Nº 187 AGO0941
alta nobreza. Por outro lado, a corte portuguesa pu-lulava de linhagens castelhanas exiladas, ao mes-mo tempo que inúmeros nobres portugueses foramacolhidos em Castela.Do lado castelhano, a subida�de Afonso XI, D. Pedro I, o “Cruel”,provocou uma luta com um conjun-to de herdeiros ilegítimos, fomen-tando a guerra civil
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. Henrique deTrastâmara, meio-irmão de D. PedroI, foi o pretendente que congregouem redor de si a mais poderosa fac-ção, constituída pela parte da nobre-za ansiosa de mais representativida-de e pelos comerciantes das cidadesda Galiza e Astúrias. Os reinos de Aragão, Navarra, Portugal e até o rei-no mouro de Granada viram-se envol-vidos na contenda. Aragão e Navarra,movidos por interesses próprios, alinha-ram com Henrique e com os franceses. D. Pedro Ide Castela e D. Fernando de Portugal procuraramo apoio de Inglaterra
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. Granada, embora opositor natural de todos os reinos cristãos da Península,nas vésperas da Primeira Guerra Fernandina, em1369
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.Do ponto de vista social, a segunda metade doséculo XIV é caracterizada pela drástica reduçãodos rendimentos senhoriais, situação que não é es-tranha à Península Ibérica. Isto veio a acentuar as������-tados do acesso ao património familiar por regras���
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.Foi este o quadro que o rei D. Fernando (1367-1383) encontrou quando ascendeu ao trono. EmCastela, a guerra civil prolongava-se. Em 1369, D.Pedro I de Castela foi morto em Montiel, fechandoum ciclo que durava desde 1350. Apesar da tentati-va inicial de manter a neutralidade, D. Fernando de�Muitas cidades castelhanas, não se querendo sub-meter a Henrique de Trastâmara, invocaram o pa-rentesco do rei português com o falecido D. PedroI, pressionando-o. Foram esta exigência política e ofacto de ainda não ser ter casado, os dois factoresque mais terão condicionado o início do reinado deD. Fernando
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. Embora sob o motivo aparente daquestão do direito ao trono de Castela, era já clara,
���europeu era de certo modo análoga à de Portugal, negociar alianças com os opositores do reino vizinho (naquele caso,alianças com a França que se opunha a Inglaterra) permitiaaguardar um balanço de forças favorável (Gomes, 2009: 32).13 Gomes, 2009: 91.14 Monteiro, 2003: 14.15 Martins, 2006: 51.
�nova nobreza. Após a subida ao trono de Castelade Henrique de Trastâmara, em 1369, o problema,como interpreta Borges de Macedo, “não era o dasucessão, mas o facto de ter sido colocado no tronoum rei com o apoio da França e o perigo que issorepresentava para todos os reinos independentesda Península”
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. D. Fernando viu-se então obrigadoa entrar em guerra com Castela, numa sucessão����-nhecidos como as três Guerras Fernandinas (1369-1371, 1372-1373, 1381-1382).Casou com D. Leonor Teles de Menezes (1350-1386), em 1372, no mosteiro de Leça do Bailio,sede da Ordem do Hospital. D. Leonor pertencia à��muito querida pelo povo tendo recebido o epítetode “
a Aleivosa
” porque foi considerada responsávelpor um conjunto de conspirações, entre elas o damorte da sua própria irmã (no episódio que se des-creve a seguir), pelo aprisionamento de D. João,Mestre de Avis e pelo seu relacionamento conheci-������galego, o conde João Fernandes Andeiro.Encontramo-nos agora já na década de 70 doagregar em sua volta um conjunto de desconten-��velho de Pedro e Inês. Casado com Maria Teles, airmã da rainha, foi vítima de uma intriga que o levoua assassinar a própria mulher, vindo a refugiar-sedepois em Castela
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, onde foi aprisionado. Destemodo, um dos principais pretendentes à sucessãode D. Fernando,
�colocado “fora de campo”.
Na sequência da Terceira Guerra Fernandina, oTratado de Salvaterra de Magos, celebrado em 2 de Abril de 1383, promoveu o casamento da princesa
16 Idem.17 Crê-se que a fomentadora da intriga terá sido a própriarainha, D. Leonor Teles.
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