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HQ - História dos Quadrinhos

HQ - História dos Quadrinhos

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Quadrinhos

Pré-História – A origem dos quadrinhos remonta à pintura rupestre da Pré-História. Desenhos que mostram aventuras de caça são encontrados nas grutas de Lascaux, na França, e Altamira, na Espanha. Século IV a.C. – Hieróglifos e desenhos contando a vida dos faraós aparecem em baixos-relevos egípcios. Séculos V a XIII– Narrativas figuradas são comuns à via-sacra, aos estandartes chineses, às tapeçarias medievais e aos vitrais
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Pré-História – A origem dos quadrinhos remonta à pintura rupestre da Pré-História. Desenhos que mostram aventuras de caça são encontrados nas grutas de Lascaux, na França, e Altamira, na Espanha. Século IV a.C. – Hieróglifos e desenhos contando a vida dos faraós aparecem em baixos-relevos egípcios. Séculos V a XIII– Narrativas figuradas são comuns à via-sacra, aos estandartes chineses, às tapeçarias medievais e aos vitrais

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12/04/2012

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Quadrinhos
Pré-História – A origem dos quadrinhos remonta à pintura rupestre da Pré-História.Desenhos que mostram aventuras de caça são encontrados nas grutas de Lascaux, naFrança, e Altamira, na Espanha.Século IV a.C. – Hieróglifos e desenhos contando a vida dos faraós aparecem embaixos-relevos egípcios.Séculos V a XIII– Narrativas figuradas são comuns à via-sacra, aos estandarteschineses, às tapeçarias medievais e aos vitrais góticos.Século XIV – Ilustrações européias introduzem os filactérios – faixas com palavrasescritas junto à boca dos personagens –, considerados a gênese dos balões. No séculoXIX o texto passa a acompanhar sistematicamente o desenho.Século XIX – Os precursores dos quadrinhos são o suíço Rudolf Töpffer, com M.Vieux-Bois (1827), o alemão Wilhelm Busch, com Max e Moritz (Juca e Chico, 1865), e ofrancês Christophe, pseudônimo de Georges Colomb, com A Família Fenouillard(1889). Esses pioneiros aliam a literatura ao desenho e, freqüentemente, exibemsituações cômicas. As primeiras histórias apresentam desenhos divididos em quadrosacompanhados de legendas, que dão continuidade às ações.1895 – O norte-americano Richard Felton Outcault desenha The Yellow Kid (O MeninoAmarelo), o primeiro personagem fixo semanal, publicado aos domingos, em cores, no jornal New York World. Outcault é o introdutor da ação fragmentada e seqüenciada.1897 – Onomatopéias e sinais gráficos aparecem nas aventuras de Os Sobrinhos doCapitão, de Rudolph Dirks.1905 –Little Nemo in Slumberland, de Winsor McCay, inova na utilização das cores.Com traços surrealistas, conta a história de um garoto sonhador. Os enquadramentospanorâmicos, as perspectivas arquitetônicas e os jogos de cortes e seqüênciasprenunciam o cinema de vanguarda.1907 – Bud Fischer convence os editores a publicarem diariamente as tiras da duplaMutt e Jeff. Até então restritas aos suplementos dominicais, as tiras conquistam os jornais diários.Décadas de 10 e 20 – O sucesso dos quadrinhos leva ao controle dos direitos depublicação por corporações, cuja principal função é centralizar e distribuir as histórias a jornais e revistas. O proprietário do New York Journal, William Hearst, cria a KingFeatures Syndicate, em 1912, e passa a distribuir os comics por todo o mundo. Nessaépoca, alguns autores tentam intelectualizar suas histórias, como George Herriman,com o poético Krazy Kat (1913) – primeira narrativa sobre gatos e ratos, e GeorgeMcManus, com Pafúncio e Marocas (1913), que mostra conflitos familiares. GasolineAlley, criação de Frank King, em 1919, inova ao mostrar personagens que crescem eenvelhecem. Nos anos 20, o cinema influencia os comics, que passam a ter cortes
 
