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Contabilidade - Avaliação de Estoques

Contabilidade - Avaliação de Estoques

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CONTABILIDADE COMERCIAL IIAvaliação dos Estoques
Mar 08 (fonte LEFISC)
 1
Avaliação de Estoques
S
UMARIO1.Introdução2.Obrigação de avaliar os estoques3.Mercadorias para revenda e matérias-primas industriais4.Critérios para avaliação de estoque5.Registro permanente de estoques6.Inexistência de registro permanente de estoques7.Produtos acabados e em elaboração8.Avaliação dos estoques de produtos com base em contabilidade de custos9.Arbitramento do valor do estoque de produtos acabados e em fabricação10.Proibição de ajustes, reduções e provisões11.Indedutibilidade da provisão para ajuste ao valor de mercado12.Estoques de produtos rurais
1. INTRODUÇÃO
Ao final de cada período de apuração, as pessoas jurídicas submetidas à tributação com base no lucro realdevem proceder ao levantamento e a avaliação dos estoques existentes, devendo essa providência abrangeros estoques de:a) Mercadorias para revenda, nas empresas comerciais;b) Matérias-primas, materiais auxiliares (e outros materiais empregados na produção) e produtosacabados e em elaboração, nas empresas industriais;c) Outros bens existentes em almoxarifado, em qualquer empresa.(RIR, art. 261 e 292)
2. OBRIGAÇÃO DE AVALIAR OS ESTOQUES2.1 – Encerramento de períodos de apuração do Lucro Real
O lucro real das pessoas jurídicas deve ser apurado trimestralmente, em períodos de apuraçãoencerrados em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro, ressalvados:a) os casos de incorporação, fusão, cisão e encerramento de atividades, nos quais a apuração do lucroreal (se a empresa estiver submetida a tributação com base nesse regime) deve ocorrer na data do evento.b) a opção pelo pagamento mensal do imposto por estimativa, hipótese em que a empresa fica obrigadaa apuração do lucro real somente em 31 de dezembro, ou por ocasião de incorporação, fusão, cisão ouencerramento de atividades. (RIR, art. 220)
2.2 - Levantamento de balanços ou balancetes de redução ou suspensão do imposto
A empresa que optar pelo pagamento mensal do imposto por estimativa pode, se quiser, levantarbalanços ou balancetes periódicos e apurar o lucro real gerado no ano-calendário em curso (ate o mês do le-vantamento do balanço ou do balancete), para fins de suspensão ou redução do pagamento do impostomensal.Na data desses balanços ou balancetes, para fins de apuração do resultado do período, será necessáriolevantar e avaliar os estoques existentes, embora seja dispensado a escrituração do livro Registro deInventario.Todavia, se a empresa possuir registro permanente de estoques, integrado e coordenado com a conta-bilidade, somente estará obrigada a ajustar os saldos pelo confronto com a contagem física ao final de cada
 
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ano-calendário, ou no encerramento do período de apuração, nos casos de incorporação, fusão, cisão ouencerramento de atividades.Portanto, a existência de registro permanente de estoques, integrado e coordenado com a contabilidade,dispensa o levantamento físico dos estoques por ocasião dos balanços ou dos balancetes de suspensão ouredução do pagamento mensal. Para esse fim, prevalecera o valor dos estoques que consta no registropermanente. Em 31 de dezembro, parem, será indispensável o levantamento físico.(Instrução Normativa SRF n
o
93/1997, art. 12, §§ 3
Q
e 4
Q
)
2.3 Empresas tributadas pelo lucro presumido ou optantes pelo Simples Nacional
As pessoas jurídicas optantes pela tributação do Imposto de Renda com base no lucro presumido, bemcomo as microempresas e as empresas de pequeno porte que se submeterem ao regime tributário do SimplesNacional, quando contribuintes do lCMS, também ficam obrigadas a proceder, em 31 de dezembro de cadaano-calendário, ao levantamento e a avaliação dos estoques, tendo em vista que a lei Ihes impõe o dever deescriturar nessa data o livro Registro de Inventario.(RIR/1999, art. 190, parágrafo único, II, e art. 527, II; Resolução CGSN n
o
10/2007, art. 30, II)
3. MERCADORIAS PARA REVENDA E MATERIASPRIMAS INDUSTRIAIS
As mercadorias adquiridas para revenda, as matérias-primas adquiridas para emprego na produçãoindustrial e os bens em almoxarifado deverão ser avaliados pelo custo de aquisição. Por essa razão, importainicialmente ressaltar quais componentes financeiros devem integrar o custo de aquisição desses bens.
3.1 Parcelas integrantes do custo de aquisição
O custo de aquisição de mercadorias destinadas a revenda, bem como o de matérias-primas e quais-quer outros bens utilizados ou consumidos na produção industrial, compreende, alem do prego pago aofornecedor, as despesas de transporte e de seguro ate a entrega dos bens no estabelecimento do adquirente,os impostos não recuperáveis pagos na aquisição ou na importação e os gastos com desembaraço aduaneiro.Impostos não recuperáveis são aqueles dos quais o adquirente dos bens não pode se creditar nos livrosfiscais, como, por exemplo:a)IPI pago na aquisição de mercadorias por comerciante varejista ou atacadista não equiparado aindustrial;b)ICMS pago na aquisição de mercadorias cuja saída do estabelecimento adquirente não gere debitodesse imposto e para as quais não haja permissão legal para manutenção do credito pela entrada.Integra também o custo de aquisição o valor da contribuição previdenciária do produtor rural quando oadquirente de produtos rurais assume o ônus de seu pagamento. Esse tratamento se aplica também ao ICMSpago pelo adquirente (contribuinte substituto) de produtos rurais destinados a usa ou consumo próprio (nãodestinados a comercialização ou industrialização).(RIR/1999, art. 293, e Ato Declaratório Normativo CST nº. 15/1981).
3.2 Parcelas não integrantes do custo de aquisição
Não integram o custo de aquisição o IPI, o ICMS, o PIS-Pasep e a Cofins não cumulativos, recuperáveismediante credito na escrita fiscal do adquirente.(RIR/1999, art. 289, § 3
2
; e Leis n
2
s 10.637/2002 e 10.833/2003)
3.3 Exemplos
Na hipótese de aquisição, por uma empresa industrial, de 700 unidades de certa espécie de matéria-prima ao preço de R$ 10,00 por unidade (ICMS incluso - 18%) mais 10% de IPI, com frete e seguro por contado vendedor, teremos:
700 x R$ 10,00 .................................R$ 7.000,00(-) Cofins não cumulativa ...................R$ (300,00)
 
