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Dons de Línguas

Dons de Línguas

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09/02/2010

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1
O
spírito spírito spírito spírito spírito 
SANTO
O Dom de Falar em  Línguas e o Espírito Santo 
Owen D. Olbricht Owen D. Olbricht Owen D. Olbricht Owen D. Olbricht Owen D. Olbricht 
No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quandomuito três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete. Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus (1 Coríntios 14:27, 28).
O dom de falar em línguas é uma práticamencionada no Novo Testamento, mas não noAntigo
1
. Se a declaração de que Jesus “ontem ehoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hebreus13:8) significa que, em todas as eras, ele realizaos mesmos atos miraculosos, os seguidores deDeus deveriam ter falado em línguas desconheci-das desde a criação. Além disso, se o falar emlínguas é um sinal de superioridade espiritual,parece estranho não haver registro algum de queCristo falasse em línguas. No longo período dahistória bíblica, o falar em línguas é mencionadosomente uma vez em Jerusalém, pelos apóstolosno dia de Pentecostes (Atos 2:1–11); uma vez emCesaréia, quando as portas do evangelho foramabertas aos gentios (Atos 10:44–46); uma vez emÉfeso, por doze convertidos (Atos 19:6) e em Co-
rinto, por membros da igreja do Senhor (1 Coríntios
12:10, 28; 13:8; 14:2–28). Nada no Novo Testa-mento indica que a prática continuou em algumadas congregações, exceto na igreja em Corinto.
O QUE É O FALAR EM LÍNGUAS?
A palavra hebraica
leshonah
é mais freqüente-mente traduzida por “língua” — com referênciaao órgão do corpo com o qual produzimos a fala
(Juízes 7:5; 2 Samuel 23:2) — ou “língua”, sinônimo
de idioma (Ester 1:22; 3:12; Jeremias 5:15; Ezequiel3:5, 6). A tradução grega do hebraico
leshonah
é
 glossa
(compare Isaías 28:11 com 1 Coríntios 14:21;gr.:
eteroglossois
).
Glossa
significa o órgão do corpochamado língua (Marcos 7:33, 35)
2
 , um jato cônicoparecido com uma chama (Atos 2:3) ou um idioma(Atos 2:4, 11; 10:46; 19:6).O primeiro exemplo registrado do falar emlínguas deu-se através dos apóstolos, no dia dePentecostes, que foi o milagre de falarem línguasdiferentes, e não o de falarem uma só língua quefoi entendida em várias línguas diferentes (Atos2:4–11). Os integrantes da multidão ouviram emsuas próprias línguas porque os apóstolos fala-ram “em outras línguas” (Atos 2:4). Esse era umsinal muito convincente (1 Coríntios 14:22) paraos judeus incrédulos que estavam presentes.
Depois disso, Pedro levantou-se com os apóstolos
e falou à multidão (Atos 2:14). O fato dele serentendido por todos da multidão não significaque estava falando uma língua, sendo esta enten-dida por todos os falantes das outras línguas.
Os judeus que estavam em Jerusalém oriundos de
várias nações (Atos 2:5–11) eram bilíngües; podiam
11
Numa ocasião lemos que “o Senhor fez falar a jumenta” de Balaão (Números 22).
12
Veja também Lucas 1:64; 16:24; Atos 2:26; Romanos3:13; 14:11; 1 Coríntios 14:9; Filipenses 2:11; Tiago 1:26; 3:5,6, 8; 1 Pedro 3:10; 1 João 3:18; Apocalipse 16:10.
 
