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Simulação de um Reator em Leito Fixo para Incineração de Resíduos da Indústria Coureiro-Calçadista

Simulação de um Reator em Leito Fixo para Incineração de Resíduos da Indústria Coureiro-Calçadista

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A indústria coureiro-calçadista gera uma significativa quantidade de resíduos. De modo que uma alternativa eficaz para destino destes resíduos é sua incineração, que assim reduz substancialmente o seu volume final e estabiliza componentes considerados perigosos. Por conseguinte, isto vai ao encontro dos novos desafios na busca de fontes de energias alternativas pelo fato da combustão destes resíduos ser bastante convidativa em função do seu alto poder calorífico. O presente estudo está consolidado na análise de uma planta piloto para processamento de resíduos de couro concebida a partir de uma parceria entre órgãos de pesquisa e empresas privadas. Dois modelos matemáticos, um rigoroso e outro simplificado, são apresentados para representar fenomenologicamente a etapa de gaseificação do sistema de incineração da planta piloto. O sistema de incineração é constituído por reatores de gaseificação e oxidação, sendo a etapa de gaseificação fundamental para caracterização da carga térmica gerada. O modelo rigoroso considera a cinética química e os fenômenos de transferência envolvidos; já o modelo simplificado, limita-se a um modelo de equilíbrio químico e termodinâmico do sistema. Em torno disto, por fim, a maximização da eficiência da planta piloto através da variação de parâmetros de operação da mesma é alcançada.
A indústria coureiro-calçadista gera uma significativa quantidade de resíduos. De modo que uma alternativa eficaz para destino destes resíduos é sua incineração, que assim reduz substancialmente o seu volume final e estabiliza componentes considerados perigosos. Por conseguinte, isto vai ao encontro dos novos desafios na busca de fontes de energias alternativas pelo fato da combustão destes resíduos ser bastante convidativa em função do seu alto poder calorífico. O presente estudo está consolidado na análise de uma planta piloto para processamento de resíduos de couro concebida a partir de uma parceria entre órgãos de pesquisa e empresas privadas. Dois modelos matemáticos, um rigoroso e outro simplificado, são apresentados para representar fenomenologicamente a etapa de gaseificação do sistema de incineração da planta piloto. O sistema de incineração é constituído por reatores de gaseificação e oxidação, sendo a etapa de gaseificação fundamental para caracterização da carga térmica gerada. O modelo rigoroso considera a cinética química e os fenômenos de transferência envolvidos; já o modelo simplificado, limita-se a um modelo de equilíbrio químico e termodinâmico do sistema. Em torno disto, por fim, a maximização da eficiência da planta piloto através da variação de parâmetros de operação da mesma é alcançada.

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05/09/2014

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SULSeminário do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química
 
VI-Oktober Fórum
PPGEQ
23, 24 e 25 de outubro de 2007
SIMULAÇÃO DE UM REATOR EM LEITO FIXO PARA INCINERAÇÃO DE RESÍDUOS DAINDÚSTRIA COUREIRO-CALÇADISTA
Rodolfo Rodrigues
1
, Argimiro R. Secchi
1
, Nilson R. Marcílio
2
, Marcelo Godinho
2
1
Grupo de Integração, Modelagem, Simulação, Controle e Otimização de Processos (GIMSCOP)
2
Laboratório de Processamento de Resíduos (LPR)Departamento de Engenharia Química, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)R. Eng. Luis Englert, s/n. Campus Central. CEP: 90040-040 - Porto Alegre - RS - BRASIL,E-MAIL: {rodolfo, arge, nilson, godinho}@enq.ufrgs.br
 Palavras Chaves
:
reator de leito fixo, resíduos de couro, simulação
 
 Resumo:
 A indústria coureiro-calçadista gera uma significativa quantidade de resíduos. De modo que umaalternativa eficaz para destino destes resíduos é sua incineração, que assim reduz substancialmente o seuvolume final e estabiliza componentes considerados perigosos. Por conseguinte, isto vai ao encontro dos novosdesafios na busca de fontes de energias alternativas pelo fato da combustão destes resíduos ser bastanteconvidativa em função do seu alto poder calorífico. O presente estudo está consolidado na análise de uma planta piloto para processamento de resíduos de couro concebida a partir de uma parceria entre órgãos de pesquisa e empresas privadas. Dois modelos matemáticos, um rigoroso e outro simplificado, são apresentados para representar fenomenologicamente a etapa de gaseificação do sistema de incineração da planta piloto. Osistema de incineração é constituído por reatores de gaseificação e oxidação, sendo a etapa de gaseificação fundamental para caracterização da carga térmica gerada. O modelo rigoroso considera a cinética química eos fenômenos de transferência envolvidos; já o modelo simplificado, limita-se a um modelo de equilíbrioquímico e termodinâmico do sistema. Em torno disto, por fim, a maximização da eficiência da planta pilotoatravés da variação de parâmetros de operação da mesma é alcançada.
1
 
