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Ensino - Conhece-te a ti mesmo, ensina-te a ti mesmo: AVALIAÇÃO ESCOLAR

Ensino - Conhece-te a ti mesmo, ensina-te a ti mesmo: AVALIAÇÃO ESCOLAR

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Conhece-te a ti mesmo, ensina-te a ti mesmo. aUTORIA: Cristina Dornelles
Conhece-te a ti mesmo, ensina-te a ti mesmo. aUTORIA: Cristina Dornelles

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07/08/2013

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Conhece-te a ti mesmo, ensina-te a ti mesmo
Cristina Dornelles
Bióloga no Centro de Otite Média do Brasil, Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Departamentode Oftalmologia e Otorrinolaringologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestrandado Programa de Pós Graduação em Medicina: Pediatria da UFRGSEndereço para Correspondência:Rua Cangussu, 1343 - Porto Alegre - RS - 90830-010 - (51) 32492275cristinadornelles@yahoo.com.br
ResumoConhece-te a ti mesmo, ensina-te a ti mesmo
Neste artigo, a autora disserta sobre o tema avaliação, desde a primeira proposição de que setem conhecimento, com a máxima de Sócrates "conhece-te a ti mesmo", até informações atuais.Faz uma abordagem de sua definição, passa pelos objetivos e apresenta noções básicas sobreseus métodos. Apresenta argumentos a respeito do processo avaliar/ensinar. Para finalizar,apresenta algumas considerações sobre os sistemas as mudanças necessárias, no sistemaeducacional, para a verdadeira avaliação formativa.Palavras-chave:Avaliação, Prática Educativa
Avaliar por quê? Para quê?
O processo de avaliação é uma constante, em múltiplas instâncias, em diversas dimensões, porinumeráveis metodologias. Em termos individuais, nascemos e morremos acompanhados de uminstrumento de avaliação, o Apgar e o Atestado de Óbito, respectivamente, e o intervalotemporal compreendido entre estes dois marcos da existência é constantemente avaliado,reavaliado, autoavaliado, através de incontáveis maneiras e diferentes contextos.Historicamente, o primeiro sistema avaliativo foi proposto pelo filósofo grego Sócrates atravésde seu famoso lema "conhece-te a ti mesmo", sua instrução formou-se, sobretudo, através dareflexão pessoal. A filosofia socrática não impunha o conhecimento ao discípulo, mas auxiliava-oa trazê-lo à tona, através da formação autônoma da pessoa, baseado, fundamentalmente, noautoconhecimento.Os processos avaliativos não podem ter como meta, ou estarem balizados, apenas em detectarque os avaliados estão tecnicamente capazes, mas deve, sobretudo, conseguir identificar sepossuem uma visão social crítica e criadora, não é mais possível que os estudantes sejamsubmetidos a verdadeiras maratonas e massacres psicológicos em nome de avaliações queconseguem, na melhor das hipóteses, quantificar informações retidas num momento específico.Para tanto, são necessárias mudanças conceituais e estruturais profundas, a avaliação necessitade ser entendida como um processo amplo, complexo, interativo e de formação.Devemos ter em mente que a avaliação é um elemento integrante e regulador das práticaspedagógicas, constitui-se em um certificador da aprendizagem, em um direcionador de decisõespara o planejamento e como um avaliador do sistema educacional.As concepções e práticas de avaliação envolvem interpretação, reflexão, informação e decisãosobre os processos de ensino e aprendizagem, e devem ter como principal função promover aformação do educando, para tanto o currículo, o planejamento, a prática educativa e osinstrumentos avaliativos devem constituir-se como elementos integrados de um mesmo sistema.Esta integração não tem qualquer possibilidade de existir se os testes usuais forem instrumentosexclusivos ou considerados como mais importantes. Aqui apresenta-se o principal conflito do
 