CONTABILIDADE COMERCIAL IIAvaliação dos Estoques
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(-) PIS-Pasep não cumulativo ...................R$ (100,00)(-) ICMS destacado na nota fiscal (recuperável).R$ (1.260,00)= Custo líquido de aquisição....................R$ 5.340,00
Custo unitário (para entrada em estoque):R$ 5.340,00 ÷ 700 = R$ 7,73Na hipótese de aquisição de 5.000 unidades de determinada mercadoria, destinada a revenda no varejo,ao preço de compra de R$ 50,00 por unidade (ICMS incluso: 18%) mais 10% de IPI, com frete e seguro porconta do vendedor, teremos:Preço das mercadorias:(5.000 x R$ 50,00) .............................. R$ 250.000,00(+) IPI (não recuperável) ..................... R$ 25.000,00(-) Cofins não cumulativa .................... (R$ 500,00)(-) PIS-Pasep não cumulativo ............. (R$ 200,00)(-) ICMS (recuperável) ......................... (R$ 45.000,00)= Custo líquido de aquisição ................ R$ 229.300,00Custo unitário (para entrada em estoque):R$ 229.300,00 ÷ 5.000 = R$ 45,86Nos exemplos, os valores do PIS-Pasep e da Cofins não cumulativos são meramente hipotéticos.Ressaltamos que esses valores, na pratica, devem ser os efetivamente creditados pela aquisição dosestoques.
3.4 Frete e seguro pagos a terceiros
As despesas de frete e seguro, quando cobradas diretamente pelo vendedor de bens, não oferecemmais dificuldades porque são debitadas na própria nota fiscal de venda e somadas ao preço total. Nesse caso,para determinar o custo unitário de aquisição, basta dividir o valor total da nota fiscal (excluídos o IPI e o ICMS,quando recuperáveis) pela quantidade adquirida.Entretanto, quando essas despesas forem pagas a terceiras (transportadores e companhias segurado-ras), deve-se providenciar sua agregação ao custo de aquisição dos bens por meio de lançamento contábilespecifico (excluído o ICMS passível de credito, quando for o caso).
3.5 Custo de importação
O custo de aquisição de mercadorias ou matérias-primas importadas diretamente pela empresacompreende, alem do valor da operação cambial, o frete, o seguro, os impostos são recuperáveis e todos osdemais gastos com o desembaraço aduaneira (despesas portuárias, honorários de despachante etc.).Na prática, recomenda-se que, para cada importação, seja aberta uma conta transitória de importaçãoem andamento (classificável no Ativo Circulante), na qual serão debitados os gastos imputáveis a ela, amedida que forem sendo pagos ou incorridos. Após o recebimento dos bens, o custo final da importação,representado pelo saldo da conta transitória de importação em andamento, será transferido para conta própriado estoque.Se a importação for pactuada para pagamento a prazo, o valor a pagar (expresso em moeda estran-geira) será convertido em reais com base na taxa cambial vigente (para venda da moeda pelas instituiçõesoperadoras de cambio) na data do desembaraço aduaneiro e registrado a debito da importação e a credito deconta própria do passivo circulante ou exigível a longo prazo, de acordo com o vencimento. Daí para frente, oajuste do valor da obrigação, em decorrência de variações na taxa cambial verificadas ate a sua liquidação,terá como contrapartida a conta de resultado (variações monetárias).Nota:
Se a vendedor dos bens importados for pessoa vinculada ao importador (par exemplo: se o vendedor for a matriz ou a filialda empresa importadora, ou detiver a controle societário dessa; se for sociedade controlada ou coligada; se a importador ea vendedor forem sociedades sob controle societário ou administrativo comum), e for domiciliado ou residente em pais que

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