2
entender Pedro quando ele falava em hebraico.Numa ocasião posterior (Atos 20:16), Paulofalou em Jerusalém a uma multidão de judeus(Atos 21:27) com formação multilíngüe. Porquesabiam falar o hebraico, esses judeus conseguiramentender Pedro quando este lhes discursou emlíngua hebraica (Atos 21:40).
O QUE PAULO ENSINOU A RESPEITODO FALAR EM LÍNGUAS?
Até o presente, os debates travados sobre ouso que Paulo fez do termo
 glossai
(plural de
 glossa
), “línguas”, em 1 Coríntios 14, já resultaramem quatro propostas de significados: 1) línguascelestiais, 2) elocuções extáticas que não consti-tuem um idioma, 3) discurso sofisticado que só
podia ser entendido pelos mais cultos ou 4) línguashumanas que podiam ou não ser entendidas
porquem as falava. Somente o significado apre-sentado na quarta proposta pode estar correto.As línguas de Atos 2:4 e 11, aparentemente,eram as línguas nativas dos judeus que foram a Jerusalém para observar a festa de Pentecostes.Naquele dia, os apóstolos, não-falantes de línguasestrangeiras, falaram as línguas dos vários paísesali representados. Falaram nas
 glossai
(“línguas”;
Atos 2:11), também chamadas de
dialektos
(literal-
mente, “dialetos”, traduzido por “línguas” [Atos21:40; 22:2; 26:14]). Esses termos são usados no
Novo Testamento somente para línguas conhecidas.
O Livro de Apocalipse usa
 glossai
com refe-rência às várias classificações ou grupos lingüísti-cos do mundo (Apocalipse 5:9; 7:9; 10:11; 11:9;13:7; 14:6; 17:15). O termo não indica a existênciade línguas celestiais, falas extáticas ou oraçõesem línguas.Se, em 1 Coríntios 14, Paulo se referia a línguascelestiais ou extáticas (elocuções produzidas poremoção e por pessoas induzidas a um êxtase), oua um discurso sofisticado, então ele estava usandouma definição para
 glossai
não usada em nenhu-ma outra parte da Bíblia. Ao usar o termo
 glossai
 ,
Paulo se referia a línguas humanas conhecidas, como
é evidente considerando-se os seguintes fatos:
1.Paulo ensinou que “línguas” eram um dom
do Espírito Santo (1 Coríntios 12:10) que Deuscolocava na igreja (1 Coríntios 12:10, 11, 28).2.O falar em línguas era para ser usado compropósitos de ensino (1 Coríntios 14:6).3.O falar em línguas era um sinal para osdescrentes (1 Coríntios 14:22). Se os descrentesnão podiam identificar se era algo miraculosoque estava acontecendo, o falar em línguas nãopoderia ser para eles um sinal do poder miracu-loso de Deus.4.As línguas eram para a edificação de quemfalava (1 Coríntios 14:4) ou, se interpretadas,para a edificação da igreja (1 Coríntios 14:5). Noversículo 4 Paulo não estava dando permissãopara que se falasse em línguas na igreja visandoà auto-edificação. Pelo contrário, ele estavamostrando que, a menos que houvesse interpre-tação, o falar em línguas podia beneficiar somentequem estava falando. Mais adiante, ele afirmouque ninguém deveria falar sem um intérprete
(1 Coríntios 14:28), visto que a igreja não seria edifi-
cada com algo que não entendia (1 Coríntios 14:5).
Segundo Paulo, todas as coisas feitas naassembléia eram para a edificação da igreja, nãopara a edificação pessoal (1 Coríntios 14:5, 12,26). Se as línguas fossem elocuções extáticas semsignificado, não poderiam ser interpretadas e aigreja não poderia ser assim edificada.5.As línguas de Isaías 28:11, que Paulo citou
referindo-se ao dom de línguas em Corinto (1 Co-
ríntios 14:21), eram línguas estrangeiras. Essas“línguas” não eram elocuções extáticas ou línguasde anjos.6.O grego
hermeneus
— com suas formascognatas, incluindo aquelas com prefixos
3
significa “interpretar”, “interpretação” ou “intér-prete”. A palavra refere-se a uma tradução depalavras conhecidas para uma língua existente.A única exceção a essa regra é Lucas 24:27, ondeo significado é “explicar” passagens não enten-didas pelos ouvintes. Isso implicaria que as“línguas” de 1 Coríntios 14 eram línguas quepodiam ser interpretadas.Nada é declarado no Novo Testamento arespeito de todos os intérpretes obterem acapacidade de interpretar através do EspíritoSanto ou se entendiam determinada língua porterem aprendido essa língua anteriormente. Acapacidade de interpretar é mencionada, mas osmeios de se fazer essa interpretação nem sempresão citados (1 Coríntios 14:27, 28). Isto podeimplicar que uma pessoa que havia aprendidodeterminada língua podia interpretá-la tantoquanto uma pessoa que, não conhecendo essa
13
Veja Mateus 1:23; Marcos 15:22, 34; Lucas 24:27; João1:38, 41, 42; 9:7; Atos 4:36; 9:36; 13:8; 1 Coríntios 12:10, 30;14:5, 13, 26, 27, 28; Hebreus 7:2.
 
