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Direito Constitucional
7.1 HISTÓRICOAristóteles entendia que a Constituição era o conjunto normativo disciplinador daestrutura da
polis.
A Constituição teria por objeto a organização das magistraturas, adistribuição dos poderes, as atribuições de soberania, a determinação do fim especial decada associação política. Na República romana, a Constituição dizia respeito à organização jurídica do povo. Na Idade Média, a Constituição passa a ser identificada como Lei Fundamental.Inicialmente, era um conjunto de princípios ético-religiosos e normas costumeiras quedisciplinavam a relação entre o rei e os súditos.A partir do século VI, a Constituição passa a ser uma restrição ao poder do soberano. NaFrança, era feita distinção entre
lois royane
e
lois du roi.
As primeiras envolviam asnormas fundamentais. Tinham natureza jusnaturalista e ficavam acima do rei. Asúltimas eram normas editadas pelo rei, podendo ser modificadas ou revogadas de formaunilateral.Em 1215, os barões ingleses impuseram a
Magna Charta Libertatum
a João sem Terra.Em 1628, é elaborada a
Petition of Rights
na Inglaterra, indicando liberdades civis. Em1649, surge o
Agreement of People,
que foi precursor da primeira Constituição escrita:
Instrument of Govemment,
de Cromwell, aprovado em 1653.O constitucionalismo tem origem nas Constituições escritas dos EUA (1787) , após aindependência das 13 Colônias, e da França, de 1791, logo após a Revolução Francesa.O Estado passa a se organizar. É limitado o poder estatal, assegurando-se direitos egarantias fundamentais.A partir do término da Primeira Guerra Mundial, surge o que pode ser chamado deconstitucionalismo social, que é a inclusão nas constituições de preceitos relativos àdefesa social da pessoa, de limitação de normas de interesses social e de garantia decertos direitos fundamentais.A primeira Constituição que versou sobre o tema foi a do México, em 1917. A segundaconstituição a dispor sobre o assunto foi a de Weimar, de 1919. Previam regrastrabalhistas, previdenciárias e econômicas.Surge nova teoria pregando a necessidade de separação entre o econômico e o social, oque é verificado hoje na Constituição de 1988, que não mais trata dos dois temas deforma reunida, mas em separado. Da mesma forma, preconiza-se um Estadoneoliberalista, com menor intervenção nas relações entre as pessoas.Há também uma classificação que divide os direitos em gerações. Os direitos de primeira geração são os que pretendem valorizar o homem, assegurar liberdadesabstratas, que formariam a sociedade civil. Os direitos de segunda geração são osdireitos econômicos, sociais e culturais, bem como os direitos coletivos e dascoletividades. Os direitos de terceira geração são os que pretendem proteger, além dointeresse do indivíduo, os relativos ao meio ambiente, ao patrimônio comum dahumanidade, à comunicação, à paz.7.2
CONCEITOS
Direito Constitucional é o ramo do Direito Público que estuda os princípios, as regrasestruturadoras do Estado e garantidoras dos direitos e liberdades individuais.lA Constituição é o conjunto de princípios e regras relativas à estrutura e ao
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