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Colunas - NOTÍCIAS - Pobreza extrema é coisa de mulher

Colunas - NOTÍCIAS - Pobreza extrema é coisa de mulher

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Published by IanaraTeixeira
Certas coisas e pessoas não tem explicação, minha sincera revolta!
Certas coisas e pessoas não tem explicação, minha sincera revolta!

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06/05/2010

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RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCAno Rio de Janeiroraquino@edglobo.com.brFaça seu comentário
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22/04/2010 - 15:40 - ATUALIZADO EM 23/04/2010 - 18:59
Pobreza extrema é coisa de mulher
RUTH DE AQUINO
Só um planejamento familiar sério, rigoroso e nacional poderá livrar nossas mulheresde uma equação perversa. As mais pobres engravidam cedo demais. E sãoabandonadas. Nenhum programa de habitação ou de educação poderá ter sucessoenquanto as adolescentes continuarem engravidando nas famílias indigentes oupobres. Hoje, mais da metade das famílias em extrema pobreza nas dez principaiscidades do Brasil é chefiada por mulheres. “O Bolsa Família só funciona com famílias chefiadas por homens”, afirma oeconomista André Urani. “O programa não chega à mãe precoce, abandonada. Elanão tem mobilidade para tirar seu CPF ou ir ao lugar onde se recolhe o benefício.Não tem creche. Não tem como trabalhar. E, mesmo que consiga ser contempladacom o Bolsa Família, não consegue sair da extrema pobreza.” O Brasil comemora, com justiça, a redução da pobreza e o aumento da classemédia. Nas dez principais cidades havia, em 1993, 6,3 milhões de pessoas emextrema pobreza. Em 2008, esse total caiu para 3,5 milhões. Uma queda de 44%.Mas, entre as famílias chefiadas por mulheres, o número de indigentes (com rendamensal de até R$ 104) aumentou de 1,6 milhão para 1,8 milhão. O fenômeno serepete em todas as faixas de pobreza, com renda mensal até R$ 503. Há algoerrado, portanto, com a estrutura da família.Recentemente, ao assistir, na TV Globo, a uma reportagem sobre o lixo, senti um embrulho no estômago. Duascatadoras de lixo tinham 21 anos, estavam grávidas e já tinham dois filhos. As crianças catavam comida e tudo o quefosse aproveitável. As mães achavam normal. A prioridade era sobreviver.O país está bem melhor. Milhões têm hoje acesso a bens de consumo inimagináveis há 15 anos. Por isso mesmo, nãome conformo com a situação de meninas, moças e mulheres que caem na armadilha de parir e interromper estudos quepoderiam garantir uma vida mais digna e feliz. “Ser mulher, para muitas adolescentes, ainda equivale a ser mãe”, afirma a psicanalista Diana Dadoorian, autora do livro
Pronta para voar 
, sobre gravidez na adolescência. Para Diana, o problema não é falta de informação. “Nunca antes os jovens tiveram tanta informação sobre contraceptivos.” O problema é falta de educação.
O Brasil não vai se livrar da miséria enquanto não tratardas mães adolescentes, pobres e abandonadas
 As adolescentes pobres frequentemente só tiram carteira de identidade quando engravidam. Elas desejam esse filho.Se podem cuidar de um monte de irmãos pequenos, podem também ter um filho e se juntar com o namorado. O bebêfunciona como um passaporte para a visibilidade, na família e na comunidade. Cruel, mas é assim.Se o país não ajudar a mulher pobre a planejar sua família, com uma assistência social focada e persistente, não haverá “Minha Casa, Minha Vida” que chegue. Como dar um apartamento a uma família que vai triplicar de tamanho sem rendaque a sustente? Nas favelas, fazem puxadinhos, lajes. Nos conjuntos, é impossível aumentar a casa clandestinamente.Na recente tragédia do Rio, o vice-governador Pezão chegou a uma casa ampla e semidemolida na Favela do Complexodo Alemão. “Moravam sete pessoas ali. A mãe e o pai, a filha grávida de 15 anos com o namorado, o filho de 14 anos,que já era pai de uma bebezinha de 1 ano, e a mulher do filho, com 15 anos”, diz Pezão. Essa família será reassentadanum apartamento de dois quartos, com 45 metros quadrados. Estão felizes porque terão uma casa segura e nova parachamar de sua.Mas por quanto tempo se espremerão nesse espaço? Quantos bebês nascerão? Pelas regras do PAC, essa família nãopoderá vender o apartamento nos próximos cinco anos. Quem vai fiscalizar? Quem garante que não repassarão oapartamento a um parente e voltarão para um barraco mais amplo, numa encosta de risco? Como esses adolescentescom filhos vão se inserir no mercado de trabalho? Por quanto tempo as meninas continuarão casadas? Em quemomento serão abandonadas?Nenhum país tem casa, escola e emprego para absorver com dignidade tantas famílias que começam antes do tempo,sem maturidade, sem trabalho, sem educação, sem noção e sem renda. Não há subsídio nem esmola que chegue. Semplanejamento familiar, essa conta não fecha.Confira as colunas anteriores 
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