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A FAMÍLIA NA ATUALIDADE

A FAMÍLIA NA ATUALIDADE

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A FAMÍLIA NA ATUALIDADE
Aline Capelli VargasProf.ª Daniela Regina da Silva
Centro Universitário Leonardo Da Vinci – UNIASSELVILicenciatura/Pedagogia (PED 7481) - Psicologia Geral e do Desenvolvimento03/12/2008
RESUMO
 No presente trabalho faz-se um resumo da importância política da família e da sua influência naadministração pública. Segue-se discorrendo sobre os direitos a diferentes estruturas familiaresque não estejam fundadas apenas na diferenciação sexual. Por fim traça-se um breve histórico daevolução da família ocidental.
Palavras-chave: Família; Conjugalidade; Pai.
1 INTRODUÇÃO
A família é a união de seres numa comunidade onde se busca atender as necessidades dosindivíduos. Surgiu como um núcleo donde os homens podiam atuar na esfera pública. O homemcuidava do indivíduo; a mulher, da espécie. O conceito de poder e dominação, como se concebehoje em dia, nasceu na família e fluiu para a sociedade.As estruturas familiares se diversificaram, mas ainda persiste um modelo dominante:conjugal heterossexual que visa à procriação. As mudanças ocorrem em vários níveis, tanto nafunção, na formação quanto nas estruturas.A família ocidental vem passando por diversas modificações, desde o modelo centrado num poder patriarcal incontestável, passando pelo modelo econômico até o atual modelo firmado naafetividade e na duração desse afeto.
2 A FAMÍLIA POLÍTICA
A família, como entidade da esfera de vida privada, separada da vida pública, surgiu na antigaGrécia. Pois, para participar dos negócios do mundo, o homem precisava ter uma base, um lugar que lhe pertencesse, fazendo com que a
 polis
considerasse sagrado os limites de sua propriedade.
 
A esfera da família é aquela onde se vivia junto compelido pelas suas necessidades e carências, pois “[...] era só no lar que o homem se empenhava basicamente em defender a vida e asobrevivência.” (ARENDT, 2001, p.45). A companhia de outros é necessária tanto na manutençãoda vida do indivíduo quanto da sobrevivência da vida enquanto espécie. A família era o local desuprimento: todas as atividades exercidas no lar se voltam para atender as necessidades dacomunidade familiar. Assim, ao homem cabia a manutenção individual, através da provisão dealimentos; à mulher cabia a manutenção da espécie através do parto e do cuidado da prole.A influência da estrutura familiar na política se deve ao fato da administração doméstica ter setornado de interesse à coletividade, pois segundo Arendt (2001, p.41) “todo conceito de domínio ede submissão, de governo e de poder [...], bem como ordem regulamentada que os acompanha,eram tidos como pré-políticos, pertencentes à esfera privada, e não à esfera pública.”. O lar podiaser considerado como local de profunda desigualdade nas relações.
3 A ORGANIZAÇÃO DA FAMÍLIA
Atualmente, a sociologia não define a família normal - pai, mãe e seus filhos – como opostaà família homossexual. Gays e lésbicas questionam a validade do axioma sobre a diferença sexual,entre masculino e feminino ser o único fundamento para o desejo, a sexualidade e a família. Muitaslutas políticas ocorrem nesse cenário porque há quem acredite que a única concepção de família possível é aquela “[...] fundada na heterossexualidade monogâmica aberta à reprodução que se pretende universal e absoluta [...]” (MELLO, 2006, p. 500). Esse modelo é muito forte e estáenraizado na imaginação da sociedade, de modo que complica o surgimento de novos modos devida. Deve-se considerar também que existe uma hierarquia dos atos sexuais, onde osheterossexuais reprodutores casados ocupam o topo da pirâmide erótica e dispõem de mais “termosde reconhecimento de saúde mental, respeitabilidade, legalidade, mobilidade física e social, apoioinstitucional e benefícios materiais.” (MELLO, 2006, p. 500)Desde os anos 90 as relações amorosas e familiares passaram a ser fonte de pesquisa e daísurgiu a necessidade de garantir os direitos de reprodução a todos os indivíduos e à diversidade dasformas de família (diversidade habitacional). A ética que se fundamenta nos princípios dadiversidade sexual, da saúde, da autonomia para tomar decisões e da eqüidade de gênero fomentauma visão positiva dos direitos sexuais. (MELLO, 2006)2
 
A família vem passando por transformações em três níveis. Primeiro não é mais apenasunidade reprodutiva. Em segundo, a crescente autonomia e a individuação feminina fragilizaram o poder do patriarcado. Por último, sexo, conjugalidade e procriação não estão necessariamenteunidos. Nas últimas décadas, foram traçadas cinco tendências na formação, estrutura e função dafamília:
1) elevação da idade média das mulheres em seu primeiro casamento e no primeiro parto,o que tem retardado a formação de novas famílias; 2) diminuição do tamanho das famíliase dos lares; 3) aumento das responsabilidades financeiras dos pais, que passam a ter dependentes mais jovens e também mais velhos; 4) elevação do número de lares chefiados por mulheres; e 5) maior participação das mulheres no mercado de trabalho formal emodificação na balança de responsabilidade econômica nas famílias.
 
(MELLO, 2006, p.502)
A dinâmica dos arranjos conjugais e parentais é muito heterogênea e frágil, pois são muitasas famílias sem casais ou em condições especiais como no caso de idosos, gravidez na adolescência,homossexuais. Até porque a unidade familiar histórica básica é formada pela mãe e seus filhos, enão necessariamente dos cônjuges e seu filhos. Em diferentes épocas e culturas o casamento, afiliação e a residência tem se combinado de diversos modos. “A família não está em xeque comoinstituição fundante da vida social, mas o que se coloca na ordem do dia é a necessidade dereconhecer sua diversidade, a partir de diferenciados sistemas de poder.” (MELLO, 2006, p. 503)
4 A EVOLUÇÃO DA FAMÍLIA
A família ocidental inicialmente era tradicional cuja preocupação principal era a transmissãodo patrimônio. O pai era a encarnação de Deus, herói e guerreiro, e sua autoridade não podia ser contestada. Num segundo momento a família é a personificação do amor romântico, e o pai éinspirado no Deus do Novo Testamento, amoroso, tolerante e respeitado, mas também destituído de parte de sua masculinidade pela compaixão. A família moderna está fundamentada no amor e no prazer, é atemporal, sua duração está vinculada à duração do amor e do prazer. (RODRIGUES,2005)Entre o segundo e o terceiro momento o pai, ao perder seu lugar de soberano fortaleceu seu papel na economia e
[...] forma-se então a família econômico-burguesa, que se fundamenta na autoridade domarido, na subordinação das mulheres e na dependência dos filhos. [...] não é mais umaautoridade despótica; sua força é regulamentada pela lei do Estado [...]. O Estado passaassim a acompanhar e intervir na vida familiar, em virtude da importância econômica que
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Bernardina Fernandes added this note|
muito bom....
Maiara de Picoli added this note|
que linda
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