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TECNOLOGIA NA ESCOLA - 2010

TECNOLOGIA NA ESCOLA - 2010

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Compilação de textos de diversos autores sobre programas de inclusão tecnológica e treinamento de professores e alunos.
Compilação de textos de diversos autores sobre programas de inclusão tecnológica e treinamento de professores e alunos.

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08/12/2010

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 COMPILAÇÃO DE TEXTOS DE DIVERSOS AUTORESSOBRE PROGRAMAS ESPECIAIS DE INCLUSÃOTECNOLÓGICA E DE TREINAMENTO DE PROFESSORES EALUNOS.(Alex José de Souza)2010
Procedência:http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2001/tec/tec0.htm Visite também:http://www.tvebrasil.com.br 
 
TECNOLOGIA NA ESCOLA
Apresentação
 
Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida
1
 De 1 a 5 de outubro de 2001, a TV Escola estará veiculando, no Programa Salto para o Futuro,a série Tecnologia na escola. São cinco temas a serem cuidadosamente abordados durante asemana: 1. Prática: eixo da formação; 2. Rede de conhecimentos; 3. Ambientes virtuais deaprendizagem; 4. Formação de professores a distância; 5. Tecnologia e escola inclusiva.A integração da tecnologia de informação e comunicação - TIC na educação pública brasileira jápassou por várias fases e traz em sua trajetória uma perspectiva inovadora, que distingue oPrograma Nacional de Informática em educação - ProInfo, da Secretaria de Educação aDistância - SEED, do MEC, das ações correlatas de outros países e respectivas políticas públicaspara o setor. Em nosso caso, a característica básica é a inter-relação entre pesquisa, formaçãoe prática com o uso da tecnologia de informação e comunicação. Aprende-se a conhecer,aprendendo a fazer e a refletir sobre esse fazer.
 
Nos anos 80 e início de 90, do século XX, a versão primeira do Programa Nacional deInformática em Educação visava à preparação de professores para o uso da informática comseus alunos e a criação de centros de informática educativa, CIEDs, localizados nas secretariasestaduais de educação, os quais se dedicavam a preparar professores e a atender aos alunosdas escolas públicas no que diz respeito ao uso do computador. Esse programa formouprofessores em pequena escala e não conseguiu chegar à sala de aula.
 
O programa atual do MEC, ProInfo, que se desenvolve por meio de parceria com as SecretariasEstaduais de Educação, começa a concretizar nosso sonho de introduzir o computador na escolapara ser incorporado à prática pedagógica de diferentes áreas de conhecimento, favorecendo aaprendizagem do aluno. Esse programa prioriza a formação de professores e educadores emum processo que integra o domínio da tecnologia, teorias educacionais e prática pedagógicacom o uso dessa tecnologia. Daí decorre o grande impacto não só no sistema educacional, mastambém no desenvolvimento humano e na cultura brasileira, de tradição essencialmente oral.
 
Concordamos com Cury (2001)
2
, que o acesso de uma camada da população, sobretudo osescravos, à escola foi impedido pelo processo de colonização. Tal fato impediu, ainda, aparticipação de muitos brasileiros no mundo da leitura e da escrita, bem como a formação deleitores e escritores.Estamos diante da constatação de que escrever significa registrar, compreender e interferir nahistória pessoal e na transformação do mundo. Portanto, de acordo com Kramer
3
(2001, p.114) "escrever é deixar-se marcar pelos traços do vivido e da própria escrita, reescrever textose ser leitor de textos escritos e da história pessoal e coletiva, marcando-a, compartilhando-a,mudando-a, inscrevendo nela novos sentidos".
 
Com o uso da tecnologia de informação e comunicação, professores e alunos têm apossibilidade de utilizar a escrita para descrever/reescrever suas idéias, comunicar-se, trocarexperiências e produzir histórias. Assim, em busca de resolver problemas do contexto,representam e divulgam o próprio pensamento, trocam informações e constroemconhecimento, num movimento de fazer, refletir e refazer, que favorece o desenvolvimentopessoal, profissional e grupal, bem como a compreensão da realidade.
 
