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Falar Com Deus 3

Falar Com Deus 3

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TEMPO COMUM. PRIMEIRA SEMANA. SEGUNDA-FEIRA1. A CHAMADA DOS PRIMEIROS DISCÍPULOS-O Senhor chama os discípulos no meio do seu trabalho, como também nos chama a nós nos nossos afazeres.-A santificação do trabalho. O exemplo de Cristo.-Trabalho e oração.I. DEPOIS DO BATISMO, com o qual inaugura o seu ministério público, Jesus procura aqueles que fará participar da sua missão salvífica. E encontra-os no seu trabalho profissional. São homens habituados ao esforço, rijos, de costumes simples.Caminhando ao longo do mar da Galiléia, lê-se no Evangelho da Missa de hoje1, Jesus viu Simão e André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. E disse-lhes: "Vinde após mim e eu vos farei pescadores de homens". E muda a vida desses homens.Os Apóstolos foram generosos perante a chamada de Deus. Esses quatro discípulos- Pedro, André, João e Tiago - já conheciam o Senhor2, mas é neste momento exatoque, respondendo à chamada divina, decidem segui-lo completamente, sem condições, sem cálculos, sem reservas. A partir de agora, Cristo será o centro das suasvidas e exercerá sobre eles uma atração indescritível.O Senhor procura-os no meio da sua tarefa quotidiana, tal como fez com os Magosao chamá-los por meio daquilo que lhes podia ser mais familiar: o brilho de umaestrela; tal como o Anjo chamou os pastores de Belém, enquanto cumpriam o seu dever de guardar o rebanho, para que fossem adorar o Menino-Deus e acompanhassem Maria e José naquela noite...No meio do nosso trabalho, dos nossos afazeres, Jesus convida-nos a segui-lo, para que o coloquemos no centro da nossa existência, para que o sirvamos na tarefade evangelizar o mundo. "Deus tira-nos das trevas da nossa ignorância, do nossocaminhar incerto por entre as vicissitudes da história, e, seja qual for o posto que ocupemos no mundo, chama-nos com voz forte, como o fez um dia com Pedro ecom André: Venite post me, et faciam vos fieri piscatores hominum (Mt 4, 19), segui-me, e eu vos tornarei pescadores de homens"3. Escolhe-nos e, na maioria doscasos, deixa-nos no lugar em que estamos: na família, no trabalho que realizamos, na associação cultural ou esportiva a que pertencemos..., para que nesse lugare nesse ambiente o amemos e o demos a conhecer.Desde o momento em que nos decidimos a ter Cristo por centro da nossa vida, tudoo que fazemos é afetado por essa decisão. Devemos perguntar-nos se somos conscientes do que significa termos sido chamados para crescer na amizade com Jesus Cristo precisamente no lugar em que estamos.II. O SENHOR PROCURA-NOS e envia-nos ao nosso ambiente e à nossa profissão. Masquer que agora esse trabalho quotidiano seja diferente. "Escreves-me na cozinha,junto ao fogão. Está começando a tarde. Faz frio. A teu lado, a tua irmãzinha -a última que descobriu a loucura divina de viver a fundo a sua vocação cristã -descasca batatas. Aparentemente - pensas - o seu trabalho é igual ao de antes.Contudo, há tanta diferença! - É verdade: antes "só" descascava batatas; agora,santifica-se descascando batatas"4.Para nos santificarmos através dos afazeres do lar, das gazes e das pinças do hospital (com esse sorriso habitual para os doentes!), no escritório, na cátedra,dirigindo um trator, limpando a casa ou descascando batatas..., o nosso trabalhodeve assemelhar-se ao de Cristo - a quem pudemos contemplar na oficina de Joséhá poucos dias - e ao trabalho dos Apóstolos que hoje, no Evangelho da Missa, vemos ocupados em pescar. Devemos fixar a nossa atenção no Filho de Deus feito Homem enquanto trabalha e perguntar-nos: que faria Jesus no meu lugar? Como realizaria as tarefas que me absorvem?
 