programa de avaliação, pois é necessário que sejamos muito criteriosos, tendo o cuidado de nãocomplicar demasiadamente, a ponto de torná-lo pesado e burocrático, mas também nãosimplificá-lo de maneira a constituí-lo num mero quantificador de lembranças.A utilização de uma variedade de métodos e instrumentos de avaliação, adequados à diversidadee à natureza das aprendizagens que se pretende promover, permite a apreciação de umaevolução global dos alunos.
Objetivos da Avaliação
As questões acerca do por que, para que, o que, como e quando avaliar nos remetem,imediatamente, ao por que, para que, o que e como ensinar, ou seja, a avaliação só poderá serformativa quando o currículo também o é, e vice-versa. Nossa realidade acadêmica concebe oconhecimento como algo acabado, simples, externo, linear e compartimentado, onde o objetivoé a acumulação de conceitos descontextualizados e, para tanto, não necessitam de avaliaçõesque ultrapassem os limites de controles periódicos, os quais apenas medem a capacidade dereprodução, em um tempo e espaço limitados, dos conhecimentos compartimentalizados.Luísa Afonso, parafraseando um ditado bíblico, ao escrever "diz-me como avalias, di-ter-ei quemés", sumarizou uma profunda reflexão sobre a educação.Um ensino construtivo requer avaliação contínua, formativa, diferenciada e multidimensional, ouseja, a educação formadora deve ser alicerçada em diretrizes uníssonas desde sua concepçãoatravés dos currículo, programa, prática educativa e avaliação.A avaliação é parte de um processo contínuo, no qual o professor pode perceber odesenvolvimento do aluno como um todo. Segundo Luckesi, a avaliação não pode ser utilizadasó como função classificatória, mas como um instrumento de compreensão do estágio deaprendizagem em que se encontra o aluno. Segundo Maria Celina Melchior, o processo avaliativonão tem finalidade em si mesmo, não pretende uma melhora só na aprendizagem, mas daracionalidade e da justiça na práticas educativas. Se avalia não só para cumprir com uma dasfunções do professor, de manter atualizado o currículo do aluno mas, fundamentalmente, se fazavaliação para conseguir a melhora do processo educativo como um todo.Avaliar não é reprovar, mas sim compreender e promover a cada momento, o desenvolvimentopleno da criança, do jovem, ou de qualquer indivíduo ou grupo social que se submeta aoprocesso de alfabetização e de aprendizagem em geral.Avaliar implica em observação, através de um conjunto de instrumentos, que permitamidentificar o desenvolvimento, parcial ou geral, das aprendizagens realizadas e dos resultadosobtidos. Para tanto, todos os sujeitos devem participar da construção deste processo e, teremnoção, de que todos os elementos constituem a avaliação e também são objetos desta. Aoavaliarmos um aluno estamos avaliando todo o sistema educacional, a instituição, ascompetências docentes e a metodologia; é necessário ser muito ingênuo para acreditar que todaesta complexidade pode estar refletida em uma simples prova de conhecimentos.As atividades de avaliação ocupam uma grande parte do tempos e do esforço de alunos e deprofessores, dependendo do que é valorizado no currículo e, portanto, alvo de avaliação, haverámudanças na motivação, auto-conceito, hábitos de estudo e estilos de aprendizagens.
Tipos
A avaliação passa pela formulação de juízos de valor (Simons, 1993), para a formulação destesão necessários os dados de base, sendo estes, descritivos e quantitativos, que conferemconcretude às interpretações e aos julgamentos qualitativos(Dias Sobrinho, 2000).Através do processo avaliativo é possível determinar até que ponto os objetivos educacionaisforam realmente alcançados (Ralph Tyler, 1950), o qual possibilita que se determine o mérito, aimportância, ou o valor das coisas (Michael Scriven, 1991), devendo ser permanente econstituir-se em instrumento de aprendizagem organizacional (Sandra Trice Gray, 1998) quetem por função alterar e iluminar a busca de objetivos programáticos (Robert Floden et al.,1983).Didaticamente, podemos classificar os tipos de avaliação como: Diagnóstica, Somativa,Formativa e Emancipadora.Como o próprio nome já declara, a avaliação diagnóstica tem como propósito realizar umlevantamento dos conhecimentos prévios, com o objetivo de fornecer, ao professor, elementos
 