Temos assim a oportunidade de romper com as paredes da sala de aula e da escola,integrando-a à comunidade que a cerca, à sociedade da informação e a outros espaços
 
produtores de conhecimento, aproximando o objeto do estudo escolar da vida cotidiana e, aomesmo tempo, nos transformando em uma sociedade de aprendizagem e também da escrita.
 
Para alcançarmos o patamar de uma sociedade da leitura, da escrita e da aprendizagem,precisamos enfrentar inúmeros desafios, vários deles no interior da escola. Entre esses, os maiscontundentes são: a dessacralização do laboratório de informática e da senha do computador;o acesso à tecnologia de informação e comunicação; o uso dessa tecnologia para a resolução deproblemas do cotidiano que favoreçam a articulação entre as áreas de conhecimento, aomesmo tempo que propiciam o aprofundamento de conceitos específicos e levam à produção denovos conhecimentos; a flexibilização do uso do espaço da escola e do tempo de aprender; odesenvolvimento da autonomia para a busca e troca de informações significativas em distintasfontes e para a respectiva utilização dos recursos tecnológicos apropriados.
 
Pode parecer banalidade escrever um texto centrado na potencialidade da produção da escritana escola através do uso das TIC, uma vez que a ênfase dada pela escola à leitura e à escritase direciona à elaboração de algo produzido para ser corrigido e muito pouco como prática paradespertar o prazer da escrita para a leitura. Porém, com maior freqüência do que gostaríamos,temos ouvido professores reclamarem que seus alunos não sabem escrever. De sua parte, osalunos têm apontado que a escola os leva a ler e a escrever sobre aquilo que não temsignificado para a sua realidade ou a fazer cópias e repetir palavras desarticuladas.
 
Quem de nós não se lembra dos ditados de palavras e das regras gramaticais decoradas semque soubéssemos em que situação poderíamos empregá-las? Da mesma forma, sem conseguiratribuir significado, memorizamos datas históricas, acidentes geográficos, ossos do corpohumano, fórmulas matemáticas e executamos infindáveis seqüências de exercícios com a justificativa de que um dia isso nos seria útil!Em seu texto
Dígrafos
4
 ,
Rubem Alves nos faz lembrar que fazer ditados, análise sintática emorfológica e outras análises, consideradas necessárias ao aprimoramento da escrita, nãodesenvolve o prazer da leitura e a compreensão do texto nem o gosto pela escrita. No entanto,a atividade de sala de aula prima pela exigência das análises gramaticais, textuais e discursivasem detrimento da leitura e interpretação do mundo e do escrever para representar idéias,comunicar-se e registrar a própria história.
 
Não queremos com isso dizer que o conteúdo perdeu a sua importância, mas salientamos anecessidade premente de mudar a forma de trabalhar conceitos, informações, procedimentos eregras, procurando partir do que é significativo para o aluno, e criar situações que favoreçamtransformar os conhecimentos do senso comum em conhecimento científico.
 
O professor não é culpado por essa situação. Ele foi preparado para cumprir esse papel, cujodesempenho deve voltar-se para o ensino de um conteúdo programático definido fora da salade aula, para ser seguido da mesma maneira em diferentes contextos.
 
Não se trata de encontrar bodes expiatórios para jogar toda a culpa pela complexidade de umasituação gerada pelo avanço da ciência, da tecnologia e da sociedade contemporânea. Houveum momento da evolução da sociedade em que a escola, que ainda temos hoje, atendia àssuas exigências. Todos somos frutos dessa escola e, apesar de seu rigor e austeridade, temosboas lembranças dos momentos felizes que nela desfrutamos.
 
De nada adianta saudosismos. Mudaram os tempos e as necessidades. É imperioso mudar aescola e todos nós somos sujeitos dessa mudança. Como dizia Paulo Freire, temos de serhomens e mulheres de nosso tempo e empregar todos os recursos disponíveis para promover agrande mudança que nossa escola está a exigir. Não podemos ser omissos. A neutralidaderepresenta a aceitação da situação atual, a conivência com o que já está posto.
 
Felizmente, aumenta de forma abrupta o contingente de professores inconformados com essasituação, em busca de alternativas para encontrar novos caminhos em que possam empregar a

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