Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
37Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
GEO HISTORIA DE GOIÁS

GEO HISTORIA DE GOIÁS

Ratings: (0)|Views: 6,605 |Likes:
Published by Grabois

More info:

Published by: Grabois on Apr 22, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/30/2013

pdf

text

original

 
GEO HISTORIA DE GOIÁS.
Os colonizadores portugueses chegaram pela primeira vez à região hoje conhecidacomo estado de Goiás quase um século após o descobrimento doBrasil.A ocupação do território goiano teve início com Catarina Silva e as expedições deaventureiros (bandeirantes) provenientes da Capitania deSão Paulo. Dentre esses,destacou-seBartolomeu Bueno da Silva, oAnhanguera, que no final doséculo XVII   percorreu o território goiano em busca de jazidas de metais preciosos. De acordo com atradição, Bartolomeu Bueno da Silva - diante da recusa dos índios em lhe informar acerca da localização das jazidas auríferas de onde retiravam material para as peças deouro com as quais se enfeitavam - despejou aguardente num prato, ateando-lhe fogo , eameaçando fazer o mesmo com as águas dos rios. Apavorados, os índios levaram-noimediatamente às jazidas, chamando-o "Anhanguera" (Diabo Velho ou Feiticeiro).Essa é, obviamente, apenas uma lenda cujo conteúdo factual escapa à possibilidade deverificação. De qualquer modo, após a bandeira comandada pelo "Anhangüera",diversas outras expedições partiram em direção a Goiás, em busca de riquezas dosubsolo da região. Em 1726, o próprio Bartolomeu Bueno fundou o primeiro vilarejogoiano, o qual foi denominado Arraial da Barra. Subseqüentemente, povoados passarama multiplicar-se. A exploração do ouro atingiu o seu auge na segunda metade doséculoXVIII.A colonização de Goiás deve±se também à migração de pecuaristas que partiram deSãoPaulo, noséculo XVI, em busca de melhores terras de gado. Dessa origem ainda hoje deriva vocação do estado para a pecuária. No período em que o Brasil foi colônia dePortugal, o estado de Goiás pertencia àcapitania de São Paulo. Essa situação durou até1744, quando foi criada a Capitania Geral de Goiás.
A administração
O período que se estende de 1728 a 1748, a administração política das minas era regida pela provisão real de1728, que criou a Superintendência das minas de Goiás. O primeiro superintendente das minas foi Bartolomeu Bueno da Silva e o primeiro guarda-mor seu genro, João Leite Ortiz. O governo teria sua sede em Meia Ponte atualPirenópolismas houve desavenças entre Meia Ponte e a Capitania deSão Paulo. Então Vila Boa; que posteriormente seria desmembrado em dois distritos : Meia Ponte eSantana. Posteriomente, o ouvidor de São Paulo, Gregório Dias da Silva, fora designado para o cargo de superintendente-geral dasminasde Goiás, restando a Bueno o títulohonorífico de capitão-mor.
[2]
 Por causa docontrabandoe das lutas internas, o governo de São Paulo solicitou à coroa portuguesa que fosse criada acapitaniade Goiás e que nela se estabelecesse umaouvidoria (1734). As cartas régias de 12 de fevereiro e 11 de março de 1736 ao mesmo
 
tempo legislavam sobre o imposto aurífero e determinavam a instalação de uma vila noarraial mais importante, o que se efetiva em Santana, rebatizada como Vila Boa (1739),numa homenagem ao seu descobrimento . De 1727 até 1736 a arrecadação do impostoaurífero se fez sobre o metal fundido na Casa de fundição de São Paulo.A intendência de GoiásCom o estabelecimento da intendência de Goiás, a situação nas minas se acalma e ocontrabando decai. A resistência dos nativos à escravidão, principalmente o grupocaiapó, traz, não obstante, os arraiais em contínuo sobressalto, desde oParanaíbaaté oTocantins. A necessidade de uma administração que melhor atendesse à conjuntura política e econômico-financeira, e aos reclamos ante a exploração e o abandonovigentes, durante a subordinação à capitania de São Paulo, motivam a criação dacapitania de Goiás em1744. Somente em 1749 se cumpre essa determinação, ao ser empossado o primeiro governador de Goiás,D.Marcos de Noronha, futuro conde dosArcos. Finalmente em 1752 é instalada a casa de fundição de Vila Boa e em 1754 a dede São Félix (1754).Até a segunda metade do século XVIII as comunicações e o comércio foramdeterminados pela mineração. No fim do século XVIII o
comércio
se ressente dadecadência geral que estréia cada vez mais o mercado consumidor. Há breves períodosde reação, em que exportação excede a importação e que as estatísticas revelam saldofavorável, mas vão rareando cada vez mais.
O
período de transição
As vilas pouco evoluíram, mesmoVila Boa, apesar de mais próspera, carece de boascasas, de condições sanitárias e de conforto,o ensino é precário, tanto em sentidoquantitativo quanto qualitativo. Mas Meia Ponte vai em contra mão aos outros povoados. Somente em1788chegaram os primeiros professores, três de primeirasletras, para Vila Boa, Meia Ponte e Pilar, dois de latinidade e um de retórica. A mortedos arraiais mineratórios provoca a ruralização da vida, já presente à época do governodeLuís da Cunha Meneses(1778-1783). Novo surto de expansão territorial se processa, determinado por algumas novasdescobertas de jazidas, pelo progresso da pecuária e pela necessidade de conter osnativos, um dos principais entraves ao estabelecimento regular danavegaçãoe comérciofluviais. Fracassam as sucessivas tentativas de incremento das sociedades mercantis,seja pela carência de capital, seja pelas dificuldades geográficas ou pela natureza dos produtos exportáveis (agropastoris), que não atraem os comerciantes paraenses maisinteressados no ouro, que ja estava escasso.Apesar da descoberta de novas jazidas auríferas - como a de Ouro Podre, próxima aArraias(1792) e a de Anicuns (1809) - e da exploração das lavras diamantíferas dos riosClaro e Pilões, a partir de1801o declínio mineratório era evidente na capitania.Terminava definitivamente a fase de ocupação territorial ligada à mineração. No sul e no norte de Goiás, no início do século XIX, a mineração era de pequena monta.O respaldo econômico do novo surto de povoamento foi representado pela pecuária,estabelecida através de duas grandes vias de penetração:
 