que lhe permitam adequar o planejamento à prática educativa. É um ponto de partida para aconcepção e desenvolvimento de qualquer projeto curricular e de planejamento, constituindo-seem instrumento útil mas, ao mesmo tempo, perigoso, pois se não for visto como um sistema decaracterização do nível a partir do qual deve-se iniciar o processo de ensino, poderá provocarrotulações, estigmatizando alunos. Caso clássico disto é o do professor de Bethoven, ao emitirseu parecer de uma avaliação diagnóstica "Nunca aprendeu nada, nunca aprenderá nada, comocompositor é um caso perdido", se o aluno tivesse seguido a orientação deste professor o mundonão conheceria algumas das melhores composições já executadas.A avaliação somativa é a conhecida como clássica, tem por objetivo refletir os resultados obtidosem momentos específicos, traduzindo, de forma breve, codificada, o quanto de uma meta foiatingido. Caracteriza-se por controle, padronização e classificação por atribuição de graus ounotas.Já a avaliação formativa tem como ponto central a obtenção de dados para a reorganização doprocesso de ensino-aprendizagem, Cortesão e Torres (1993) descrevem este tipo como sendouma "bússola orientadora" que ajuda educandos e educadores a reorientar o seu trabalho,apontando falhas, objetivos ainda não atingidos e aspectos a melhorar, levando em contaaspectos cognitivos, psicomotores e sócio-afetivos, não é relatada através de notas mas, sim,por meio de apreciações e comentários. Assume caráter contínuo e sistemático, visando aregulação do ensino e da aprendizagem. Este tipo de avaliação tenta contribuir para o sucessodos alunos e o desenvolvimento possível das suas competências, além de valorizar aresponsabilidade do sistema, da instituição e do docente nos resultados obtidos pelo corpodiscente.São pré-requisitos básicos da avaliação emancipadora a análise, a crítica e a transformação.Têm por propósito a modificação e a melhora contínua. Ela é vista como um instrumentoeducativo da emancipação do aluno, do seu senso de autocrítica e autodesenvolvimento.Parlett e Hamilton, já na década de 1970, defendiam a prática de uma "avaliação iluminativa"como uma alternativa ao modelo clássico, a qual levasse em conta o processo educativo comoum todo, que o iluminasse, de maneira a permitir a compreensão da complexidade dassituações.
Instrumentos
É necessário percebermos que o sentido e o sistema de avaliação definem o currículo de fato,quais são as qualidades e as realizações são valorizadas e recompensadas pelo sistema. Sãovários os instrumentos disponíveis para avaliação, independentes do tipo a ser utilizado, porexemplo num processo diagnóstico podemos utilizar o pré-teste, a observação; já na somativatemos a prova, o questionário; no caso de uma avaliação formativa utilizamosacompanhamento, discussão em grupo, relatório, fichas de avaliação de problemas, finalmente,numa avaliação emancipadora podemos utilizar a figura do tutor como relator do processoevolutivo, a auto-avaliação e discussões com os pares.É curioso perceber, através do relato de Stiggins e Bridgeford (1985), que, nas décadas de 1940a 1980, 90% dos trabalhos publicados nos estados Unidos da América do Norte versavam sobreconstrução e utilização de testes. Este fato evidência uma ideologia educativa fortementevoltada à competição e não à formação, pois este sistema transforma a avaliação num meromedidor de resultados, pois só uma pequena parte da aprendizagem é avaliada, é estanque, etem por objetivo único a obtenção de uma classificação discriminatório entre os consideradosmais ou menos aptos ao mercado.Não questiono, aqui, a utilidade dos testes, mas eles nunca deverão ser o único ou o maisimportante sistema de avaliação, porém, devem ser utilizados, se bem construídos, como uminstrumento para a melhoria da capacidade de atenção dos alunos, para auxiliar na retenção dosconteúdos e na consolidação das aprendizagens.Ao diversificarmos os métodos utilizados permite-se que os alunos apliquem os conhecimentosque vão adquirindo, exercitem e controlem suas aprendizagens e competências a desenvolver,necessitando, para isto, receberem um feedback constante, que deve ser descritivo, específico,relevante, periódico e encorajador.Dentro de uma perspectiva de educação construtivista, devemos dar especial atenção àavaliação formativa, que é um ato avaliativo com intenção de intervir na própria aprendizagem,é atemporal e tende a ser mais significativa para o aluno, pode ocorrer por meio distintos, sendo

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