rápidos, angulação variada e ação seriada dos episódios. O Gato Félix (1923), de PatSullivan, e Mickey Mouse (1929), de Walt Disney, migram do desenho animado para osquadrinhos.Década de 30 – No final dos anos 20 e início dos 30, as histórias, até então marcadaspor personagens infantis e aspectos cômicos, passam a investir nas tramas deaventura. Surgem heróis como Tintin (1929), Popeye (1929), Buck Rogers (1929),Dick Tracy (1931), Mandrake (1934) e Fantasma (1936). Destacam-se Alex Raymond,com Flash Gordon e Jim das Selvas, ambos de 1934, e Hal Foster, com Tarzan (1929),baseado na história de Edgar Rice Burroughs, e O Príncipe Valente (1937). As revistasem quadrinhos, que surgem em 1934, consolidam-se com as histórias de super-heróis,como Super-Homem (1938), de Joe Shuster e Jerry Siegel, e Batman (1939), de BobKane. Em contrapartida surge The Spirit (1940), herói sem superpoderes, criado porWill Eisner. A utilização de fusões, cortes, ângulos insólitos e o uso de sombrasrevolucionam a linguagem dos quadrinhos.Além das aventuras, outros gêneros também ganham espaço. Surgem protagonistasfemininas, como Betty Boop (1931), de Max Fleischer, e Jane (1932), de Norman Pett,que introduzem elementos eróticos nas histórias. Henry (Pinduca, 1932), o meninocareca e sem boca de Carl Anderson, é precursor dos personagens mirins. Al Capprevoluciona com Li’l Abner (Ferdinando, 1934), que satiriza o "american way of life".Deboche e sexo explícito aparecem nas dirty comics, revistas clandestinas escritas porautores anônimos.Décadas de 40 e 50 – Com a II Guerra Mundial, a produção de quadrinhos entra emcrise. O renascimento ocorre na Bélgica, com Lucky Luke (1946), de Maurice Bevère eRené Goscinny, sátira às histórias de caubóis, e na França, em 1959, com Asterix, deGoscinny (1926-1977) e Albert Uderzo (1927-). Nos Estados Unidos, a rigorosacensura do período macarthista (1950-1954) paralisa a indústria dos comics. A reaçãoacontece na tira Pogo (1948), em que animais contestam os seres humanos, e narevista Mad (1952), com seu humor debochado. Nessa época, Charles Schulz (1922-),chamado de "o Freud dos comics", consagra-se com Peanuts (Minduim, 1950).Década de 60 – Ao lançar o Quarteto Fantástico, em 1961, pela editora Marvel Comics,Stan Lee renova o conceito de super-herói. Os personagens passam a apresentarfraquezas humanas, que os aproximam do leitor, como o Surfista Prateado (1961),Homem-Aranha (1962), Hulk (1962) e X-Men (1963). Paralelamente, surge nova safrade heroínas femininas, como a intelectual Mafalda (1964), do argentino Quino. Acompilação das aventuras de Barbarella (1962), do francês Jean-Claude Forest, marcao começo das graphic novels, álbuns de grande apuro gráfico, que abre um filão adultono mercado. Nessa linha também está a fotógrafa Valentina (1965), do italiano GuidoCrepax. Robert Crumb (1943-), criador de Fritz the Cat (1965), lidera o movimentodas revistas undergrounds, que misturam sexo, drogas e política, ao lado de GilbertShelton, de Freak brothers (1967).Década de 70 – A recessão econômica que tem início em 1973, em função da crise dopetróleo, provoca queda nos títulos. Algumas criações isoladas se destacam, como oviking Hagar, o Horrível (1973), de Dik Browne, o gato Garfield (1978), de Jim Davis,e Corto Maltese (1970), de Hugo Pratt, que inaugura o romance em quadrinhos. JeanGiraud – que cria o western Tenente Blueberry na década de 60 – adota o pseudônimode Moebius, e passa a tratar de temas fantásticos e poéticos.Década de 80 – Os quadrinhos atingem cada vez mais o público adulto. As edições
 