O Evangelho diz-nos que o Senhor fez tudo bem feito5, com perfeição humana, semcoisas mal acabadas. Entregaria as encomendas no prazo combinado; arremataria oseu trabalho de artesão com amor, pensando na alegria dos seus clientes ao receberem peças simples, mas perfeitas; chegaria cansado ao fim do dia... Além disso,Jesus executou ainda as suas tarefas com plena eficácia sobrenatural, pois ao mesmo tempo, com esse trabalho, realizava a redenção da humanidade, unido a seu Pai por amor e com amor, e unido aos homens por amor deles também6.Ainda que se ocupe num trabalho aparentemente pouco importante, nenhum cristão pode pensar que basta realizá-lo de qualquer maneira, de uma forma desleixada, descuidada e sem perfeição. Esse trabalho é visto por Deus e tem uma importância que nem podemos imaginar. "Perguntaste o que é que podias oferecer ao Senhor. - Não preciso pensar a minha resposta: as coisas de sempre, mas melhor acabadas, com um arremate de amor que te leve a pensar mais nEle e menos em ti"7.III. PARA UM CRISTÃO que vive de olhos postos em Deus, o trabalho deve ser oração, pois seria uma pena que só descascasse batatas, em vez de santificar-se enquanto as descasca bem; deve ser uma forma de estar com o Senhor ao longo do dia.Orar é conversar com Deus, elevar a alma e o coração até Ele para louvá-lo, agradecer-lhe, desagravá-lo, pedir-lhe novas ajudas. Pode-se fazê-lo por meio de pensamentos, de palavras, de afetos: é a chamada oração mental, que deve estar presente nas próprias orações vocais. Mas pode-se fazê-lo ainda através de ações capazes de mostrar a Deus quanto o amamos e quanto necessitamos dEle. Neste sentido, também é oração todo o trabalho bem acabado e realizado com senso sobrenatural8, isto é, com a consciência de se estar colaborando com Deus na perfeição das coisas criadas e de se estar impregnando todas elas com o amor de Cristo, completando assim a sua obra de redenção realizada não só no Calvário, mas também na oficina de Nazaré.O cristão que estiver unido a Cristo pela graça converte as suas obras retas emoração. Mas o valor dessa oração que é o trabalho dependerá do amor que puser aorealizá-lo, isto é, da intenção com que o executar. Quanto mais atualizar a intenção de convertê-lo em instrumento de redenção, não só o realizará com outra perfeição humana, como será maior a ajuda que prestará a toda a Igreja.Pela natureza de alguns trabalhos, que exigem uma grande concentração, não nos éfácil ter a mente habitualmente em Deus enquanto trabalhamos; mas, se nos acostumarmos a elevar o coração ao Senhor no começo de uma tarefa ou de um período detrabalho, e depois brevemente ao longo das horas, Ele estará presente como uma"música de fundo" em tudo o que fazemos.Se desempenharmos assim as nossas tarefas, o trabalho e a vida interior não sofrerão interrupções, "como o bater do coração não interrompe a atenção às nossas atividades, seja de que tipo forem"9. Pelo contrário, acabarão por complementar-se, tal como se enlaçam harmonicamente as vozes e os instrumentos. O trabalho nãosó não dificultará a vida de oração, como se converterá no seu veículo. E há detornar-se realidade então o que pedimos ao Senhor numa belíssima prece10: Actiones nostras, quaesumus, Domine, aspirando praeveni et adiuvando prosequere: ut cuncta nostra oratio et operatio a te semper incipiat et per te coepta finiatur -que todo o nosso dia, a nossa oração e o nosso trabalho, ganhem a sua força e comecem sempre em Vós, Senhor, e que tudo o que começamos por Vós chegue ao seu termo11.Se Jesus Cristo, a quem constituímos como centro da nossa existência, estiver naraiz de tudo o que fazemos, ser-nos-á cada vez mais natural aproveitar todas aspausas que surgem em qualquer trabalho para que essa "música de fundo" se transforme numa autêntica canção. Ao mudarmos de atividade, ao pararmos com o carro diante do sinal vermelho de um semáforo, ao finalizarmos o estudo de uma matéria,enquanto não conseguimos uma ligação telefônica, ao devolvermos as ferramentasao seu lugar..., aflorará essa jaculatória, esse olhar a uma imagem de Nossa Senhora ou ao Crucifixo, um pedido sem palavras ao Anjo da Guarda, que nos hão de reconfortar por dentro e nos hão de ajudar a prosseguir os nossos afazeres.Como o amor é engenhoso, saberemos descobrir alguns "expedientes humanos", alguns lembretes, que nos ajudem a não esquecer que temos de ir para Deus através dascoisas humanas. "Coloca na tua mesa de trabalho, no teu quarto, na tua carteira
 