I
NTRODUÇÃO
 
A indústria coureiro-calçadista gera umasignificativa quantidade de resíduos de couro(biomassa). Estes resíduos gerados sãoconsiderados perigosos devido à presença decromo, oriundo do sal utilizado no curtimento daspeles.Uma alternativa eficaz para o destino destesresíduos é sua incineração o que reduzsubstancialmente o seu volume final e estabiliza afração de cromo nociva ao meio ambiente.Concomitantemente, isto vai ao encontro dos novosdesafios na busca de fontes de energias alternativaspelo fato da combustão destes resíduos ser bastanteconvidativa em função do seu alto poder calorífico.
1.1
 
Teoria da gaseificação de biomassa
Segundo Higman e Van Der Burgt (2003), agaseificação é um processo de conversãotermoquímica para se produzir, a partir decombustíveis carbonosos, um produto gasoso comum valor calórico útil que pode ser empregadocomo gás combustível ou gás de síntese paraposterior utilização. Esta definição exclui acombustão, já que nesta o produto gasoso final nãotem valor calórico residual algum. No processopodem ser usados diferentes tipos de agentes degaseificação, entre eles ar, O
2
e vapor de água.A conversão termoquímica modifica aestrutura química da biomassa por meio da altatemperatura. O agente de gaseificação permite àcorrente de alimentação ser rapidamente convertida
 
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23, 24 e 25 de outubro de 2007
a gás por meio de diferentes reações heterogêneas.O gás assim produzido contém CO
2
, CO, H
2
, CH
4
,H
2
O, traços de hidrocarbonetos, gases inertespresentes no agente de gaseificação, várioscontaminantes tais como pequenas partículas dematerial carbonoso, cinzas e alcatrões (Belgiorno
et al.
, 2003).O gás combustível produzido pode ser usadopara a produção de energia em turbinas a gás,motores ou, ainda, em caldeiras, enquanto o gás desíntese pode ser utilizado para a produção dediversas substâncias, entre elas, amônia e metanol(Godinho, 2006).As razões práticas para se decidir pelagaseificação de biomassa são numerosas edependentes das condições locais. Além daatratividade da biomassa como fonte de energia,sobressaem-se as vantagens que os combustíveisgasosos apresentam, em geral, sobre os sólidos:facilidade de distribuição, alta eficiência dacombustão pelo fato de poder ser controlada, baixaemissão de poluentes e possibilidade da utilizaçãoem motores e turbinas para produzir trabalhomecânico e energia elétrica (Gómez, 1994).
1.2
 
Tecnologias empregadas em gaseificação
Segundo Godinho (2006), há atualmente doistipos fundamentais de gaseificadores: de leitofluidizado e de leito fixo.Os reatores de leito fluidizado podem serclassificados, de maneira geral, em reatores de leitofluidizado borbulhante e reatores de leito fluidizadocirculante (ou rápido). Os reatores de leitoborbulhante operam com velocidades moderadas defluidização, apresentando arraste de finos causandobaixo tempo de residência das partículas. Osreatores de leito circulante operam com velocidadesmais elevadas e recirculação de sólidos, abatidosem um ciclone localizado no seu topo.Já, dentre os gaseificadores de leito fixo,destacam-se dois tipos: contracorrente e co-corrente. No gaseificador contracorrente aalimentação é realizada no topo e o agente degaseificação é inserido na sua base. No gaseificadorco-corrente a alimentação é realizada a partir dotopo, enquanto o agente de gaseificação é inseridopela lateral ou mesmo pelo topo.Este trabalho tem por objetivo a análisefenomenológica do processo de gaseificação co-corrente de resíduos de couro em uma planta pilotocom capacidade nominal para processar 100 kg/hde resíduos e potência térmica de 350 kW, a qual seencontra instalada na Preservar Tratamento eReciclagem de Resíduos Ltda., no município deDois Irmãos (RS). Para tanto, dois modelosmatemáticos foram desenvolvidos baseados emduas diferentes abordagens e aqui tratados como:modelo rigoroso e modelo simplificado. Atravésdestes, simulações das condições reais de operaçãoda planta piloto foram realizadas buscando-se amaximização da eficiência do processo.
2
 
D
ESCRIÇÃO DO PROCESSO
 
A planta piloto é constituída de um sistemaque engloba um reator de gaseificação(gaseificador) ligado em série com um reator deoxidação (combustor). Na saída deste último tem-seum aparato constituído por um sistema de controlede poluição do ar (SCPA).O gaseificador é de leito fixo do tipo co-corrente, ou seja, o resíduo é alimentado a partir dotopo e o agente gaseificante é introduzido na partelateral do reator. Neste se verifica ainda a presençade quatro zonas distintas que são distribuídasverticalmente do topo ao fundo da grelha(Belgiorno
et al.
, 2003):1.
 
Zona de secagem: na região superior, ondeocorre a perda da umidade;2.
 
Zona de pirólise: onde ocorre a liberação domaterial volátil presente no resíduo;3.
 
