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Apostila Saberes Literatura

Apostila Saberes Literatura

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CCCCCCCCUUUUUUUURRRRRRRRSSSSSSSSIIIIIIIINNNNNNNNHHHHHHHHOOOOOOOOPPPPPPPPRRRRRRRRÉÉÉÉÉÉÉÉ--------VVEEEEEEEESSSSSSSSTTIIIIIIIIBBBBBBBBUUUUUUUULLLLLLLL A AA A A AA ARRRRRRRRGGGGGGGGRRRRRRRR A AA A A AA ATTUUUUUUUUIIIIIIIITTOOOOOOOO 
DDááoo g goo s seenneeaauunnee s saaeeeeaa s soommuunnaaee s sp poo p puuaaee s sA AOO I  I OO:: / / A ADD / /BB / /RR A A 19 
IITTEERRAATTUURRAA PPrrooªªEElliiaannaa 
CCOONNTTEEÚÚDDOOCCOOMMUUMMÀÀSSTTRRÊÊSSSSÉÉRRIIEESS:: 11..LLIINNGGUUAAGGEEMMLLIITTEERRÁÁRRIIAAEENNÃÃOO--LLIITTEERRÁÁRRIIAA 
O homem, como ser histórico, tem anseios,necessidades e valores que se modificam constantemente.Suas criações – entre elas a literatura – refletem seu modode ver a vida e de estar no mundo. Assim, ao longo da História a literatura foi concebida de diferentes maneiras. Mesmo os limites do que é literatura e o que não é variamcom o tempo. Portanto, concebemos literatura como arecriação de uma realidade por meio de palavras. Realidade subjetiva, do ponto de vista do autor.
a) Linguagem Literária
 Tem função estética – Linguagem centrada nasemoções e preocupação com o modo de expressão.
b) Linguagem Não-literária
 Tem função informativa - Informa, explica edocumenta. Linguagem predominantemente objetiva.
22..UUNNIISSSSEEMMIIAAEEPPOOLLIIVVAALLÊÊNNCCIIAADDOOSSIIGGNNOO a) Unissemia
Significação única, corrente, objetiva. Comum alinguagem não-literária. Relaciona-se a denotação.
b) Polivalência
Comum a linguagem literária. A abertura da palavraaos significados que o escritor lhe emprega, dependendo docontexto. Relaciona-se com a conotação.
33..FFOORRMMAASSLLIITTEERRÁÁRRIIAASS a) Prosa
 Organizado de forma linear, com parágrafos,composto de frases, orações e períodos. É composto por:
Tempo:
cronológico ou psicológico.
 Espaço:
objetivo ou subjetivo.
 Personagem:
Agentes da trama. Ser fictício inspirado no serhumano. Subdivide-se em planos (caricaturados,superficiais) ou redondos (complexos, elaborados).
 Foco narrativo:
Perspectiva em que a história sedesenvolve. Pode ser em 1ª e 3ª pessoa.
 Narrador:
Aquele que conta a história e descreve ospersonagens de acordo com o foco narrativo.
b) Poesia
Produção constituída de versos (linhas do poema) eestrofes (conjunto de versos). Compõe-se por:
Sonoridade e ritmo:
efeitos obtidos por meio das figuras delinguagem e das rimas.
 
