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Hierarquia Das Leis

Hierarquia Das Leis

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HIERARQUIA DAS LEIS
(Professora Rosinethe Monteiro Soares)
 
Vamos falar do produto, antes mesmode descrever o processo formal de sua obtenção. Nossopropósito é facilitar a compreensão e localização doleitor na continuidade do nosso estudo.Quando, afinal, o comportamento políticose consubstancia em conversão, é que a regulamentaçãotoma aspecto formal. Situando-nos no Brasil, 1998, temosuma hierarquia legal determinada constitucionalmente.Essa hierarquia tem sido objeto de doutrina, mas essendo também regulamentada em lei complementar, pontopor ponto[1]. A A elaborão legislativa cobre todos osaspectos da transformação da vontade política e interessesocial em normas escritas, mesmo que algumas regras nãoescritas de comportamento social, às vezes até antagônicasàs escritas possam prevalecer. Esta deveria ser a formacomo o
Leviathan
brasileiro se controla ou controla oscidadãos. 
Constituição Federal
. No casobrasileiro a atual Constituição teve origem numaAssembléia Constituinte, de ação paralela ao Congressoque promulgou a Constituição Federal em l988, 5 deoutubro. Muitos desejavam então uma Constituinte compoderes exclusivos. Mesmo sem poderes exclusivos deConstituinte, o Congresso então eleito, já o foiconhecida sua missão de elaborão de uma novaConstituão. O povo, portanto lhe outorgou poderoriginal constituinte. A população sabia que ele estariaencarregado de escrever a nova Constituição. Depois,deu ao Congresso seguinte um poder derivado especialpara revisar a Constituição. O atual Congresso mantémainda, derivado da própria Constituição o poderderivado de emen-la, diferente de revisar. Dequalquer modo pode-se afirmar que o Congresso querecebeu poder constitucional original[2]caráterbastante diferenciado em sua composição do que seriaum Congresso eleito sem essa tarefa específica.Esta foi a sétima vez que tivemos umaConstituição nova, mesmo que todas as nossasConstituões tenham sido muito emendadas, com
 
exceção da primeira. É certo que a falta de emendaso significou uma qualidade intrínseca; a primeiraConstituão o se emendou muito porquanto eraoutorgada pelo poder Imperial que tinha amplacapacidade de domínio do cenário político. Outrossimsua perenidade tem muito a ver com o cenário social eo desenvolvimento político da época em que aparticipação social era mínima. Basta lembrar-se queem 1875 apenas 5% da população votava. Nãovotavam as mulheres, nem os negros, nem quem nãotivesse renda própria. Havia ainda discriminação socialdo assalariado, que também não votava a não ser queganhasse mais de cem mil reis. Não votavam tambémos menores de 25 anos. Não é pois de se admirar quenão houvesse muito estímulo para mudança que viessea provocar Reformas Constitucionais, mesmo tãonecessárias. Além disso a Constituição era idealística.Consideramos natural que as leis, eprincipalmente as Constituições contenham um poucodo idealismo que faz com que o progresso sejacontinuado. Não fora assim, qualquer lei magna estariadefasada o logo editada. A presente Constituão,como as anteriores, contém uma enorme parcela deidealismo. As anteriores continham idéias maismarcadamente vagas, a presente contém prinpiosamplos e preceitos específicos que poderiam ser leisordinárias ou até de hierarquia inferior, por motivos quediscutiremos adiante. As Constituões seguintes àImperial foram sendo, pouco a pouco na História,influenciadas pelos pensamentos, ora liberais, oraprogressistas dos países do hemisfério norte. E, àproporção que nossas elites foram obtendo educaçãode base e contdo liberal e humanista dos paísesavançados da Europa, foram desejando para a suasociedade uma integrão de novos contingentespopulacionais ou pelo menos a inclusão modernizantedessas idéias em sua carta, mesmo que nem semprecogitassem da execução dessas propostas tão ideais.Muitos são na análise política brasileira os comentáriosem torno de nossa tendência a leis que significam tãosomente “letra morta”.
 
Depois de nossa primeira Constituição,a de 1824, outorgada pelo Imperador, as constituiçõesde 1891, 1934, 1937, 1946, 1967 e a atual de 1988tentaram, ao menos na letra, integrar mais e maioressegmentos populacionais, sucessivamente, ao processopolítico. Não foi outra a razão por que se deu o nome àatual, de Constituão Cidadã, como a chamou opresidente da Assembléia Nacional Constituinte,Deputado Ulisses Guimarães. Mesmo com 7Constituições, tivemos apenas 4 AssembléiasConstituintes, ou, Congressos Constituintes, que nemsempre chegaram ao fim do seu trabalho. AConstituição de l824 foi imposta, como a de 37 e a de67. Exceto a primeira, que só teve uma emenda, foramtodas fartamente emendadas. As emendas foramraramente provenientes de efetivas mudaas naestrutura social, quase sempre derivaram de casuísmodo Governo da época, na busca de manutenção dopoder, ou para permitir execução de planos a que aConstituição de então colocava empecilhos.A busca de maior estabilidade para seuarcabouço constitucional levou os últimos constituintesa colocar amarras mais fortes para impedir as novasEmendas Constitucionais. A Constituição atual, aindaassim, pode ser emendada, mas por proposta deEmenda à Constituição, que tem um processo detramitação e aprovação específico e bastante difícil emcada Casa do Congresso. Nesse processo deve servotada a emenda duas vezes em cada uma das duasCasas do Congresso. E em cada votação deve obtertrês quintos dos votos, antecedendo-se a primeiravotação de um processo intenso de análise.Podem propor emendas à Constituição:
um terço dos Membros da Câmara dos Deputados;
um terço dos Membros do Senado Federal;
o Presidente da República;
mais da metade das Assembias Legislativas dosEstados, manifestando-se cada uma delas pela maioriade seus componentes.A Constituição deveria ser a Carta deprincípios do pacto social de uma sociedade, delimitarsua estrutura e quando muito organização dos poderes

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