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Gessagem (uso do gesso na agricultura)

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Gessagem (uso do gesso na agricultura)
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14
 
INFORMAÇÕES AGRONÔMICAS Nº 117 – MARÇO/2007
A mesma resposta foi observada em trabalho realizado naFundação Chapadão do Sul, MS, em solo pobre em P, com aplica-ção de MAP e uréia em cobertura. Observa-se, pela Figura 2, quenão houve diferença estatística entre os tratamentos, indicandoque com o uso de KimCoat foi possível melhorar a eficiência daadubação, sem prejuízo na produtividade.qualquer ácido através de uma reação de neutralização. Para facili-dade de representação, a reação será mostrada com ácido simbó-lico HA:CaCO
3
+ 2HA
Ca
2+
+ 2A
-
+ H
2
O + CO
2
Pela reação, o carbonato de cálcio neutraliza a acidez dosolo com a formação do sal CaA
2
, água e o e gás carbônico. No soloacontece o mesmo, ficando as cargas negativas expostas (corres-pondentes ao A
-
) contrabalançadas pelo Ca
2+
. O importante, nocaso, é o papel do íon carbonato de “receptor de prótons” ou, emoutras palavras, de íons hidrogênio, que perde seu caráter ácido aoser incorporado em molécula de água.A mesma reação, com sulfato de cálcio, pode ser assim re-presentada:CaSO
4
+ 2HA
Ca
2+
+ SO
42-
+ 2H
+
+ 2A
-
Neste caso, o gesso, como sal neutro, não tem ação sobrea acidez. O ânion sulfato permanece como tal e não atua como“receptor de prótons”. Assim, o gesso não neutraliza a acidez. Des-sa forma, a reação do gesso na camada superficial do solo é tãosomente a de troca de cátions. O sulfato em geral não é retido nacamada superficial de solos. O ânion SO
42-
é lixiviado, carreandoperfil abaixo quantidade equivalente de cátions. A principal reaçãodo gesso em solos, nessas condições, é a troca de cátions.De acordo com Bernardo, muitos trabalhos têm mostradoque quanto mais profunda e bem incorporada a calagem no solo,maior será sua ação sobre a acidez do solo.Em trabalho realizado no cerrado do Distrito Federal obser-vou-se que é marcante o efeito de uma incorporação mais profundado calcário no solo. No caso, foram avaliados três cultivos apenasde milho, mas notou-se que o efeito da incorporação mais profundado calcário sobre a produção acentuou-se com o tempo. Observou-se que 8 t ha
-1
de calcário incorporado a 0-15 cm, que é uma profun-didade próxima da usada em plantio convencional, mostrou aproxi-madamente o mesmo efeito na produtividade (3.912 kg ha
-1
) do queapenas 1 t ha
-1
de calcário aplicado a 0-30 cm (3.930 kg ha
-1
). Note-se que não se trabalhou com grandes profundidades no perfil dosolo e, mesmo assim, as respostas foram altas.Contudo, a dificuldade de incorporação profunda de calcário,que sempre existiu, torna-se mais evidente quando o manejo é pra-ticado sem o revolvimento do solo, como é o caso do plantio direto.A questão, nesse caso, é saber até que ponto a acidez subsuperfi-cial do solo representará uma limitação permanente da produtivida-de e até que ponto o calcário aplicado na superfície poderá contor-nar o problema. No caso do plantio direto, como na situação descri-ta anteriormente, é necessário fazer uma avaliação não só em ter-mos de incorporação profunda, mas também de usar o gesso comouma alternativa de ação complementar.Explicou que o efeito da calagem, em princípio, é localizado,pelo fato da reação de neutralização não deixar ânions livres quepoderiam se movimentar com Ca ou Mg, mas pode atingir o subsolopor efeitos indiretos, como o deslocamento de Ca
2+
e Mg
2+
comnitrato e absorção de NO
3-
no subsolo, o que deixa um resíduoalcalino de excesso de bases. E isso é importante no plantio con-vencional, em que o revolvimento do solo produz mineralização dematéria orgânica e liberação de N mineral. Já no plantio direto espe-ra-se um efeito muito menor da calagem em profundidade, já quenão há mais muita liberação de nitrato. Além disso, as aplicações decalcário tem sido muito menores, por não haver resposta à calagem, já que as doses são pequenas e as condições de reação são desfa-voráveis (aplicação superficial sem incorporação).
OTIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO OTIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO OTIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO OTIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO OTIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO 
Figura 2.
Efeito da aplicação de Kim Coat LGP eLGU sobre a produtivi-dade do milho. Fundação Chapadão, MS.
Palestra:Palestra:Palestra:Palestra:Palestra:USO DO GESSO NA AGRICULTURAUSO DO GESSO NA AGRICULTURAUSO DO GESSO NA AGRICULTURAUSO DO GESSO NA AGRICULTURAUSO DO GESSO NA AGRICULTURA–  –  –  –  – Bernardo van Raij,Bernardo van Raij,Bernardo van Raij,Bernardo van Raij,Bernardo van Raij,
Instituto Agronômico, Campinas, SP, e-mail:bvanraij@terra.com.brSegundo Bernardo, é comum existir uma certa confusão quan-to ao papel do calcário e do gesso na correção do solo, mas deveficar claro que os dois produtos são muito diferentes. A calagematua na camada mais superficial do solo e o gesso atua em profun-didade. Assim, nunca se pode esperar da gessagem um efeito igualao da calagem, pois normalmente o efeito é três vezes menor, mes-mo onde há resposta à aplicação. A calagem é sempre mais impor-tante e não há possibilidade de substituição. Além disso, o calcáriotem uso universal em qualquer solo ácido, enquanto o gesso é deuso restrito a alguns solos ácidos do mundo, embora sejam os quepredominam no Brasil Central (solos mais intemperizados). Por ou-tro lado, o gesso é largamente usado em regiões de climas semi-árido ou áridos, para a remoção do excesso de sódio do solo.Resumindo, a calagem eleva o pH do solo, neutraliza Al eMn tóxicos, supre Ca e Mg, aumenta a disponibilidade de P e Mo,melhora a agregação e a estrutura do solo, favorece a mineralização,não afeta facilmente o subsolo e diminui a disponibilidade de Cu,Fe, Mn e Zn. Já o gesso reduz o efeito tóxico do Al no subsolo,supre Ca e S, melhora a agregação e a estrutura do solo, penetrafacilmente no solo, pode suprir micronutrientes (como Zn, Cu e B),raramente eleva o pH do solo, promove lixiviação de K e Mg quan-do mal manejado e, em geral, não reduz o teor de Al.Disse que é importante para a planta buscar água e nutrien-tes no subsolo, e os principais impedimentos que restringem apenetração de raízes são: aeração deficiente, impedimentos mecâ-nicos e acidez. No caso da acidez, os principais fatores são defi-ciência de cálcio e excesso tóxico de alumínio, este muito maisgeneralizado que a deficiência de cálcio. No Estado de São Paulo,definiu-se como limites de barreira química no subsolo quando setem Ca
2+
< 4 mmol
c
dm
-3
e saturação por alumínio (m) > 40%.Explicou que o calcário e o gesso têm reações diferentes nosolo. O carbonato de cálcio é um sal básico e, como tal, reage com

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