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A Constituição Economica

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Análise do direito economico angolano.
Análise do direito economico angolano.

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10/07/2013

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A Constituição Económica
A origem e formação do conceito de Constituição Económica tem a suamais directa raiz embrionária e seu desenvolvimento na Doutrina Germânicaquando apos a Iª GM com a Constituição de Weimar de 1919, a ConstituiçãoMexicana e a Lei Fundamental Russa de 1918, inauguram no seio literal-formala consagração de normas e princípios sobre matérias económicas e sociais,rompendo com a tradição das Constituições Politicas e espelhando o declínioou abandono da Ideia de Estado Liberal puro, abstencionista quanto à «coisaeconómica», para albergar – ainda em salvaguarda do principio da liberdade docomercio e da industria – a legitimação dos poderes do Estado para intervir naEconomia.Os prinpios o o gidos, admitem restrições, exceõesconcretizadas por limites dos princípios da justiça e de uma existência humanadigna impostos à liberdade económica particular. De acordo o artigo 151º, nº 1,da Constituição de Weimar.No mundo emergente socialista ou comunista inexistindo, à partida e por intrínseca inerência estrutural, a separação entre Estado e a coisa económica,as suas Constituições contêm proposições jurídicas e princípios sobre matériaseconómicas e sociais.O certo é que a origem e desenvolvimento da formação do conceito daConstituão Económica surge no prolongamento da evolão doConstitutcionalismo, ou melhor da Constituição Política, seio consolidado dasideias da categoria jurídica dos Direitos, Liberdade e Garantias Fundamentais,ou seja, nos valores supremos da comunidade.AULA-5-6-DConstituição Económica lato sensu é o ordenamento essencial da organizaçãoe disciplina social da actividade económica, ou como escolha poticafundamental entre liberdade e vinculação económica; stricto sensu é restringidaà Relação Estado-Empresa (propriedade privada, liberdade económica) versusintervenção.AULA-6-NEsta tendência histórica dos textos constitucionais consagraramprogressivamente, em grau variável de extensão, normas e princípios quanto àorganização e direcção das actividades económicas não cessou, antes ganhounovo impulso e intensidade com a Crise económica de 29/30 e após a IIGuerraMundial até à actualidade em dois extremos modelares:De um lado as Constituições dos Estados do mundo da liberdade docomércio e da indústria (quer por pressão dos desequilíbrios com impactosocial provocados pela Guerra, quer pela constatação fáctica e de Ciência deque a auto-regulação do mercado não é tão segura como a pureza embrionáriado principio) foram sucumbindo aos apelos e necessidades de intervenção emmúltiplas formas indirectas e directas. A tendência progride, ainda mais, por viareflexa, dos danos que o económico causa ao ambiente, mormente pelaactividade industrial.Do outro lado, as Constituições dos Estados do mundo socialismo-comunismo (sob o primado da colectivização dos meios de produção e daplanificação central da economia), em que as normas e os princípios políticosse confundem, sob base económica, com aqueles primados jus-económicos: OESTADO POLÍTICO, O ESTADO ECONÓMICO E SOCIAL. O espaço deixadoà iniciativa pessoal, privada e cooperativa consagra-se como residual.
 