 Metrificação/escansão:
Divisão do poema em sílabaspoéticas.
 Disposição das rimas:
alternadas (ABAB); interpoladas oucruzadas (ABBA), emparelhadas (AABB); mistas.
 Estrofação:
Quantidade de verso por estrofe; dístico – 2versos; terceto - 3 versos; quarteto – 4 versos.
 44..GGÊÊNNEERROOSSLLIITTEERRÁÁRRIIOOSS 
São características que permitem classificar uma obranuma categoria.
a) Épico
 Narração de fatos notáveis, grandiosos e/ou históricosde um herói (ou de um povo). Narração em verso, formandoepopéias, apresentado os elementos da prosa. Subdivide-seem proposição, invocação, dedicatória, narração e epílogo.
 b) Lírico
Apresenta como tema os sentimentos, as emoções, osestados de alma e impressões pessoais do autor. Estruturadaem verso, apresenta o eu - lírico como a voz que canta ospoemas.
c) Dramático
Textos produzidos para encenação pública(dramatização). Não se compõe apenas de textos, mas deelementos extratextuais como cenário, figurino, sonoplastiaetc. O texto tem a mesma composição da prosa, exceto onarrador. O conteúdo dos acontecimentos é dito diretamentepelos personagens.
Obs.:
A mesma obra contém mais de um gênero literário,predominando um sobre o outro.
55..FFIIGGUURRAASSDDEELLIINNGGUUAAGGEEMM 
A linguagem literária se distancia da linguagem comumpara obter efeitos expressivos mais intensos esurpreendentes. Desde a Antiguidade, a Retórica vê,estudando e sistematizando, sob o nome de figuras delinguagem, os recursos utilizados pelos autores paraconseguir esses efeitos expressivos.
5.1 FIGURAS DE PALAVRASa) Metáfora
: é a substituição do significado de umapalavra por outro, a partir de uma semelhança. Disso resultaa acumulação de dois significados diferentes na mesmapalavra:Ex.: “Amor é um fogo que arde sem se ver” (Camões)
b) Catacrese
: è a metáfora gasta, inexpressiva, masnecessária por falta de um termo apropriado para designardeterminada coisa.Ex.: pé da mesa, céu da boca, embarcar no trem.
c) Símile ou Comparação
: é a relação desemelhança entre dois termos de sentidos diferentes atravésda conjunção.Ex.: “É o Paquequer: saltando de cascata em cascata,enroscando-se como uma serpente (...)”. (J. de Alencar.
OGuarani
)
d) Personificação
 
ou
 
Prosopopéia
: Atribuição decaracterísticas, sentimentos e atitudes humanas a animais,vegetais ou seres inanimados.Exemplo: “De um jasmineiro os galhos encurvados, / Indiscretos entravam pela sala, / E de leve oscilando ao tomdas auras/ Iam na face trêmulos – beijá-a”. (Castro Alves.
 Adormecida
)
e) Sinestesia
: é o cruzamento dos sentidos humanos(audição, visão, olfato, tato, paladar), a fusão de sensaçõesdiferentes numa só impressão.Ex.: “ Sobem nas catedrais os neblinantes / Incensos vagos,que recordam sinos” (Cruz e Souza .
 Incensos)
 
f) Metonímia
: Em prego de uma palavra por outra,com base numa relação de dependência ou contigüidade (aparte pelo todo, o efeito pela causa, o conteúdo pelocontinente, o autor pela obra).Ex.: “Senhora, partem tão tristes / meus olhos por vós, meubem”. (João Luiz de Castelo Branco.
Cantigas
)
 
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CCCCCCCCUUUUUUUURRRRRRRRSSSSSSSSIIIIIIIINNNNNNNNHHHHHHHHOOOOOOOOPPPPPPPPRRRRRRRRÉÉÉÉÉÉÉÉ--------VVEEEEEEEESSSSSSSSTTIIIIIIIIBBBBBBBBUUUUUUUULLLLLLLL A AA A A AA ARRRRRRRRGGGGGGGGRRRRRRRR A AA A A AA ATTUUUUUUUUIIIIIIIITTOOOOOOOO 
DDááoo g goo s seenneeaauunnee s saaeeeeaa s soommuunnaaee s sp poo p puuaaee s sA AOO I  I OO:: / / A ADD / /BB / /RR A A 20 
IITTEERRAATTUURRAA PPrrooªªEElliiaannaa 
g) Antonomásia
: Substituição do nome próprio porum atributo conhecido.Ex.: Poeta dos Escravos (Castro Alves), Boca do Inferno(Gregório de Matos)
5.2 FIGURAS DE CONSTRUÇÃOa) Elipse
: Supressão de um termo, identificávelatravés do contexto.Ex.: “E aqui dentro, o silêncio... / E este espanto e estemedo!”. (Olavo Bilac.
 In extremis)
b)
 
Polissíndeto
: Emprego repetido das conjunções(geralmente coordenativas).Ex.: “Do claustro, na paciência e no sossego, / Trabalha , eteima, e lima, e sofre, e sua!” (Olavo Bilac.
 A um poeta
)
c) Assíndeto
: Omissão de conjunção entre oselementos de um longo encadeamento de termoscoordenados.Ex.: “ Tua boca, tuas pernas, teu sexo e teus [olhosescutaram”. (Murilo Mendes.
Estudo para uma ondina
)
d)
 
