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Resposta aos Críticos do meu Texto "Socialismo e Fé Cristã"

Resposta aos Críticos do meu Texto "Socialismo e Fé Cristã"

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Published by Eliel Vieira
Texto-resposta às pessoas que criticaram minha crítica à Norma Braga. Leia mais em www.elielvieira.org
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Published by: Eliel Vieira on May 04, 2010
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06/05/2010

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ElielVieira
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RESPOSTA AOS CRÍTICOS DO MEU TEXTO“SOCIALISMO E FÉ CRISTÔ
Por Eliel Vieira
Certa vez estávamos participando de um debate eu, o ateu Eli Vieira e o filósofo Dr. AlexandreMachado (dentre outros participantes) sobre o famoso “Paradoxo da Pedra”. O paradoxo propõeapresentar uma intrínseca incoerência à idéia de Onipotência ao perguntar, “Deus pode criar uma pedratão pesada ao ponto dele não conseguir levantá-la depois?”. Se se disser que não, Deus não seriaonipotente; se se disser que sim – que Deus pode criar tal tipo de pedra – então Ele também não seriaOnipotente, pois, ao existir uma pedra tão pesada que Ele não pudesse levantar, Onipotente Ele nãoseria mais.O interessante neste debate é que o filósofo Dr. Alexandre Machado, que não é cristão,considerou o tal paradoxo um mero sofisma que possui uma contradição interna em sua formulação eque, a rigor, não conclui nada em relação à idéia de Onipotência. Não demorou muito para o mesmoser acusado de “cristão” e de “criacionista” por parte do ateu Eli Vieira (que estava um tanto exaltadono debate).
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 Pois bem. Alguns dias atrás (26/03/10) eu postei um texto eu meu blog questionando algumasconclusões de um ensaio de Norma Braga, chamado “Por que não sou de esquerda”
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. As reaçõesreferentes a este texto foram impressionantes. Nenhum texto meu jamais recebeu tantos comentários (amaioria destes constituído de críticas ferrenhas) em tão pouco tempo. Nem mesmo o texto em quelevantei a possibilidade do homossexualismo
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não ser pecado ou o texto onde questionei se o infernode fogo existe
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foram tão apedrejados.
1
Para ler um texto do Dr. Alexandre Machado sobre o debate em, vá em <http://problemasfilosoficos.blogspot.com/2009/06/onipotencia-e-tarefas-possiveis.html >.
2
<http://www.elielvieira.org/2010/03/resposta-norma-braga-sobre-socialismo-e.html>.
3
<http://www.elielvieira.org/2009/05/sobre-os-homossexuais.html>.
4
<http://www.elielvieira.org/2009/06/inferno-de-fogo-uma-objecao-logica.html>.
 
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Bem, o que o debate sobre o “Paradoxo da Pedra” e meu questionamento a Norma Braga têmem comum?Em ambos os casos, houve uma associação equivocada entre críticas e cosmovisões. Por terdefendido que o “Paradoxo da Pedra” era um sofisma, e como a maioria dos que questionam oparadoxo é composta por cristãos, o Dr. Alexandre Machado foi acusado de ser cristão e até de sercriacionista pelos ateus que participavam do debate. Da mesma forma eu, por ter questionado um textoanti-esquerdista, fui acusado de ser comunista (mesmo avisando por várias vezes que não eracomunista no meu texto, já prevendo que tais associações surgiriam) e fui acusado por alguns atémesmo por alguns de “neo-ateu”.Se tivessem ficado apenas nesta questão da injusta associação minha com o comunismo eateísmo, tudo bem (“eu sei em quem tenho crido”), porém os mal-entendidos se concentraram em cadapeça singular do meu texto, a ponto de, se alguém ler apenas os comentários escritos pelos críticos,apenas um espantalho do texto que escrevi poderá ser montado.Pretendo aqui, portanto, esclarecer alguns pontos que, ou por falta de clareza de minha parte,ou por interpretação equivocada por parte dos críticos, não alcançaram os objetivos para os quais eu osplanejei quando escrevi minha resposta a Norma Braga.
O Tipo de Texto
Em primeiro lugar, o meu texto se trata de um questionamento, uma crítica, não uma afirmaçãoou (para usar uma palavra que os apologistas adoram) “refutação”. Existe uma diferença gritante entre(1) afirmar e argumentar a favor de
P
; e (2) no intuito de fomentar um debate através de uma crítica,fazer uso de
P
no intuito de questionar
Q
.Todos podem ter certeza que, se algum dia eu me tornar comunista, e se algum dia euargumentar a favor do comunismo, argumentos positivos serão apresentados. Até então, no texto emquestão, eu apenas questionei uma defesa, sugerindo perguntas e reflexões. Tal distinção entre“questionamento” e “argumentação” eu aprendi inclusive em um livro de apologética
5
.Portanto, quando disseram que os “argumentos” do meu texto foram péssimos, pífios ou que eutentei “refutar” Norma Braga, eu consegui apenas rir. Não houve tentativa de refutação (mesmo porque
5
BECKWITH, Francis; MORELAND, J. P; CRAIG, William L.
Ensaios Apologéticos
. São Paulo: Hagnos, 2006. p. 55 - 65.
 
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esta palavra já está por demais batida nos círculos de debate, dado a alta carga de refutações“maravilhosas” que vemos por aí), nem meu texto apresentou, a rigor do termo, “argumentos” a favorde nada. Apresentei questionamentos, perguntas, propostas de reflexões e, para isto, ônus nenhum estásobre minhas costas.
A Associação Entre Comunismo e Ateísmo
Alguns – a grande minoria, na verdade – tendem a misturar as coisas quando vão comentarsobre Comunismo e Capitalismo. Para alguns, esta é uma controvérsia intimamente ligada àcontrovérsia da existência de Deus, de forma que, é impossível a um marxista ser cristão – ele só podeser ateu (ou “neo-ateu”, para usar o termo que o Luciano Henrique
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adora e cita 257 vezes ao dia); damesma forma que impossível a um cristão flertar com o socialismo – ele deve apoiar o direito àpropriedade provada, etc.Esta associação, no entanto, claramente não faz sentido algum. A controvérsia sobre aexistência de Deus é de caráter religioso e pessoal, já a controvérsia sobre Estado-Maior e Livre-Mercado é uma controvérsia política e social. Apesar da questão da existência de Deus levantaralgumas implicações sociais e da controvérsia sobre modelos econômicos levantar implicaçõesreligiosas, os debates são totalmente particulares – os pontos de convergência entre ambos são ínfimosse comparados ao escopo completo de cada controvérsia. Como já dizia o filósofo, “uma coisa é umacoisa e outra coisa é outra coisa”.Nas dezenas de debates que já acompanhei sobre a existência de Deus, em poucos eu vilevantamentos sobre o comunismo e, mesmo assim, tais menções sempre foram relacionadas ao que oscomunistas fizeram, ao invés do que a tese comunista era em si. Com exceção do blog do LucianoHenrique (com sua fascinação pelos “neo-ateus” e pelo “marxismo cultural”), eu sinceramente poucovejo sobre o comunismo nos debates apologéticos. Apenas para citar um exemplo oportuno, no debateentre William Lane Craig e Christopher Hitchens, quando levantaram ao Dr. Craig a questão dasmortes causadas pelo comunismo no século passado, sua resposta foi “isto é completamente irrelevantepara o debate que estamos tendo”.E aqui cabe um ponto interessante. Alguém argumentou, ao comentar sobre a associação quefiz entre Igreja Primitiva e socialismo (falarei sobre isto mais à frente), que tal associação é impossível,
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<http://lucianoayan.wordpress.com/>.

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