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História Geral - Antiguidade Clássica

História Geral - Antiguidade Clássica

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Published by: History História Geral e do Brasil on May 15, 2008
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08/08/2013

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UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA
 
Considerando a divisão já tornada clássica de didaticamente dividir a História humana, considera-se como seuprincípio o surgimento das sociedades letradas, ou seja, há aproximadamente 5.000 anos. Assim, todo operíodo que a antecede (aproximadamente 47.000 anos) considera-se como Pré-História.Apesar de considerarmos que o chamado homem pré-histórico também fazia história (criava, produzia emodificava a natureza) adotaremos o critério mais utilizado.• Idade Antiga: entre 3.200 a.C. e 476 d. C.• Idade Média: entre 476 e 1453• Idade Moderna: entre 1453 e 1789• Idade Contemporânea: a partir de 1789 1.1.
A Pré-História
Esta fase subdivide-se em outras três considerando a evolução dos instrumentos utilizados pelos homens:pedra lascada (paleolítico); pedra polida (neolítico) e metais. Esta categorização foi feita por volta de 1812pelo dinamarquês Christian Thomsen e, com algumas variações resultantes de descobertas posteriores,acabou por se tornar referência. Neste processo destaca-se a “Revolução Agrícola” ocorrida durante o neolíticoquando os homens sedentarizam-se, especializando suas tarefas e possibilitando o aumento do tempo livre oque permitiu o avanço técnico, o aumento da produção, o crescimento demográfico. No entanto, as primeirascomunidades tinham muito trabalho para produzir seu sustento considerando as intempéries naturais(esgotamento do solo, por exemplo). Assim tornou-se necessário organizar tarefas de irrigação — tanques,canais, diques — que facilitassem a vida sedentarizada.As multidões empenhadas nessas tarefas exigiram um centro coordenador e planejador e surgiram associedades do trabalho com sua conseqüente divisão social — devemos considerar ainda a necessidade deproteção dos excedentes produtivos fazendo surgir aí as sociedades nas quais os guerreiros se tornamessenciais.A divisão das comunidades em guerreiros e trabalhadores parece ter sido a origem das desigualdades sociaisacrescentando aí a necessidade de legitimá-la e o uso mais de mágicos e sacerdotes como seu dispositivomais comum. Está formada a idéia de Estado.Daí para frente, assistiremos, na maioria das sociedades de classes, o topo social sendo ocupado por chefesguerreiros que se pretendem defensores da comunidade e escolhidos pelo divino (o inexplicável).
As Primeiras Sociedades Históricas
Sendo a escrita o critério para se distinguir a História da Pré-História, sociedades históricas seriam aquelasque deixaram documentos escritos. Em diversos locais do planeta encontramos registros que podem serconsiderados como escrita, no entanto partiremos daquelas sociedades que se tornaram o berço de nossacivilização atual, a chamada
civilização ocidental 
.Todas elas apresentam padrões estruturais comuns: uma multidão de camponeses dominados e exploradospor uma forte organização estatal integrada por guerreiros e sacerdotes sob a chefia de um monarcaautorizado pelos deuses a dominar a sociedade (teocracia).
 
Antigüidade Clássica. A Sociedade Grega
Formação e transformação da Grécia Antiga
• Origem: povos indo-europeus (jônios, aqueus, eólios,dórios) estabelecidos na região a partir de,aproximadamente, de 1950 a.C.• Civilização Micênica (entre 1950 e 1100 a.C.): povoamento e formação• Período Homérico (1100 a 800 a .C.): desorganização econômica gerada pela invasão dória. No final doperíodo surgem as primeiras Cidades-estados.• Período Arcaico (800 a 500 a .C.): evolução e amadurecimento das cidades-Estados, destacando-se Atenas eEsparta.• Período Clássico (500 a 338 a .C.): as cidades-estados atingem sua maturidade com o esplendor dademocracia ateniense, na época de Péricles. Em 338, Felipe da Macedônia põe fim à independência dascidades-Estados.• Período Helenístico, constituído de duas fases:— de 338 a 323 a .C.: ascensão de Alexandre Magno formando vasto império.— De 323 a 275 a.C.: fragmentação do império e nascimento das monarquias helenísticas (Macedônia;Pérgamo; Ásia e Egito).
As Pólis
As pólis remontam ao processo de desorganização econômico-social resultante da invasão dória e têm comotraço comum a origem de organizações familiares agro-pastoris que se espalharam pelo acidentado territóriohoje conhecido como Grécia. Em meados do século VI a . C. elas já somavam 1500 unidades com governospróprios.A grande novidade na sociedade grega do período arcaico foi a invenção da propriedade privada. Numasociedade com claro predomínio social do guerreiro, esta inovação trouxe um personagem novo, o guerreiro-proprietário. A divisão social (baseada em pequenos, médios e grandes proprietários) tornava mais complexaa sociedade grega que as anteriores.A conseqüência foi a transferência do poder de antigos reis par um grupo restrito de poderosas famílias deguerreiros que haviam se tornado proprietárias e que podemos chamar de aristocracia.A repartição desigual de terras gerou uma vasta classe de empobrecidos que, necessitando de empréstimostomados aos mais ricos para sobreviver, passaram a sofrer a escravidão.A fuga da levou os mais pobres a ocuparem novas áreas ao longo do mediterrâneo(sul da Itália e Sicília; àsmargens do mar Negro).A expansão colonizadora incentivou as atividades comerciais propiciando o surgimento de uma novaaristocracia — gregos enriquecidos pelo comércio. Com isto a aristocracia se vê diante de um problema: alémdas pressões populares para deter a pauperização, a pressão dessa nova aristocracia para participar dasdecisões políticas das pólis.Atenas, Esparta, Mégara, Corinto, Argos e Mileto foram as principais cidades-estados gregas. As duasprimeiras ficaram célebres por suas profundas diferenças. O caso de Esparta, com seu militarismo, foi atípico erepresentou uma exceção entre as pólis gregas, cuja evolução geral assemelhou-se mais ao desenvolvimentode Atenas.
 