A do nordeste, representada por criadores e rebanhos nordestinos, que pelo SãoFrancisco se espalharam pelo oeste daBahia, penetrando nas zonas adjacentes de Goiás.O Arraial dos Couros (Formosa) foi o grande centro dessa via.A de São Paulo eMinas Gerais, que através dos antigos caminhos da mineração, penetrou no território goiano, estabilizando-se no Sudoeste da capitania.Assim, extensas áreas do território goiano foram ocupadas em função da pecuária, deladerivando a expansão do povoamento e o surgimento de cidades como Itaberaí,inicialmente uma fazenda de criação, eAnápolis, local de passagem de muitosfazendeiros de gado que iam em demanda à região das minas e que, impressionadoscom seus campos, aí se instalaram.Este povoamento oriundo da pecuária, entretanto, apresentou numerosos problemas. Não foi, por exemplo, um povoamento uniforme: caracterizou-se pela má distribuição e pela heterogeneidade do seu crescimento. Enquanto algumas áreas permaneceramestacionárias, outras decaíram (os antigos centros mineradores), e outras ainda,localizadas principalmente na região Centro-Sul, surgiram e se desenvolveram, emdecorrência sobretudo do surto migratório de paulistas, mineiros e nordestinos.Outro problema crucial do povoamento residiu na dificuldade de comunicação com asoutras regiões brasileiras. Comunicações carentes e difíceis com as diversas regiões doImpério, derivadas principalmente da pobreza da Província, incapaz de obter meioseficientes para vencer as enormes distâncias que separavam Goiás dos portos do litoral,refletiram negativamente sobre o comércio de exportação e importação, freiandoqualquer possibilidade de desenvolvimento provincial.As características do tipo de pecuária exercido na época - basicamente extensiva - por outro lado, não propiciavam a criação de núcleos urbanos expressivos. A economiatendeu a umaruralização cada vez mais marcante e o tipo de atividade econômica gerougrande dispersão e nomadismo da população. Os antigos centros mineradoresdecadentes não foram substituídos por povoações dinâmicas. No início do século XIX, os núcleos urbanos eram pobres e em número reduzido,destacando-se apenas as povoações de Meia Ponte e Vila Boa de Goiás, estafuncionando como sede do governo.O desenvolvimento da agricultura torna-se necessário, não só para abastecer o mercadointerno, mas também como veículo de intensificação do comércio externo. O comércio édificultado pelos transportes deficientes e pelos impostos. A partir da década de1780,quando caem as barreiras restritivas, a navegação fluvial apresenta-se como meio capazde propiciar novas condições de vida, fundamentadas no intercâmbio mais efetivo como exterior ,mas de resultados pouco compensadores ou de menor vulto que o desejado.Outra vez Meia Ponte atualPirenópolissai na frente. Segundo Auguste deSaint- Hiliaire, Meia Ponte era ná época o arraial de maior prosperidade em toda Capitânia deGoiás, pois tudo que se plantava colhia em dobro, um exemplo é aFazenda Babilônia,antigo Engenho de São Joaquim, a primeira Fazenda construída em Goiás, esta Fazendafoi construída em 1800 peloComendador Joaquim Alves de Oliveira, tendo como os pricipais produtos: o Algodão e o Café. Meia Ponte exportava até para a Europa.

Activity (37)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
lelebm1389 liked this
Thiago de Lima liked this
jlstjlst liked this
Diana Gomes liked this
Bruno Rodrigues liked this
LCPJR liked this
Guilherme Pupak liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->