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Mulheres no Antigo Testamento

Mulheres no Antigo Testamento

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06/15/2013

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1
Mulheres do Antigo Testamento
Owen D. Olbricht
Mulher
 A C
ristã
As Escrituras definem e ilustram o papel damulher no plano de Deus, desde a época dacriação até os dias da igreja primitiva. Osexemplos fornecidos a nós na Palavra de Deusmostram a tremenda influência que as mulheresexerceram em seus lares, suas comunidades esuas nações, tanto para o bem quanto para o mal.
A MULHER NO JARDIM DO ÉDEN
A seqüência de acontecimentos em torno daqueda de Adão e Eva, quando eles pecaram no jardim, sugere os papéis de liderança que Deusplanejou na criação.
A Tentação de Satanás
Deus falou diretamente ao homem: “De todaárvore do jardim comerás livremente, mas daárvore do conhecimento do bem e do mal nãocomerás; porque, no dia em que dela comeres,certamente morrerás” (Gênesis 2:16, 17). Ou Deusfalou diretamente a Eva a respeito dessa proibi-ção, numa ocasião posterior, ou — o que é maisprovável — a mensagem foi revelada a Eva por
Adão, quando Deus trouxe Eva até ele. Eva sabia
que a árvore do conhecimento do bem e do malera proibida, pois ela declarou à serpente: “Do
fruto das árvores do jardim podemos comer, mas
do fruto da árvore que está no meio do jardim,disse Deus: Dele não comereis, nem tocareisnele, para que não morrais” (Gênesis 3:2, 3).A partir das informações providas por Deusem Gênesis, ficamos sabendo o que Eva viu nofruto que a tentou a pecar. 1) A árvore era “boapara se comer”, 2) era “agradável aos olhos” e
3) “desejável para dar entendimento” (Gênesis 3:6).
A serpente havia dito que Adão e Eva seriam“como Deus… conhecedores do bem e do mal”(Gênesis 3:5b). Após comerem, disse Deus: “Eisque o homem se tornou como um de nós, conhece-dor do bem e do mal” (Gênesis 3:22a). De acordocom o texto, só podemos chegar a uma conclusão:
antes de comerem o fruto, não tinham entendimento
do bem e do mal. Isto deve significar que eleseram inocentes quanto à moralidade e não podiamser tentados nessa área. Após terem comido, jánão eram ignorantes do bem e do mal, mas saíramdo estado mental de inocência. Estando antesdestituídos de uma consciência moral, haviamentrado agora no domínio divino do conhecimen-to moral.A conclusão de que Adão e Eva corromperamsua natureza comendo do fruto da árvore doconhecimento do bem e do mal é inválida. Elesnão adquiriram apenas o conhecimento do mal,mas também o conhecimento do bem. Se oconhecimento do mal pôde torná-los maus, entãopor que o conhecimento do bem não poderiatorná-los bons? Comer do fruto proibido nãocorrompeu a natureza deles; mas o ato de desobe-diência lhes abriu a percepção moral que Deuspossui. Antes de comerem, não possuíam oconhecimento do bem e do mal, sendo comocrianças, e por isso tinham a inocência das crianças(Deuteronômio 1:39; Isaías 7:16). Deus administra bem o seu conhecimento do bem e do mal; o serhumano não consegue administrar esse conheci-mento da mesma maneira que Deus. Evidente-mente, foi por isso que Deus quis que Adão e Evanão comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal: Ele sabia que eles teriam dificuldadepara escolher entre fazer o bem e recusar-se afazer o mal. Deus impôs a ambos um severo
 