tornam-se mais luxuosas e as histórias mais violentas. Nos Estados Unidos destacam-se o judeu sueco Art Spiegelman, com Maus (1982), Bill Watterson, com Calvin(1984), e Frank Miller, com Cavaleiro das Trevas (1985). Os ingleses Neil Gaiman, comSandman (1985) e Alan Moore – autor de Watchmen (1988) e Batman: a Piada Mortal(1989), entre outros – revelam-se grandes roteiristas. Os japoneses tornam-se maisconhecidos no mercado ocidental e aparecem como os maiores produtores econsumidores de histórias em quadrinhos, ao lado dos Estados Unidos. O Lobo Solitário(1980), de Kazuo Koike, e Akira (1986), de Katsushiro Otomo, alcançam grandesucesso. Têm destaque os italianos Paolo Serpieri, Gaetano Liberatore, VittorioGiardino e o espanhol Jordi Bernet. Na América Latina sobressaem as obras dosargentinos José Muñóz, Carlos Sampayo e Carlos Trillo, e do uruguaio Alberto Breccia.Década de 90 – Apesar da crise econômica, os mercados norte-americano e japonêsconsolidam-se. Usagi Yojimbo, criado em 1986 no Japão por Stan Sakai, faz sucessonos Estados Unidos. Na Alemanha, os gays ganham espaço com a comédia O HomemIdeal (1993), de Ralph König, que se transforma em filme. Autor da série de álbunsSin City (Cidade do Pecado, 1996), com histórias que tratam de sexo e violência, FrankMiller é considerado o grande destaque da década. A violência também é o tema deBalas Perdidas (1998), de David Laphan. Cidade de Vidro (1998) do escritor PaulAuster é ilustrada por David Mazzucchelli. Outros destaques são No Coração daTempestade (1991), de Will Eisner; Wild C.A.T.S., de Jim Lee (1994), Marvels (1995),de Kurt Busiek e Alex Ross; e Bone (1996), de Jeff Smith.
 
Quadrinhos no Brasil
Século XIX, radicado no Brasil, inicia as novelas ilustradas com As Aventuras de NhôQuim, publicadas na revista Vida Fluminense. Na década seguinte funda a RevistaIlustrada, na qual desenvolve As Aventuras de Zé Caipora (1876).1905 – Surge O Tico-Tico, a primeira revista infantil brasileira a publicar história emquadrinhos, lançada pelo jornalista Luís Bartolomeu de Souza e Silva. Publicada emcores, pela editora O Malho, é inspirada na revista francesa La Semaine de Suzette,cuja personagem principal recebe no país o nome de Felismina. Exceto por algumascriações nacionais – como Jujuba, de Jota Carlos; Chico Muque, de Max Yantok; eReco-Reco, Bolão e Azeitona, de Luís Sá –, a maioria dos desenhos e histórias sãoreproduções de originais estrangeiros. O mais famoso personagem, Chiquinho, é umacópia de Buster Brown, de Richard Outcault.1934 – Adolfo Aizen impulsiona a produção de quadrinhos no país ao editar oSuplemento Infantil, encarte semanal do jornal carioca A Nação. Com o sucessoalcançado, a publicação torna-se independente e adota o nome de Suplemento Juvenil.Além do primeiro personagem brasileiro a alcançar projeção nacional –RobertoSorocaba, criação de Monteiro Filho –, traz também histórias estrangeiras, como FlashGordon, Mandrake, Tarzan, Popeye e Mickey.1937 – Para concorrer com o Suplemento Juvenil, o jornalista e empresário RobertoMarinho lança o Globo Juvenil, consegue exclusividade com a King Features Syndicate(1939) e passa a publicar quase todos os grandes sucessos do concorrente. RenatoSilva, com A Garra Cinzenta, é o precursor das histórias de terror.

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