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História do Brasil - Pré-Vestibular - 1848 - Revolta Praieira

História do Brasil - Pré-Vestibular - 1848 - Revolta Praieira

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07/24/2010

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Conflitos na História do Brasil- Império -Segundo ReinadoRevolta Praieira: 1848-1850
A Revolta Praieira, também denominada como Revolução Praieira ou simplesmente Praieira, foi ummovimento de caráter separatista e liberal que eclodiu em Olinda, na então Província dePernambuco, no Brasil, a 7 de Novembro de 1848, prolongando-se até 1852.
Características
De forma global, inscreveu-se no contexto das revoluções socialistas e nacionalistas que varreram aEuropa neste período do século XIX.A nível local, foi influenciada pelas idéias liberais que se queixavam da falta de autonomiaprovincial, sendo marcada pelo repúdio à monarquia, com manifestações a favor da independênciapolítica, da república e por um reformismo radical.Com fundo social, econômico e político, contou com a participação das camadas menos favorecidosde Pernambuco. Os líderes do movimento reuniam-se na sede do jornal O Diário Novo, à Rua daPraia, em Recife.
O movimento
A revolta teve como causa imediata a destituição, pelo Imperador, do Presidente da ProvínciaAntônio Pinto Chichorro da Gama (1845-1848), representante dos liberais, que tentava refrear opoder das famílias da aristocracia rural locais. Esse gesto foi interpretado como mais umaarbitrariedade imperial.A revolta eclodiu em 7 de novembro de 1848, sob a liderança do deputado liberal Joaquim NunesMachado e com o apoio do capitão Pedro Ivo Veloso da Silveira e de Borges da Fonseca. Nodocumento que denominaram Manifesto ao Mundo, estavam previstos como principais pontos:emprego para todos, voto universal, comércio a retalho só para os brasileiros (os portugueses sópoderiam vender no atacado), fim da escravidão, liberdade de expressão e de imprensa. OPresidente nomeado da Província, Herculano Ferreira Pena, foi afastado.A sua primeira batalha foi travada no povoado de Maricota (atual cidade de Abreu e Lima).A Província foi pacificada por Manuel Vieira Tosta, indicado como novo presidente, auxiliado peloBrigadeiro José Joaquim Coelho, novo Comandante das Armas. As forças rebeldes foramderrotadas nos combates de Água Preta e de Iguaraçu.Com o fim da Praieira, iniciou-se a segunda fase do Segundo Reinado, um período de tranqüilidadepolítica, fruto do Parlamentarismo e da Política da Conciliação implantados por D. Pedro II.
Guerra contra Oribe e Rosas: 1851-1852
A chamada Guerra contra Oribe e Rosas, ocorrida no meado do século XIX, integra o conjunto dasQuestões Platinas, na História das Relações Internacionais do Brasil.À época, o presidente da Argentina, Juan Manuel Rosas, uniu-se ao presidente do Uruguai, ManuelOribe, na tentativa de fazer um só país. Esse desequilíbrio de forças na bacia do rio da Prata
 
ameaçava os interesses do Império do Brasil, que tomou a iniciativa de invadir o Uruguai (1851) e,na Batalha de Monte Caseros (1852), venceu a guerra.Neste contexto ocorreu a passagem de Tonelero, no rio Paraná, protagonizada por uma DivisãoNaval da Marinha do Brasil, em 17 de Dezembro de 1851. As forças brasileiras, sob o comando doAlmirante Grenfell, forçaram a passagem de Tonelero e desembarcaram os efetivos da 1a. Divisãodo Exército, comandados pelo Brigadeiro Manuel Marques de Souza depois conde de Porto Alegre,que se engajaram em combate contra as forças argentinas.
Guerra contra Aguirre: 1864
A chamada Guerra contra Aguirre, ocorrida no meado do século XIX, integra o conjunto dasQuestões Platinas, na História das Relações Internacionais do Brasil.O conflito se inscreve na defesa dos interesses do Império do Brasil naquela, diante do rompimentodas relações diplomáticas entre a Argentina e o Uruguai em 1864.Tendo a agitação política voltado a dominar o Uruguai, apresentou reflexos negativos junto aosestancieiros brasileiros na fronteira da Província do Rio Grande do Sul, que passaram a ter as suaspropriedades invadias e o seu gado furtado durante operações de razia popularmente conhecidascomo "califórnias". Os brasileiros estabelecidos no Uruguai (estimados em 40 mil pessoas) tambémpassaram a ser alvo de perseguições e violência contra pessoas e propriedades.O governo imperial brasileiro tentou intervir diplomaticamente junto ao presidente uruguaio,Atanásio da Cruz Aguirre, mas não logrou sucesso.Foi formulado um ultimato, que não foi aceito. O Uruguai pretendia anular o Tratado de Limites de1852, posição que abandonou diante da disposição brasileira em ocupar militarmente o territórioentre Quaraí e Arapeí.Embora os efetivos militares nas linhas de fronteira tudo fizessem para evitar que as disputas noUruguai se refletissem no Rio Grande do Sul, o general Venâncio Flores, que disputava o poder noUruguai, não conseguiu evitar que a violência atingisse o território brasileiro. Solicitou, dessemodo, o apoio do Império, sob a forma de um empréstimo financeiro e a presença, em Montevidéu,de uma divisão do Exército brasileiro.Organizou-se, assim, uma Divisão de Observação, transformada em seguida em DivisãoAuxiliadora, integrada por um efetivo de quatro mil homens, sob o comando do brigadeiroFrancisco Félix Pereira Pinto. Transpondo a fronteira em março de 1864, atingiu a localidade deUnión em junho, onde estabeleceu quartel.Ao mesmo tempo, o almirante Tamandaré e as forças brasileiras na fronteira receberam ordens deprocederem a represálias e adotarem as medidas convenientes para proteger os interesses dosbrasileiros.Com estas medidas, ganhou-se tempo para que se coordenasse uma operação de invasão doUruguai, iniciada a 16 de Outubro, por um efetivo de seis mil homens sob o comando do generalJoão Propício Menna Barreto. Este efetivo marchou sobre Mello, dividida em duas divisões deInfantaria. Alcançado esse objetivo, as tropas brasileiras avançaram sobre Paysandú, sitiada por ummês, enquanto as forças brasileiras ali se concentravam.Enquanto isso, com o apoio da esquadra brasileira, as forças uruguaias sob o comando de VenâncioFlores sitiaram a vila de Salto no rio Uruguai, que veio a capitular, sem resistência, a 28 deNovembro desse mesmo ano.

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