2
castigo porque Ele queria dissuadi-los de comerdo fruto que os deixaria suscetíveis à rebeliãocontra o Seu código moral e espiritual.
O Castigo de Deus
Segundo Gênesis 3:9 e 11, Deus falou primei-ramente com Adão e o interrogou a respeito daviolação da Sua vontade. Isto pode indicar queAdão já tinha um papel de liderança como maridode Eva. Como tal, ele tinha uma responsabilidademaior e tinha de prestar mais contas do que Eva.Lemos o seguinte: “Portanto, assim como porum só homem entrou o pecado no mundo, e pelopecado, a morte, assim também a morte passoua todos os homens, porque todos pecaram”(Romanos 5:12). “Porque, assim como, em Adão,todos morrem, assim também todos serão vivifi-cados em Cristo” (1 Coríntios 15:22). Todavia, arelação de Adão com a transgressão não foi amesma que a de Eva, pois 1 Timóteo 2:14 diz: “EAdão não foi iludido, mas a mulher, sendoenganada, caiu em transgressão”.Os castigos dados a ambos envolveram acriação de condições que não existiam antes datransgressão. 1) Antes da transgressão, a serpentenão rastejava sobre o seu ventre; depois datransgressão, ela foi amaldiçoada mais do quetodos os demais animais, passando a rastejarsobre o seu ventre e a comer pó todos os dias dasua vida. 2) A mulher passou a ter dores intensasno parto e a ser governada pelo marido. Antesdisso, o parto devia ser relativamente sem dor.Se o homem já a governasse, esse não seria umcastigo divino imposto às mulheres por causa datransgressão. 3) A terra foi amaldiçoada comoum castigo para o homem (Gênesis 3:17–19).Além disso, ele teria de voltar ao pó de onde foraformado. Esses castigos dados por Deus nãoexistiam antes da transgressão.Pode ser que Deus tenha planejado que ohomem assumisse o papel de liderança desde oprincípio, mas não declarou isso antes de Adãoe Eva comerem da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 3:16). “Governar” é a pa-
lavra hebraica
mashal
 , que pode ser traduzida por“dominar” (Gênesis 37:8; Deuteronômio 15:6) ou
“poder” (Êxodo 21:8). Em toda a história domundo, os homens desempenharam o papel deliderança. Eles têm se sobressaído mais do que asmulheres no que diz respeito a conduzir os
interesses da humanidade na maioria das culturas.
O fato de os demais castigos que Deus impôsa Adão e Eva ainda vigorarem pode indicar queo homem ainda deve governar a mulher comoum castigo imposto. Se esse castigo não for umaimposição, então ele é uma exceção. Se Deus nãoo cancelou, então ele ainda está em vigor. Seráque Deus ainda quer que o homem exerça opapel dominante na relação marido e mulher etambém em outras relações?É importante entendermos a vontade de Deusneste caso, porque o Novo Testamento faz alusãoa isso e ensina verdades relativas ao papel damulher baseadas nesse acontecimento ocorridono jardim do Éden. Entender mal o castigo pelopecado de Adão e Eva pode levar a entender mal
outras passagens bíblicas. Nosso objetivo não deve
ser procurar ensinamentos que apóiem nossospreconceitos; devemos buscar uma compreensãoda vontade de Deus em todas as áreas.Para se entender um ensinamento, às vezes épreciso ver como ele é aplicado na prática. Quemcomeçou a assumir o papel de liderança depoisque Adão e Eva pecaram no jardim do Éden? Aquem Deus reconheceu como líderes da comuni-dade, do lar e em questões religiosas? Qual era opapel da mulher antes da Lei de Moisés, debaixoda Lei e até Israel entrar na terra prometida?
AS MULHERES ANTES DA LEI SER DADA
A Bíblia não diminui as mulheres que viveramantes da Lei, embora alguns pensem que as listasgenealógicas baseadas na linhagem dos homenssejam uma afronta às mulheres. Os filhos homenssão mencionados, mas as esposas e as filhas,quando se faz alguma alusão a elas, não sãocitadas nominalmente nas genealogias (Gênesis5:1–32; 10:1–32; 11:10–28) até chegarmos àsesposas de Abrão e Naor (Gênesis 11:29).Por causa da obediência de Abraão, Deus fezuma aliança com ele (Gênesis 22:16–18). Essaaliança se estendeu aos descendentes de Abraãopor causa da liderança dele, e não de Sara, no lar(Gênesis 18:19). Eli, e não a sua mulher, foiresponsabilizado pela má conduta de seus filhos(1 Samuel 2:27–36; 3:13). Os homens desseperíodo receberam grandes responsabilidades,mas eles também foram julgados com maiorrigor e punidos mais severamente.Abraão certamente era o líder na sua relaçãocom Sara. Deus apareceu a ele e lhe deu instruçõespara deixar o país (Gênesis 12:1–3). A aliança
 