..., uma imagem de Nossa Senhora, e dirige-lhe o olhar ao começares a tua tarefa, enquanto a realizas e ao terminá-la. Ela te alcançará - garanto! - a força necessária para fazeres, da tua ocupação, um diálogo amoroso com Deus"12.(1) Mc 1, 14-20; (2) Jo 1, 35-42; (3) Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, Quadrante, São Paulo, 1975, n. 45; (4) Josemaría Escrivá, Sulco, Quadrante, São Paulo, 1987, n. 498; (5) Mc 7, 37; (6) cfr. J. L. Illanes, A santificação do trabalho, 2ª ed., Quadrante, São Paulo, 1982, págs. 70 e segs.; (7) Josemaría Escrivá,Sulco, n. 495; (8) cfr. R. Gómez Pérez, La fe y los días, 3ª ed., Palabra, Madrid, 1973, págs. 107-110; (9) Josemaría Escrivá, Carta, 15-X-1948; (10) Enchiridion indulgentiarum, Tip. Poliglota Vaticana, Roma, 1968, n. 1; (11) cfr. S. Canals, Reflexões espirituais, 2ª ed., Quadrante, São Paulo, 1988, pág. 98; (12) Josemaría Escrivá, Sulco, n. 531.TEMPO COMUM. PRIMEIRA SEMANA. TERÇA-FEIRA2. FILHOS DE DEUS-O sentido da filiação divina define o nosso dia.-Algumas conseências: fraternidade, atitude perante as dificuldades, confiança na oração.-Co-herdeiros com Cristo. A alegria, uma antecipação da glória que o devemos perder por causa das contrariedades.I. "EU, PORÉM, fui constituído por Ele rei sobre Sião, seu monte santo, para promulgar a sua Lei. Disse-me o Senhor: Tu és meu filho, eu te gerei hoje (Ps II, 6-7). A misericórdia de Deus Pai deu-nos por Rei o seu Filho [...]. Tu és meu filho: o Senhor dirige-se a Cristo e dirige-se a ti e a mim, se estamos decididos aser alter Christus, ipse Christus, outro Cristo, o próprio Cristo"1; e isso é oque pretendemos, apesar das nossas fraquezas: imitar Cristo, identificar-nos com Ele, ser bons filhos de Deus ao realizarmos o nosso trabalho e as tarefas normais de todos os dias.No domingo passado, contemplávamos Jesus que ia ter com João, como um entre tantos, para ser batizado no Jordão. O Espírito Santo pousou sobre Ele e ouviu-se avoz do Pai: Tu és o meu Filho muito amado2. Jesus Cristo é, desde sempre, o Filho Único de Deus, o Amado: nascido do Pai antes de todos os séculos [...], gerado, não criado, consubstancial ao Pai, por quem todas as coisas foram feitas, talcomo confessamos no Credo da Missa. Em Cristo e por Cristo - Deus e Homem verdadeiro - fomos feitos filhos de Deus e herdeiros do Céu.Ao longo do Novo Testamento, a filiação divina ocupa um lugar central na pregação da boa nova cristã, como uma realidade bem expressiva do amor de Deus pelos homens: Vede que grande amor nos mostrou o Pai em querer que sejamos chamados filhos de Deus; e nós o somos realmente3. O próprio Jesus Cristo mostrou com muita freqüência esta verdade aos seus discípulos: de um modo direto, ensinando-os a dirigir-se a Deus como Pai4, indicando-lhes a santidade como imitação filial5; e também através de numerosas parábolas em que Deus é representado como pai. É-nosparticularmente familiar a figura do nosso Pai-Deus na parábola do filho pródigo.Pela sua infinita bondade, Deus criou e elevou o homem à ordem sobrenatural paraque, com a graça santificante, pudesse penetrar na intimidade da Santíssima Trindade, na vida do Pai, do Filho e do Espírito Santo, sem destruir, sem forçar asua própria natureza de criatura. Mediante este precioso dom6, constituiu-nos seus filhos; a nossa filiação não é um simples título, mas uma elevação real, umatransformação efetiva do nosso ser mais íntimo. Por isso, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher [...], a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, posto que sois filhos, enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clam

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