As Constituições são aí necessariamente Económicas em intensidade eextensão estruturante, legitimadora e programático-directiva.Entre estes dois extremados MODELOS abstractos a realidade registouModelos Mistos, em que confluem normas e princípios jurídicos, de protecçãodo ambiente contra danos causados pelo económico.AULA-6-DPortanto, no percurso histórico das experiências modelares restam-nosos valores fundamentais que reconduzem aos prinpios da justa, daigualdade e da dignidade e progresso da pessoa humana. É assim que noâmbito extensivo do conceito de CE se entroncam tipos e conceitos, quer daCiência do Direito quer da Ciência Económica: por um lado o conceito deConstituição e por outro lado, o conceito de Sistema Económico.Na verdade, as normas e princípios jurídicos da CE aderem, a um tipode Sistema Económico q lhes subjaz.AULA-7-N-jafoienviado
Sistemas Económicos
Antes, faz-se necessário um breve bosquejo das concepções e seuscritérios definidores de Sistema Económico, com destaque para as concepçõesde Marx, Sombart e Eucken.A concepção de Marx tem por cririo definidor o MODO DEPRODUÇÃO o qual exprime a contradição material-histórico-dialética, entre anatureza das relações de produção e o carácter das forças produtivas (meiosde produção «como compreendendo instrumentos de trabalho e objectos detrabalho» e força de trabalho). O desenvolvimento dos modos de produção éhistoricamente determinado pelo desenvolvimento das forças produtivas. Asrelações de produção são as relações entre os sujeitos ou agentes económicose os meios de produção, expressas na forma de apropriação destes meios, por seu turno, determinantes da classe social em que os sujeitos se integram. Ou arelação é colectiva e de cooperão oué individual, privada e gera umacontradição antagónica.A concepção de Werner Sombart – a cuja elaboração não é estranha ainfluencia de Marx, pelo próprio reconhecida – assente em três critérios: 1) omóbil ou espírito (que no capitalismo é o lucro e no socialismo a solidariedade);2) a forma (expressa pelos elementos sociais, jurídicos e institucionais relativosao trabalho, à propriedade e ao papel do Estado); 3) a substância (condensadapela técnica utilizada, seu estádio de desenvolvimento).Com estes três critérios Sombart retira três sistemas típicos: a economiafechada, a economia artesanal e a economia capitalista.A concepção de Eucken assenta no critério do tipo de plano ou tipo decoordenação: se quem o plano é o próprio sujeito económico, agente demercado, temos a economia de mercado; se quem dita o plano, ordena aeconomia é uma entidade exterior ao mercado e central, temos a economia dedirecção central. Eucken nega a existência de uma sucessão regular dossistemas, na História.AULA-8-DSejam quais forem as concepções e as opções terminológicasdoutrinariamente preferidas, o certo é que se tratam de conceitos abstractos de
 
Sistema Abstractos, que da realidade, da ordem de vida, o que revela é quesão os Sistemas concretamente vigentes num determinado espaço de tempo.Como referências abstractas, na época contemporânea, com efeito noconcreto, temos:Por um lado, Sistema Capitalista ou de Economia de Mercado,permeado pelos princípios da livre empresa ou liberdade económica, o móbildo lucro (competição), concorrência e o principio da propriedade privada debens de produção.Por outro lado, o Sistema Socialista ou de Direcção Central, que, sobdiversas nuances modelares, doutrinais e/ou retratadas na ordem concreta étambém qualificado de Sistema Comunista ou Colectivista, que por travesmestras o princípio da direcção central, a planificação central sob motivaçãoideal do bem-estar ou da solidariedade.AULA-8-N
Noções de Constituição Económica
Constituição Económica é o conj. De normas e princípios constitucionaisrelativos a economia.Trata-se de normas que conferem o dir ao exercio da actividadeeconómica e anunciam restrições gerais a esse mesmo dir e colocam adisposição do Estado um conj de instrumentos que lhe permitem regular oprocesso económico e definir os objectivos que essa regulação deve obedecer.Constituição Económica de ordem jurídica económicaA Const Eçaémenos ampla do que a ordem jca da economia porque não incluem todas asnormas e princípios, mas apenas os princípios básicos isto deve-se ao facto daConst deixar margem ao legislador ordinário para variar ou evoluir a ordem jcada economia.AULA-9-N
Constituição económica Actual
A Const angolana consagra a modalidade de economia de mercado emque a organização económica social subordina-se ao poder político e acoexisncia de diversos tipos de propriedade também fazem parte daconstituiçao económica os dir e deveres dos trabalhadores.A organização económica diferente ao poder político sobre as normasque permitem auferir a distribuição de competência para definição da políticaeconómica pelos órgãos de soberania.
CE ESTATUTARIA
É o conj das normas q tendem reagir sobre a ordem económica de modoa provocar certos efeitos ou modificando-a e alterando em certo sentidopreestabelecido.Significa o núcleo material de normas e princípios que, estruturando oestatuto fundamental da organização e direcção das actividades económicas, epor essa circunstância intrinsecamente legitimadora ou de garantia do sistemacosntitucional-económico de formas a “ensinar o intérprete-aplicador a resolver casos concretos”. Na sua dimensão perceptiva típica, são normas de aplicação

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