 
Esparta
 Esparta foi fundada pelos dórios na planície da Lacônia, situada na península do Peloponeso, ás margens do rioEurotas.Isolada pelas montanhas e sem saída para o mar, fechada sobre si mesma e avessa às influências externas,Esparta era uma cidade-estado conservadora, baseada num governo oligárquico-autoritário e numa educaçãomilitar.A economia baseava-se na agricultura, ficando o comércio e a indústria em segundo plano. O Estado dividia aterra em lotes iguais distribuídos entre os cidadãos-soldados conjuntamente com um determinado número deescravos encarregados de seu cultivo. O soldado espartano dedicava-se apenas à formação militar e nãoexercia nenhuma atividade econômica.
 A sociedade espartana estava dividida em três classes:
• esparciatas: constituíam a aristocracia, eram os cidadãos-soldados (ou “iguais”) e monopolizavam asinstituições políticas;• periecos: homens livres, mas sem cidadania, dedicavam-se à agricultura, ao comércio e ao artesanato;• hilotas: escravos, realizavam todos os trabalhos manuais e constituíam a maioria da população de Esparta.Segundo a tradição, a Constituição espartana foi redigida por um legislador mítico, Licurgo, e não podia sermodificada.
 As instituições políticas compunham-se:
• diarquia: dois reis• gerúsia: conselho aristocrático formado por 28 anciãos;• ápela: assembléia militar encarregada de votar as leis propostas pela gerúsia;• eforado: onde estava o verdadeiro poder, era controlado por cinco éforos ou vigilantes, que controlavam avida pública e particular de todos os cidadãos espartanos.A cultura espartana aboliu as artes e as letras limitando seus esforços na educação de seus cidadãos que erampreparados desde os sete anos de idade para ser forte e disciplinado submetendo-se aos interesses do Estado.A mulher espartana gozava de certa liberdade, se a compararmos com a ateniense: era valorizada comoprocriadora de guerreiros e geria a economia doméstica, mas nunca alcançou status político.
Atenas
Atenas foi fundada pelos jônios na península da Ática, próxima ao porto de Pireu.A proximidade do mar Egeu contribui para que Atenas desenvolvesse a navegação e o comércio e participassedo movimento de colonização (Segunda Diáspora Grega).A economia ateniense baseava-se na
agricultura, indústria e comércio.
Sua sociedade dividia-se em três classes:
Cidadãos:
subdividida em três outros setores —
Eupátridas
(aristocracia fundiária, agrária);
Geomoros
(pequenos agricultores proprietários de terras) e
Demiurgos
(artesãos e comerciantes);
Metecos:
estrangeiros residentes em Atenas, dedicavam-se, principalmente ao comércio e à indústria;
Escravos:
maior parte da população que desempenhavam todas as atividades manuais, desde serviçoscaseiros até a agricultura.Sua história política é mais complexa que a de Esparta: a monarquia foi a primeira forma de governo adotada,cujo rei recebia o título de basileus. Esta autoridade foi posteriormente substituída por um regimearistocrático-oligárquico controlado pela aristocracia agrária. No ligar do basileus governavam nove
arcontes
 (arcontado), magistrados eleitos anualmente pelo areópago, conselho eupátrida que exercia o poderlegislativo.

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