Zona de reação: onde ocorre a injeção doagente gaseificante;4.
 
Zona de redução: acima da grelha, ondeocorrem as reações para formação do gáscombustível.O reator de oxidação recebe as injeções de arprimário, secundário, e terciário, para a oxidação dogás combustível produzido no gaseificador.Verifica-se a presença de quatro zonas distintas(Godinho, 2006):1.
 
Zona de combustão primária: localizadaabaixo da grelha, onde há uma expansão e oinício da combustão dos gases combustíveisprovenientes da zona de redução;2.
 
Zona de combustão secundária: há injeção dear secundário pré-aquecido pela passagematravés da grelha. Ocorre um aumento daturbulência dos gases provenientes dogaseificador objetivando o aumento daeficiência da combustão;
 
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23, 24 e 25 de outubro de 2007
3.
 
Zona de combustão terciária: há injeção de arterciário, a fim de garantir a combustãocompleta dos gases combustíveis formados nogaseificador;4.
 
Zona de combustão quaternária: destinada àetapa final da combustão.O SCPA é constituído por um ciclone, umresfriador gás-ar, um lavador Venturi, uma torrerecheada e um segundo lavador Venturi.
3
 
M
ODELAGEM DO PROCESSO
 
Para Li (2002), os modelos de gaseificação debiomassa são predominantemente divididos em doisgrupos:
cinético
e de
equilíbrio
.Modelos cinéticos tratam dos mecanismos,taxas de reações e a concentração das espéciesresultantes em qualquer ponto do tempo e espaçode um sistema. Estes modelos são em geralespecíficos para cada processo, provendoimportantes considerações relativas aosmecanismos das reações e maneiras de incrementara taxa de uma dada reação ou processo. De outraforma, os modelos de equilíbrio predizem aconversão máxima atingível e a distribuição decada espécie nas correntes de produto sujeitas àsrestrições termodinâmicas e de transferência demassa. Estes modelos não exigem detalhes dageometria do sistema e tão pouco, predizem otempo necessário para se alcançar tal equilíbrio.Por sua vez, Higman e Van Der Burgt (2003),a partir das necessidades práticas impostas,identificam dois tipos de abordagens: a do
projetista
e a do
operador
do gaseificador.Enfatizam a importância de um bom modelo serconstituído por ambas as abordagens de modo queestas características possam ser prontamenteencontradas sem que o usuário tenha que fazercálculos adicionais.De um modo geral, o projetista tem a funçãode realizar os cálculos para um limitado número decasos e, a partir destes, dimensionar a planta. Eleestará interessado nos resultados para diferentesalimentações, composições de gases, efeitostérmicos, condições de partida e parada, condiçõesótimas para entrada da alimentação e condições decontrole de processo. Já o operador tem o seuequipamento assim como o é, mas necessitaotimizar operações para alimentações, as quais sãoraramente iguais as inicialmente projetadas.Portanto ele estará mais interessado em o que sepode esperar da composição dos gases quando umaquantidade específica de biomassa e agente degaseificação é fornecida ao sistema.Portanto, para condições práticas, podemosdefinir o modelo cinético como o modelo doprojetista e, o modelo de equilíbrio como o modelodo operador.Sendo assim, para este trabalho, se realizou otratamento da etapa de gaseificação do sistema porestas duas diferentes abordagens, caracterizandodois modelos com níveis de complexidade edetalhamento diferentes de acordo com a maior oumenor necessidade e disponibilidade de dados. Apartir daqui, o modelo de equilíbrio/operador seráchamado de
modelo
 
simplificado
e o modelocinético/projetista de
modelo
 
rigoroso
.
 3.1
 
 Modelo simplificado
Dentre os modelos de equilíbrio, podem-seapontar duas abordagens:
estequiométrica
e
não-estequiométrica
, (Li
et al.
, 2001).Embora sejam essencialmente equivalentes, aabordagem estequiométrica emprega constantes deequilíbrio para as reações envolvidas (Zainal
et al.
,2001; Melgar
et al.
, 2007) enquanto a não-estequiométrica minimiza a energia livre de Gibbssujeita ao balanço de massa e restrições não-negativas (Li
et al.
, 2001; Schuster
et al.
, 2001).Jand, Brandani e Foscolo (2006), maisrecentemente, utilizaram-se das duas abordagenspara modelar um sistema de gaseificação debiomassa.No presente trabalho, desenvolveu-se ummodelo de equilíbrio estequiométrico de acordocom o proposto por Melgar
et al.
(2007), o qualassume duas importantes hipóteses:1.
 
O tempo de residência dos reagentes ésuficientemente alto para que o equilíbrioquímico seja alcançado;2.
 
Todo o carbono da biomassa é gaseificado, eassim a formação de carbono residual pode sernegligenciada.Como consideração simplificativa do modeloassume-se ainda que o sistema seja adiabático, istoé, não há perda de calor para o meio externo e queos gases do sistema seguem o comportamento degás ideal.A reação global de gaseificação pode serescrita como:

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