3
que Ele fez com Abraão teve de ser selada com acircuncisão, um sinal que se aplicava somenteaos homens (Gênesis 17). Deus fez outra aliançacom Abraão e a repetiu aos seus descendentes dosexo masculino, Isaque e Jacó: Ele prometeu
abençoa-los e torná-los grandes, uma grande nação
 ,
que abençoaria todas as famílias da terra de Canaã
(Gênesis 12:1–3; 17:8; 22:18; 26:3–5; 28:13, 14).
Deus usou José para preservar o povo de Israel
durante a fome (Gênesis 50:20). Mulheres como
Sara, Rebeca, Raquel e Lia foram importantes duran-
te o período dos patriarcas; mas Deus tratava oshomens, e não as mulheres, como representantesdas famílias. As doze tribos descendiam dosfilhos de Jacó, e não de sua filha Diná, ou dosdescendentes dela. A Judá, um homem, foi feitaa promessa de que o governo permaneceria nasmãos de sua tribo (Gênesis 49:10).Deus escolheu Moisés e Arão para lideraremo povo de Israel na saída da escravidão egípcia(Êxodo 7:1, 2) e na peregrinação pelo deserto. Eledeu a Lei por intermédio de Moisés (João 1:17).Deus deu a mulheres como Miriã, a filha doFaraó e a esposa de Moisés, Zípora, papéisproeminentes; todavia, Ele não designou a elasposições de liderança, como fez com Moisés,Arão, Josué (Êxodo 17:9), Calebe (Números14:24), os setenta anciãos (Êxodo 24:1; Números11:16, 25) e outros homens. Homens como Eldadee Medade profetizaram (Números 11:26). Osescritos da Bíblia se compõem de revelaçõesdadas a homens. Só há registro de duas profeciasproclamadas por mulheres, a saber, Miriã e Huldae essas profecias são insignificantes.
Embora Miriã seja chamada de profetisa (Êxodo
15:20a), sua declaração foi feita a mulheres en-quanto ela as conduzia após a travessia do marVermelho (Êxodo 15:20b, 21). Não há registro deque ela tenha conduzido homens. Hulda profeti-zou a homens que foram até ela em particular
(2 Reis 22:14–20). Em todo esse período, Deus desig-
nou os papéis de liderança a homens israelitas.
AS MULHERES DEBAIXO DA LEI
Debaixo da Lei de Moisés, continuamos vendo
o papel administrativo atribuído a homens.
Nos Dias dos Juízes
Durante os dias dos juízes, os líderes nacio-nais foram todos homens, exceto Débora. Ela foiuma profetisa e é importante como exemplo deuma mulher exercendo a liderança. A Bíblia nãodeixa dúvida de que ela julgou em Israel, sendouma profetisa (Juízes 4:4, 5). Podemos concluir,porém, que ela não exerceu liderança nas questõesreligiosas da congregação do Senhor. A Lei haviadado essa responsabilidade somente a homensda tribo de Levi (Números 1:50; 3:9, 10).As interrogações que surgem por causa deDébora não são respondidas na Bíblia. O povo anomeou para esse ofício? Os juízes foram nomea-dos com a total bênção e aprovação de Deus, ouDeus permitiu que Israel tivesse juízes assimcomo permitiu que tivesse reis (Oséias 13:11)?Débora assumiu esse papel por que os homensnão estavam assumindo uma responsabilidadeque era deles? Será que Deus instituiu Déboracomo juíza devido a uma situação degenerativade Israel, semelhante à que surgiu mais tarde nahistória da nação? Deus disse o seguinte a respeitode Israel: “Os opressores do meu povo sãocrianças, e mulheres estão à testa do seu governo.Oh! Povo meu!” (Isaías 3:12).Nada é revelado a respeito do cenário em queDébora proferiu suas profecias. Será que ela sedirigiu à congregação do povo de Israel, ou seráque falou somente a grupos pequenos, em par-ticular? Será que ela profetizou a homens, ousomente a mulheres? Será que ela escreveu suasprofecias para serem lidas por outros, ou asproferiu a grupos ou indivíduos? Ela profetizoua respeito de questões civis ou religiosas? Nãosabemos. Por essa razão, devemos exercitar cau-tela ao tentar desenvolver uma visão do papel damulher com base no fato de Débora ter sido juíza
e profetisa. Deus pode ter permitido que ela fosse
 juíza por concessão, como no caso da instituição
de reis em Israel. Como profetisa, talvez ela nunca
tenha se pronunciado numa reunião pública ounuma assembléia religiosa do povo de Deus.Outras grandiosas mulheres viveram duranteesse período: Raabe, a mãe de Sansão, Noemi,
Rute e Ana. Nenhuma dessas mulheres, com exce-
ção de Débora, exerceram papéis de liderança,nem as Escrituras registram que elas falaram em
nome de suas famílias, como fez Josué (Josué 24:15).
Mesmo no período mais decadente de Israel,quando homens que não estavam qualificadospara serem sacerdotes e assumirem papéis deliderança em questões religiosas, não se registraque mulheres tenham assumido tais papéis.

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Este é um texto bem completo. vai me auxiliar na composição de aulas. Obrigada! Cristina
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