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Performare Acervo via Artesquema de Daniela-Labra Artigos_Performancepresentefuturo1 Stelarc

Performare Acervo via Artesquema de Daniela-Labra Artigos_Performancepresentefuturo1 Stelarc

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PERFORMANCE PRESENTE FUTURO / Textos
10
english version: 
page
105
Exoskeleton
Ljubljana, 2003
   F   o   t   o
   I   g   o   r   S    k   a    f   a   r
 
Textos / PERFORMANCE PRESENTE FUTURO
11
Questões de identidade e experiências alternadas, íntimas e involuntárias do corpo, bemcomo o escalonamento telemático da experiência, são explorados em performancesrecentes. A tecnologia é inserida e agregada. O corpo é invadido, aumentado e expandi-do. Interfaces virtuais/reais permitem que o corpo atue em espaços eletrônicos. O que setorna importante não é meramente a identidade do corpo, mas sua conectividade – nãosua mobilidade ou localização, mas sua interface. A “Escultura Estômago” é um objetoinserido na cavidade estomacal. Ele é acionado por um servo motor e um circuito lógicopreso a um cabo
flexi-drive 
. Ele abre e fecha, se expande e se retrai, possui uma luz pis-cante e emite um som de bip. O
software 
Stimbo possibilita a coreografia remota do corpousando um sistema de estimulação muscular de interface que funciona mediante o toquede tela. Na performance “Carne Fractal”, as pessoas no Centro Pompidou, em Paris, noMídia Lab de Helsink e na Conferência Portas da Percepção, em Amsterdã, puderam aces-sar e ativar o artista em Luxemburgo. O “Exosqueleto” é uma máquina andante de seispernas pneumaticamente ativada e que é acionada por meio de gestos de braço. O“Hexapode” é um robô andante de seis pernas mais dócil e flexível que, embora se pareçacom inseto, caminha como um cachorro. A “Orelha Extra” é um projeto proposto de cons-truir cirurgicamente uma orelha que, ao ser conectada a um
modem 
e a um computadorque possa ser incorporado ao espaço pessoal do usuário (
wearable computer 
), torna-seuma antena de internet, capaz de transmitir sons reais de áudio para ampliar os sons locaisouvidos pelas orelhas verdadeiras. A “Orelha Extra – Escala 1/4” é uma pequena réplicade orelha cultivada com células humanas – uma entidade viva parcial aguardando a liga-ção prostética com o corpo. O “Movatar” é um sistema de captura inversa de movimento– um avatar inteligente que será capaz de atuar no mundo real acessando e ativando umcorpo. Em performances anteriores, o artista ligou-se a dispositivos protéticos para ampli-ar o corpo. Agora, o próprio corpo torna-se uma prótese – possuído por um avatar paraatuar no mundo físico. E a “Cabeça Protética” é um agente conversacional personificadoque fala com a pessoa que o interroga, com movimentos labiais sincronizados em temporeal e expressões faciais.
ZUMBIS E CYBORGS
O corpo é uma arquitetura evolucionária que opera e que se tornaconsciente no mundo. Alterar essa arquitetura é ajustar seu grau de consciência. O corposempre foi um corpo protético, expandido por seus instrumentos e máquinas. Sempre háo perigo de o corpo agir involuntariamente e de ser automaticamente condicionado. Um
DOS ZUMBIS AOS CORPOS CYBORGS
Carne Fractal, Máquinas Quimeras e Órgãos Extras
STELARC
Stelarc
é um artista australiano que temextensivamente apresentado suas perfor-mances no Japão, na Europa e nos EstadosUnidos, incluindo música contemporânea,festivais de dança e teatro experimental. Eletem empregado instrumentos cirúrgicos,próteses, robótica, sistemas de realidadevirtual e a internet para explorar interfacesalternativas, íntimas e involuntárias com ocorpo. Desempenhou performances comuma
Terceira Mão
, um
Braço Virtual
, um
Corpo Virtual
e uma
Escultura Estomacal
.Ele tem pesquisado o corpo tanto acústicaquanto visualmente – ampliando ondascerebrais, fluxo sanguíneo e sinais muscu-lares e filmando o interior de seus pulmões,estômago e cólon, aproximadamente doismetros de espaço interno. Promoveu vinte ecinco
Suspensões
do corpo, com inserçõesna pele, em diferentes posições e situaçõesvariadas em locais remotos. Titular em Arteda Performance, Instituto de Artes, Univer-sidade de Brunel, West London, UK ePesquisador Sênior e Artista Visitante noMARCS Labs da Universidade de WesternSydney, Austrália.
 
PERFORMANCE PRESENTE FUTURO / Textos
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Zumbi é um corpo que atua involuntariamente, que não possui uma mente própria. UmCyborg é um sistema de máquina humana. Do Zumbi e do Cyborg. Porém, tememos o quesempre fomos e aquilo que já nos tornamos.
SUPERFÍCIE E SELF: DESCASCANDO A PELE
Como superfície, a pele já foi o começo domundo e, simultaneamente, os limites do self. Mas agora, expandida, perfurada e penetra-da pela tecnologia, a pele não é mais a macia e sensual superfície de um lugar ou de umatela. A pele não mais significa fechamento. A ruptura da superfície e da pele implica o desa-pare-cimento do que é dentro e do que é fora. Uma obra de arte foi inserida dentro docorpo. A “Escultura Estômago” construída para a 5ª Trienal de Escultura Australiana emMelbourne, cujo tema era trabalhos em lugares específicos, foi inserida 40 centímetros den-tro da cavidade estomacal. Não como um implante protético, mas como uma adição estéti-ca. O corpo é experimentado como oco, sem distinções significativas entre espaços públi-cos, privados e fisiológicos. O corpo oco torna-se o hospedeiro, não de um self, mas sim-plesmente de uma escultura. Como interface, a pele é obsoleta. A significância do
cyber 
bempode residir no ato do corpo descascando sua pele. Subjetivamente, o corpo experimenta asi mesmo como um sistema mais exterior, em vez de uma estrutura encapsulada. O self passaa se situar além da pele. É em parte por meio dessa exteriorização que o corpo se torna vazio.Esse vazio, porém, não ocorre pela carência, mas sim pela exteriorização e pela expansão desuas capacidades, sua nova antena sensorial e seu funcionamento cada vez mais remoto.
CARNE FRACTAL
Considere um corpo que pode exteriorizar sua consciência e ação paraoutros corpos ou partes de corpos em outros locais. Uma entidade operacional alternadaespacialmente distribuída, mas eletronicamente conectada. Um movimento que você ini-cia em Melbourne será deslocado e manifestado em outro corpo em Roterdã. Uma cons-
Spin Suspension
Nishinomiya, 1987
   F   o   t   o
   H   e    l   m   u   t   S   t   e    i   n    h   a   u   s   s   e   r

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