Pleonasmo
: Emprego redundante de palavras parareforçar uma idéia já anunciada.Ex.: Temia-a, a ela, à mulher que o guiava. (GuimarãesRosa.
 A benfazeja
)
e)
 
Hipérbato
: Inversão da ordem normal daspalavras na frase. Quando a inversão dificulta oentendimento, passamos ater a figurada denominadasínquise.Ex.: “Pequei Senhor, e não porque hei pecado, / Da Vossapiedade me despido, / Porque quanto mais tenhodelinqüido, / Vos tenho a perdoar mais empenhado”.(Gregório de Matos.
 Ao mesmo assunto e na mesmaocasião
)
f)
 
Anáfora
: Repetição da mesma palavra no iníciode cada verso ou segmento frasal.Ex.: “Por se tratar de uma ilha deram-lhe o nome / de ilha deVera Cruz. / Ilha cheia de graça / Ilha cheia de pássaros / Ilha cheia de luz”. (Cassiano Ricardo.
 Ladainha
)
g)
 
Aliteração
: Repetição de fonemas consonantaisvisando efeito expressivo, eu fônico (positivo) oucacofônico (negativo).Ex.: “A música da Morte, a nebulosa, / estranha, imensamúsica sombria, / passa a tremer pela minh'alma e fria gela, fica a tremer, maravilhosa”. (Cruz e Sousa.
 Música damorte
)
h)
 
Silepse
: O autor se afasta da norma gramaticalpara fazer concordância com a idéia que as palavrasexpressam.Ex.: “Aqui dos Citas grande quantidade / Vivem, queantigamente grande guerra / Tiveram, sobre a humanaantiguidade”. (Camões.
Os
 
 Lusíadas
)
5.3 FIGURAS DE PENSAMENTOa)
 
Antítese
: é a aproximação de dois pensamentoscontrários (palavras ou frases).Ex.: “Incêndio em mares de água disfarçado! / rio de neveem fogo convertido!” (Gregório de Matos.
 Aos afetos elágrimas derramadas na ausência da dama a quem queriabem
).
b)
 
Paradoxo
 
ou
 
Oxímoro
: Figura de linguagem que justapõe dois termos que se contradizem.Ex.: “Mas que seja eterno enquanto dure”. (Vinicius deMoraes.
Soneto da felicidade
)
c)
 
Gradação
: Quando os elementos se organizam deordem crescente ou decrescente.Ex.: “Em terra, em cinza em pó, em nada”. (Gregório deMatos)
d)
 
Eufemismo
: Substituição de termo desagradávelpor um outro mais suave.Ex.: deixar a vida, tirar a vida.
 
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IITTEERRAATTUURRAA PPrrooªªEElliiaannaa 
6. PERIODIZAÇÃO
O quadro abaixo esquematiza os estilos de época da literatura:MitologiaPaganismoI. CLASSICISMO(Antig. Clássica)Regras de Aristótelese HorácioII. IDADE MÉDIASéc. XII a XVAdaptação da culturaclássico-pagãDeusCristianismoHomem emequilíbrioIII.RENASCIMENTOSéc. XVIRetorno às regrasclássicasIV. BARROCOSéc. XVIIEvolução das áreasrenascentistasHomem emconflitoHomem emequilíbrio(rigidez)V.NEOCLASSICISMOSéc. XVIIIRestauração maisrigorosa daperspectiva clássica.VI. ROMANTISMOSéc. XIX (1º metade)Liberdade para acriação artísticaHomem emliberdadeBusca do homemna dimensãocientificaVII. REALISMOSéc. XIX (2ª metade)Naturalismo,Parnasianismo,criação artísticaobservação e análise.VIII. SIMBOLISMOSéc. XIX (fins) e XX(início)Criação artística, “euprofundo”Busca dohomem nadimensãopsicológica.IX. PRÉ-MODERNISMOSéc. XIX (inicio)Estilo sincréticoCrítico socialX. MODERNISMOSéc. XXCubismo, Futurismo, Dadaísmo,Surrealismo.Criação artísticaLiberdade plenaPluridimensionalidade

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