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Livros Didáticos História da África e Cultura Afrobrasileira e Indígena

Livros Didáticos História da África e Cultura Afrobrasileira e Indígena

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Published by Ubiraci Gonçalves
Reflexão sobre as Leis 10.639 e a 11.645 no que diz respeito a experiência na produção de livros didáticos da Cultura Afro-Indígena na Bahia.
Reflexão sobre as Leis 10.639 e a 11.645 no que diz respeito a experiência na produção de livros didáticos da Cultura Afro-Indígena na Bahia.

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LIVROS DIDÁTICOS: CONTRIBUIÇÃO PARA A APLICAÇÃONO ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFROBRASILEIRA EINDÍGENA EM INSTITUIÇÕES DE ENSINO PÚBLICOS EPARTICULARES
Ubiraci Gonçalves dos Santos
1
 
RESUMO:
Este artigo tem como finalidade, alertar aos educadores e educandos sobre aimportância da aplicabilidade das Leis Federais 10.639/03 e a 11.645/08, que obrigam o ensinode História da África, Cultura Afrobrasileira e Indígena nos estabelecimentos de ensino públicose particulares. E ao mesmo tempo mostra uma experiência inédita no estado da Bahia, sobre oprocesso de elaboração de livros didáticos em relação às temáticas que tratam as leissupracitadas. Assim sendo, esse trabalho científico traz uma reflexão sobre corpo educacional, etambém para as editoras tradicionais. Visto que, a partir dessa experiência as editoras venhaminvestir em outros títulos de livros didáticos afro-indíginas. E oportunamente ampliar a inserçãode novos autores (as) baianos no mercado editorial brasileiro.
PALAVRAS CHAVE:
1. História do Brasil; 2. Livros Didáticos; 3. Afrobrasileira 4.Indígena; 5. Ensino Fundamental I.
INTRODUÇÃO
As Leis 10.639/03 e 11.645/08 é simbolicamente uma correção do estado brasileiro pelodébito histórico em políticas públicas em especiais para a população negra e indígena.Neste contexto, a publicação de livros didáticos pertinentes a História da África, CulturaAfrobrasileira e indígena, para o Ensino Fundamental I, torna-se uma alternativa eficazpara o ensino-aprendizagem nas escolas públicas e particulares sobre o ensino dasrelações étnicos e raciais. Visto que a docência tem questionado em órgãos públicossobre a carência de livros didáticos para a efetivação das leis supracitadas.Portanto, este artigo científico traz uma experiência inédita no estado da Bahia, emrelação à elaboração de livros didáticos sobre História da África, Cultura Afrobrasileirae Indígena. Com objetivo de colaborar com o estabelecido na Constituição Federal nosseus Art. 5º, I, Art. 210, Art. 206, I, § 1° do Art. 242, Art. 215 e Art. 216, bem como nosArt. 26, 26 A e 79 B na Lei 9.394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional -LDB.
1
 
Autor e Coordenador Pedagógico da Coleção História e Cultura Afrobrasileira e Indígena, formado emBiblioteconomia e Documentaçãopela Universidade Federal da Bahia(Graduação) e Metodologia do Ensino de História e Cultura Afrobrasileira pelaFaculdade São Salvador(Pós-Graduação). É MembroTitular do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional do Salvador-Ba. (Sociedade Civil) edo Conselho de Cultura Popular da Região Nordeste de Amaralina. Contato: (71) 8848-6284 E-Mail:ubiracig@hotmail.com::http://www.afirmativa.tk
 
