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Sobre a Educação em Nietzsche e Schopenhauer

Sobre a Educação em Nietzsche e Schopenhauer

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Esta breve conferência é um esboço, um fragmento, e uma tentativa do que seria necessário para realizar a séria e árdua tarefa de apresentar o pensamento de Friedrich Nietzsche (1844-1900) sobre educação.
Esta breve conferência é um esboço, um fragmento, e uma tentativa do que seria necessário para realizar a séria e árdua tarefa de apresentar o pensamento de Friedrich Nietzsche (1844-1900) sobre educação.

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UECE-UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ
Centro de HumanidadesCurso de Filosofia – Diurno - 2009.2Disciplina: Filosofia da Educação.Professora : RobertaData: 18/01/2010
A EDUCAÇÃO EMFRIEDRICH NIETZSCHE
ALUNO: Leonardo Neves de Araújo
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Matrícula: 0826065
 
PREFÁCIO
Esta breve conferência é um esboço, um fragmento, e uma tentativa do queseria necessário para realizar a séria e árdua tarefa de apresentar o pensamento deFriedrich Nietzsche (1844-1900) sobre educação. Isto porque este traço da filosofianietzscheana, que se revela na educação, isto é, a “tarefa de educar um homempara fazer dele um homem!”
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está presente em toda sua obra. Esta tarefa exigetempo e habilidade! Como apressar o que está já dentro de nós, mas ainda emgestação? Como apressar o que é por sua própria natureza, lento? Qualquer tentativa neste sentido seria um abuso contra o próprio conceito nietzscheano sobreeducação e aprendizado que queremos vivenciar. Desta forma, cumpre-nos, por ora,apenas prometer para um futuro breve um fruto maduro destas sementes hoje emgerminação.Mas isto não nos impede de apresentar, já hoje, um pequeno vislumbre destatarefa maior. A presente obra foi concebida, segundo os direcionamentos de nossaorientadora, com bases fincadas em duas obras de Nietzsche: as conferências de1872, proferidas na universidade de Basiléia, sob o título “Sobre o Futuro de NossasInstituições de Ensino”, e o livro “Schopenhauer Educador” – a terceira de suasconsiderações extemporâneas, escrita em 1875. Para tanto, contamos com aimprescindível contribuição de Noéli Correia de Melo Sobrinho, através de seu livro“Escritos sobre Educão: Friedrich Nietzsche”. o obstante estas bases,estabelecemos diálogos com outras obras de Nietzsche, principalmente “AssimFalava Zaratustra(1885), no intuito de mostrar como dissemos, que aeducação em Nietzsche é um tema problematizado ao longo de toda sua obra.É claro que cada filósofo deve ser estudado levando em consideração ascaracterísticas de seu próprio tempo; e, além disso, em muitos casos, as críticas queeste ou aquele filósofo levantou só têm validade prática quando encerradas em seutempo. Como porém Nietzsche e Schopenhauer foram verdadeiras pontes queligaram a humanidade moderna e a contemporânea, podemos com toda segurançatrazer para o nosso próprio tempo, suas afirmativas e críticas à cultura de suaépoca.Em verdade, podemos perceber nossa época, sob muitos aspectos, como umaprofundamento e um desdobramento daquela época, porém mais sutil em algunscasos, e mais desvelados em outros, como se pode observar na própria divisão dotrabalho, que hoje, extratificou-se bem mais, ao mesmo tempo em que a exploraçãodo trabalho assumiu formas mais veladas e intensas. Como exemplo disto, temos orecente fenômeno da apropriação da mais-valia intelectual dos trabalhadores,sobretudo nas grandes corporações, através de instrumentos de submissão eadestramento psicológicos, dissimulados sob títulos orgulhosos e reluzentes, como“programa de qualidade ISO-9001e “Plano de reteão do conhecimento”.Portanto, cremos que em nada desabonará nosso estudo se trouxermos as críticasnietzscheanas e schopenhaurianas – tão atuais – para aplicarmos em nosso própriotempo.
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11
SOBRINHO, N.C.M.
Escritos sobre educação
: Friedrich Nietzsche, Rio de Janeiro: PUC/Loyola, 2003, p.144
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INTRODUÇÃO(SCHOPENHAUER)
Arthur Schopenhauer (1788-1860) é considerado o filósofo que realizou apassagem do idealismo alemão moderno iniciado por Kant, para o pensamentocontemporâneo, estabelecendo as bases de várias correntes contemporâneas, entreelas o existencialismo e até a psicologia. Influenciou, e continua influenciandodiversos pensadores importantes até nossos dias, entre eles, Friedrich Nietzsche(1844-1900).Ele se considerava o melhor discípulo de Kant (1724-1804), pois não sócompreendeu sua obra, como a ultrapassara. Diferentemente de Fichte (1762-1814),Schelling (1775-1854), Hegel (1770-1831) e tantos outros, ele ousou separar-se deseu mestre e percorrer seu próprio caminho, um caminho solitário. Nietzsche, anosdepois, irá falar desta necessária cisão entre mestre e discípulos em seu “
 AssimFalava Zaratustra
” (1885), quando este, voluntariamente despede seus discípulos,aconselhando: que eles elevem-se através de sua virtude dadivosa e que semantenham fiéis à terra – firmes com os pés no chão, amando a vida; e entre outras,deixo-lhes estas sábias palavras:
“Afastai-vos de mim e precavei-vos de Zaratustra! E melhor ainda:Envergonhai-vos dele! Talvez vos tenha enganado; o homem doconhecimento não só deve saber amar a seus inimigos, mas também a odiar seus amigos; mal corresponde ao mestre o que o passa nunca dediscípulo. E por que não quereis arrancar minha coroa?” 
1
Com efeito, Schopenhauer arranca a coroa de Kant no conteúdo e na forma.No conteúdo, quando apoderou-se de sua categoria mais importante: a
Coisa-Em-Si 
, e de posse dela, ousou corrigi-lo no livro
O Mundo Como Vontade eRepresentação” 
(1819); na forma através da crítica que fez ao discípulos kantianos:Fichte, Schelling e Hegel, em
Parerga e Paraliponema
(1851). Para melhor compreender seu pensamento, analisemos mais de perto como se deu este “crime”.Kant, nas suas três críticas: “
Crítica da Razão Pura
” (1781), “
Crítica da RazãoPrática
” (1788) e “
Crítica dos Juízos
” (1790) estabelece um tribunal da razão, para julgar até onde pode ir o conhecimento humano. Esses limites - da racionalidade,são definidos pela “
experiência possível 
”, qual seja: o universo dos fenômenos, quesão as formas como se apresenta para nós a “
Coisa-Em-Si 
”, isto é: a verdadeiraessência do mundo objetivo, que é velada ao nosso conhecimento, pois só se dáatravés dos sentidos, da experiência; dela podemos apenas, ter uma “visão”:comprovar a sua existência, através dos conhecimentos “
a priori 
”, que resgatam omundo objetivo do caos onde foi jogado pelo ceticismo de David Hume (1711-1776).Deste modo, o sujeito, munido de seu aparato cognoscível (
a priori 
) é quemdetermina o objeto do conhecimento, embora sob os limites já mencionados. Dessaforma, Kant quis impor as rédeas necessárias para manter o conhecimento científicosobre bases seguras que lhe permitisse avançar de forma ordenada, e regular - tãoregular, quanto foi sua própria vida.
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1
NIETZSCHE, F.G.W.
Assim Falava Zaratustra
: um livro para todos e para ninguém, p.111
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