etc. A questão que secoloca aos taxonomistas é se a estas diferenças se encontram também associadosa organismos (
taxa 
) realmente distintos ou se as diferenças correspondem a simplesvariações de um mesmo ser vivo. São muitos os exemplos na literatura científica emque espécies descritas e nomeadas como “novas” são posteriormente incluídas emespécies já existentes e vice-versa.Uma vez que a espécie é o grupo taxonómico (ou táxon) de nível mais baixo quegeralmente é usado nas classificações, quando se classifica procura-se agrupar osorganismos em espécies e associar estas em conjuntos ou categorias cada vez maisinclusivos (classificação ascendente).De acordo com Mayr (1987), a espécie-táxon é um objeto natural reconhecido edefinido pelos taxonomistas. A espécie-categoria é o lugar dado à espécie-táxon.
 
CONCEITO DE ESPÉCIE
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Espécie- Categoria 
1. Conceito Nominalista
Não é propriamente um conceito já que nega explicitamente a existência da espécie.De acordo com a versão mais extremista do nominalismo metodológico, na naturezasó existem objetos individuais. As espécies não correspondem assim a umaentidade real na natureza.Segundo Mayr (1991), não há argumento mais demolidor contra a posturanominalista que o fato das tribos da Nova Guiné, com uma cultura da Idade daPedra, reconhecerem como espécies exatamente a mesmas entidades naturais queos taxonomistas ocidentais.
2. Conceito Tipológico
No conceito tipológico as espécies são caracterizadas por propriedades. Umorganismo pode pertencer a uma classe ou não, dependendo da presença ouausência dos atributos próprios de cada classe. Entende-se que a categoria espécieexiste "por si mesmo" (anterior aos organismos que contém) e, portanto, procuram-se os indivíduos que pertencem a essa categoria, em vez de os agrupar. Assim,segundo este conceito, as espécies seriam imutáveis e podiam ser definidas a partirde um exemplar, que seria o tipo da espécie.Segundo Mayr (1991), uma espécie tipológica é uma identidade que se diferenciade outras espécies através de características diagnosticas constantes. Este é oconceito de Lineu. O conceito tipológico utiliza caracteres morfológicos que servemde divisão entre as espécies (Taxonomia Tradicional). Alguns autores ao criticaremeste conceito argumentam que, de acordo com o formulado, "uma espécie é o que otaxonomista diz que é".
3. Conceito Biológico
O conceito biológico é o modelo mais popular entre os taxonomistas atuais. Um dosseus maiores expoentes foi Mayr (a primeira definição foi formulada em 1940) queconcebe a espécie do seguinte modo:
"As espécies são grupos de populações naturais interfecundas e que estão isoladas do ponto de vista reprodutor de outros grupos" (Mayr, 1991).
Este tem sido criticado por não proporcionar mecanismos para o reconhecimentodas espécies. Por outro lado, a ausência de fluxo genético não leva, com freqüência,à diferenciação das populações isoladas por barreiras intransponíveis, mesmo quepor longos períodos, se essas populações continuarem submetidas a pressõesseletivas semelhantes; a definição de Mayr apresenta, ainda a desvantagem de não
 
CONCEITO DE ESPÉCIE
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levar em conta o aspecto temporal da evolução. Tem igualmente sido criticada pelasua falta de operacionalidade, pois não existem, com freqüência, elementos quepermitam ajuizar da existência de um fluxo genético ou de um isolamento reprodutorentre várias populações. Finalmente, este conceito não cobre os casos das espéciesassexuadas que, à semelhança das espécies sexuadas, possuem fundos genéticospróprios e são resultados dos processos evolutivos.Trata-se de um conceito que só se pode aplicar num tempo geológico concreto, porexemplo, o atual. A longo da história genealógica e filogenética das espécies, oconceito biológico não tem um significado claro. Se uma espécie A, extinta, originaduas espécies: B e C (Fig. 1). Não se pode aplicar à espécie troncal A o conceitobiológico de espécie, já que a sua extinção deixa sem sentido a expressão "queestão isoladas do ponto de vista reprodutor de outros grupos". O isolamentoreprodutor como mecanismo de diferenciação e segregação entre grupos biológicosafeta as espécies que convivem no mesmo momento.
Fig 1- Evolução de uma espécie(sem ramificação - cladogénese).Com base no conceito tipológico efenético seriam consideradas trêsespécies distintas (A, B e C). Oconceito biológico não é aplicável.Os conceitos evolutivos efilogenéticos identificam apenasuma espécie.
4. Conceito Evolutivo
A incapacidade dos conceitos tipológico e biológico para discernir de forma eficienteuma "linhagem" com novidades evolutivas ao longo do tempo foi a que levouSimpson a formular o conceito evolutivo:
Uma espécie evolutiva é uma linha evolutiva (uma seqüência de populações ancestrais descendentes) evoluindo independentemente de outras e com um destino evolutivo unificado e tendências próprias (Simpson, 1961).
Algumas críticas têm sido feitas a esta definição:- aplicabilidade reduzida; não se pode conhecer
a priori 
qual o destinoevolutivo e quais as tendências de uma espécie. Mesmo em relação aos fósseis, sócom um bom registro, o que é raro, seria possível reconhecermos
a posteriori 
qual oseu destino evolutivo bem como as tendências próprias.- não fornece qualquer indicação sobre a delimitação da espécie ao longo dotempo.
Consideram-se dois processos pelos quais se desenrola a evolução: um diz respeito a um contínuo evolutivo ao longo do qual uma espécie pode ir sofrendo alterações adaptativas graduais e que se designa por anagênese e um outro denominado 

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