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Biologia Botânica - Flor

Biologia Botânica - Flor

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Published by: Biologia Concurso Vestibular on May 15, 2008
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Estes trechos e figuras foram retirados da apostila de “Anatomia e Morfologia de Plantas Vasculares” (Menezes et al, 2004), fornecida aos alunos da Biologia na disciplina BIB121.
REPRODUÇÃO NAS ANGIOSPERMAS
(Fig. 1)As angiospermas correspondem ao grupo mais abundante e com maior diversidadeentre as plantas terrestres (mais de 250.000 espécies conhecidas). O avanço evolutivodestas, em relação às gimnospermas envolveu mudanças tanto vegetativas quantoreprodutivas, destacando-se:a) Óvulos e sementes não mais expostos, mas incluídos num ovário. O ovário evoluiuprovavelmente do dobramento e soldadura das bordas do megasporofilo (umafolha ou estrutura semelhante a uma folha que carrega o megasporângio =estrutura do órgão feminino na qual os megásporos são produzidos) ou carpelo.b) Como conseqüência, o grão-de-pólen não pousa mais diretamente na micrópila doóvulo (abertura nos tegumentos do óvulo, através da qual o tubo polínicousualmente penetra), mas numa região receptiva especializada do ovário, oestigma.c) Óvulo com, geralmente, dois tegumentos.d) Órgãos de reprodução não são mais reunidos em estróbilos (estruturasreprodutoras que consiste em um certo número de folhas modificadas =esporofilos, que contêm os esporângios), mas em flores. Estas são interpretadasbasicamente como um eixo caulinar curto, portando folhas modificadas em sépalase pétalas, dispostas em torno de microsporofilos (estames) e megasporofilos(ovários).e) Redução extraordinária do gametófito feminino.f) Dupla fecundação. Uma característca quase exclusiva das angiospermas. O tubopolínico cresce através do estilete até o ovário de uma flor, dirigindo-se para amicrópila do óvulo (estrutura que contém o gametófito feminino com a oosfera),atravessa a camada de células restantes do megasporângio que envolve o sacoembrionário (gametófito feminino, geralmente com 7 células, mas octonucleada; as7 células são a oosfera, as duas sinérgides, as três antípodas, todas com apenasum núcleo, e a célula central, com dois núcleos), penetra neste último e lança em
 
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Fig. 1. Ciclo de vida de uma angiosperma. A-E. Formação da tétrade de megásporos e megásporo funcional; F-I. Formação do sacoembrionário; J. Corte longitudinal do estigma de
Papaver rhoeas 
, (Papevaraceae)(Fahn 1974), com os grãos-de-pólen germinando sobre ospêlos unicelulares. Fecundação e formação de semente em angiosperma. K. Deposição do grão-de-pólen no estigma; L. Formação do tubopolínico; M. Avanço do tubo polínico até a micrópila do óvulo. N. Dupla fecundação: penetração do tubo polínico na sinérgide, fecundaçãoda oosfera e do núcleo da célula central. O. Formação do zigoto (diplóide) e do núcleo do endosperma (triplóide); P. Primeira divisão donúcleo do endosperma; Q. Formação do suspensor, do proembrião e divisões dos núcleos do endosperma; R. Embrião propriamente dito eendosperma na fase de núcleos livres; S. Celularização do endosperma e embrião cordiforme; T. Semente jovem. U; Semente madura. V-X.Esporófito; W-Z. Partes reprodutoras. Estames: a-d. Cortes transversais de anteras, mostrando o desenvolvimento de sacos polínicos - a-c.
Vinca rosea 
(Fabaceae – Fahn 1974); d.
Lillium 
sp. (Liliaceae). Tipos de desenvolvimento de microgametófitos em angiospermas (Fahn1974). e-m. Formação dos gametas masculinos dentro da parede do micrósporo; n-o. Formação dos gametas no tubo polínico.
 
 
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seu interior as duas células espermáticas (gametas masculinos). Uma delas vaifundir-se com a oosfera, formando o zigoto diplóide. A outra se une aos doisnúcleos polares da célula central originando uma célula triplóide, denominadaendosperma. Freqüentemente o endosperma acumula grande quantidade dereservas nutritivas (amido, açúcares, óleos etc). A partir de sucessivas divisões dozigoto, forma-se o embrião, que cresce às custas do endosperma, digerindo-o.Com a modificação dos tegumentos envolventes, surge a partir do óvulo fecundadouma semente, que contém em seu interior um novo indivíduo di
 
plóide em estadoembrionário.
FLOR 
 Numa flor típica são formados 4 tipos de estruturas (Fig. 2A): a)
sépalas
, cujoconjunto forma o cálice; b)
pétalas
, que constituem a corola. Ambas são estruturas estéreis,cujo conjunto forma o
perianto
. c)
estames
, representando as estruturas reprodutivasmasculinas, e que formam no conjunto o
androceu
; d)
carpelos
, constituindo o
gineceu
. Emalgumas flores, os verticilos de sépalas, pétalas e estames estão fundidos, formando umaestrutura denominada
hipanto
(Fig. 2B). A fusão pode envolver apenas os apêndices florais,constituindo o hipanto apendicular ou também o receptáculo floral, formando o hipantoreceptacular (Fig. 3).
 
Fig.2. Cortes longitudinais. A. Flor de trigo-sarraceno (
Fagopyrum 
sp.,Polygonaceae); B. Flor de eucalipto (
Eucalyptus globulus 
, Myrtaceae).Retirado de Fahn (1974).

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