ASPECTOS HISTÓRICOS, EDUCAÇÃO, CULTURA, POLÍTICA ECIDADANIA
Para entender a história da educação brasileira, o ponto de partida foi à chegada dosportugueses ao Brasil, onde se evidenciou a imposição da educação européia em nossopaís. Sendo as práticas educacionais das populações indígenas ignoradas eposteriormente dos africanos que foram trazidos para o Brasil. Mas com o passar dostempos, inúmeras mobilizações por parte de representações dos movimentos negros edemais seguimentos da sociedade empenhada em ações afirmativas para atingir de fatoa igualdade de direitos para todos no Brasil, Figueiredo (2007, p.117) lembra que:
Durante o século XX intensificam-se as reivindicações e asdemandas por educação pelos afro-brasileiros, através de suasorganizações e representações políticas, intelectuais e culturais.Um dos grandes apelos à educação dos negros no Brasil veio aFrente Brasileira, a mais importante entidade negra da época, porsua duração, ações concretas realizadas e pela presença emdiferentes estados brasileiros. [...].
Diante do exposto, o marco do século XXI sobre o avanço da política educacionalbrasileira, foi à realização do ato público do presidente da Republica Federativa doBrasil, Luiz Inácio Lula da Silva em sancionar a lei 10.639/03 e depois a leicomplementar, 11.645/08, ambas tratam da inserção na educação brasileira da históriados verdadeiros protagonistas dela. Mas não devemos esquecer de que:
[...] a promulgação da lei 10.639/03 altera a LDB, incluindo oartigo 26-A, o qual torna obrigatória a temática história e culturaafro-brasileira no currículo oficial da rede de ensino, e, ainda, oartigo 79-B, que estabelece para o calendário escolar o dia 20 denovembro como o Dia Nacional da Consciência Negra.(SOUZA e CROSO, 2007, p.20)
Assim sendo, para inicio de conversa, as leis referem-se a diversas temáticas para seremaplicadas nas disciplinas de Educação Artísticas, Literatura e História Brasileira, dentreoutras. Portanto, dessas temáticas podem ser destacadas, a História da África e dosAfricanos, a luta dos negros e dos índios no Brasil, a culinária, as datas comemorativasdo calendário afrobrasileiro, a dança, a capoeira dentre outros aspectos. Neste contexto,segundo Pereira, (2008, p.8) comenta
que: “[...] a inclusão dos valores culturais afro
-brasileiros nos currículos escolares representa o reconhecimento de uma dívida da
sociedade para com os africanos e seus descendentes [...]”.
 
 
Em relação a esta questão, convicto Pereira (2008, p.8) nos alerta:
“[...] os educadores
se deparam com um grande desafio que decorre da necessidade de se desfazer osequívocos que deturpam as culturas de origem africana nas áreas onde desenvolveram
relações de trabalho escravo [...]”. Neste sentido, vale ressa
ltar que esta questão énotória. Portanto, Silva (2004, p.25) através de sua pesquisa sobre a presença do negroem livros didáticos, sendo a maioria das vezes de forma pejorativa, ela comenta que:
O primeiro desses trabalhos analisou seis livros didáticos,investigando o ideal de realidade que autores pretendem incutir nosseus leitores. Nesses livros, Esmeralda V. Negrão identificou arepresentação do negro em situação social inferior a do branco,personagens negros tratados com desprezo, bem como arepresentação da raça branca como sendo a mais bela e a maisinteligente.
Neste contexto, dois ativistas do movimento negro brasileiro trazem informações abaixodo ser negro, índio e branco no Brasil, visto que ainda fica evidente a confusão entre aspessoas para a definição dessas três etnias que de certa forma contribuíram para aconstrução do legado histórico do Brasil.
Os negros brasileiros de hoje são descendentes de africanos queforam trazidos para o Brasil pelo tráfico negreiro. Muitos deles sãomestiços resultantes da miscigenação entre negros e brancos,negros e índios. No censo brasileiro, os mestiços são classificadoscomo pardos, mas alguns deles, por decisão política ou ideológicase consideram negros ou afrodescendentes. (MUNANGA eGOMES, 2004, p.18)
Então, dando continuidade a linha de raciocínio, pertinente à contextualização daformação da sociedade brasileira no que tange aos aspectos desempenhados pelapopulação negra como processo de resistência. Nas Diretrizes Curriculares de Inclusãoda Educação Étnico-Raciais de Salvador, (2005, p.24) afirma que:
Os diferentes grupos africanos escravizados no Brasil, no períodocolonial, assumiram formas de lutas diversificadas, que foramherdadas por sucessivas gerações até a queda do escravismo. Oquilombismo, as revoltas, a reinvenção de religiões de matrizafricana foram expressões da ação política e da busca de re-humanização dos povos negros.
É importante salientar que a maior parte desses acontecimentos históricos ocorreu naBahia, pelo fato da cidade do Salvador ter sido a primeira capital do Brasil. Mas hoje naCarta Magna da Bahia (p.114-115) no Art. 288 e Parágrafo 3º do Art. 291,

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