3
língua, foi capacitada pelo Espírito Santo parainterpretar (1 Coríntios 12:10, 11). A possibilidadede uma pessoa que aprendeu uma língua inter-pretar essa língua confirmava que se tratavamde línguas conhecidas.A injunção dessa passagem se aplicaria a ummissionário em terra estrangeira. Se ninguémentre os ouvintes pode interpretar a língua domissionário, ele deve permanecer em silêncio. Amenos que suas palavras sejam entendidas, osouvintes não serão beneficiados.Uma elocução precisa ter sentido antes de sertraduzida. Seria impossível interpretar elocuçõesextáticas e sem significado. A indicação de Paulode que as línguas em Corinto podiam ser traduzi-das (1 Coríntios 14:5, 13, 27) deve significar queo dom de línguas envolvia línguas reais.
QUAL ERA O PROPÓSITO DO DOMDE FALAR EM LÍNGUAS?
Alguns concluem que “línguas” em 1 Co-ríntios 14:2 eram línguas de anjos ou orações queninguém podia entender. Tal conclusão fariaPaulo se contradizer no restante do capítulo 14.A observação de Fred Fisher a respeito desseversículo é correta: “Isto não significa neces-sariamente que
ninguém
entendia, mas queninguém dos
 presentes
entendia”
4
; grifo meu.Em 1 Coríntios 14 Paulo deu as seguintesinstruções com respeito ao dom de falar emlínguas, o que indica que esse dom era para finsde comunicação:1.As línguas deveriam ser interpretadas paraa edificação da igreja (v. 5). Com base nesse fato,podemos concluir que as informações transmiti-das pela pessoa que possuía esse dom não eramapenas balbúcias sem sentido nem visavam seu benefício pessoal, mas eram informações quepodiam edificar a igreja. Se não fossem interpreta-das para a congregação, o único a ser edificadoseria o falante (se ele mesmo conseguisse enten-der a língua). Aquele que falava em línguasdeveria orar pela capacidade de interpretar paraedificar a congregação (vv. 5, 12, 13).2.O dom de línguas que beneficiaria a igreja,disse Paulo, deveria ser “por meio de revelação,ou de ciência, ou de profecia, ou de doutrina”(v. 6). Revelação, ciência, profecia e doutrinanesse cenário eram mensagens de Deus (1 Co-ríntios 12:8, 10, 28–30). A igreja poderia ser beneficiada através de tais mensagens somentese fosse instruída numa língua que pudesseentender. Paulo não diz nada que pressuponhaorar em línguas ou emitir elocuções de anjos.3.Assim como os devidos sons tinham deser emitidos nos instrumentos musicais paraconvocar os judeus à adoração ou batalha, aslínguas tinham de transmitir uma mensagemdistinta, que fosse útil aos que a ouvissem (vv. 7,8). Aquele que falava tinha de emitir sons que osouvintes entendessem; de outra forma, ninguémsaberia o que foi dito (v. 9).4.O mundo tem muitas línguas (gr.:
 phonon
 ,traduzido por “vozes” no v. 10). Vozes e línguasúteis são aquelas que transmitem uma mensagemsignificativa. Se a língua fosse desconhecida, oouvinte entenderia tanto quanto se estivesseouvindo um estrangeiro (v. 11).5.O propósito do falar em línguas eracomunicar de modo que os ouvintes pudessemdar seu consentimento de coração, dizendo:“Amém”. A pessoa que não entendia a línguanão podia dizer “amém”, pois não sabia o quefora dito (v. 16).A palavra
idiotes
(de onde provém “idiota”) étraduzida por “indoutos” nos versículos 23 e 24e significa aquele que não foi ensinado ou éincapacitado (Atos 4:13; 2 Coríntios 11:6). Issoimplica que uma língua podia ser entendida por
uma pessoa que tivesse sido educada particular-
mente nela, mas a pessoa que não havia aprendido
a língua não seria capaz de entendê-la. A partir
disso, podemos concluir que as línguas eram idio-
mas que podiam ser entendidos, sem um intérpre-te, por aqueles que aprenderam essas línguas.6.O dom de línguas era um sinal para osdescrentes (v. 22). As vozes emitidas só poderiamconstituir um sinal se alguém dentre os ouvintesidentificasse que se tratava de uma línguaconcedida por Deus. Pedro disse que o que os judeus ouviram (os apóstolos falando nas línguasdas muitas nações presentes no dia de Pentecostese o som como de um vento forte) era uma provade que Jesus estava entronizado à destra de Deus(Atos 2:4–11, 33). As línguas eram um sinal visívelpara esses judeus incrédulos.Os judeus disseram o seguinte a respeito daselocuções dos apóstolos: “Como os ouvimos falarem nossas próprias línguas as grandezas de
14
Fred Fisher,
Commentary on 1 & 2 Corinthians
(“Co-mentário de 1 e 2 Coríntios”). Waco, Tex.: Word Books,1975, p. 220.

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