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POP_04_Final

POP_04_Final

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Published by lainegomes
A música e as novas tecnologias. O futuro do mercado fonográfico e muito mais.
Pop 4.
Elaine de Almeida Gomes
A música e as novas tecnologias. O futuro do mercado fonográfico e muito mais.
Pop 4.
Elaine de Almeida Gomes

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11/25/2013

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 P O P P O P
 
 P O P
+
velhas virgensa geração iPod a febre tecnobrega o revival do vinil cérebro eletrônicoos seminovos
 João Marce l lo Bôsco l i
  tramando o  fu turo e os rumos do mercado mus ica l.
e xc l us i vo
!
 n º  0 4 .  No ve m b ro  2 0 0 9  R $ 1 4, 9 0
 A  decadência domercadoonogco: 
agoniadeuns, alegriadeoutros.
música
mutante
 
       2
    R   E   V   I   S   T   A   P   O   P  •   N   O   V   A   S   T   E   C   N   O   L   O   G   I   A   S
       3
    R   E   V   I   S   T   A   P   O   P  •   N   O   V   A   S   T   E   C   N   O   L   O   G   I   A   S
 Deus criou a música. E o diabo (que é o pai do rock) criou a internet!Certamente esse é o raciocínio daqueles que se be-
neciavam do antigo modelo da indústria fonográ
-
 ca, na era A.D. (antes do digital). Já a imensa maioria dos consumidores de músicae alguns de seus produtores, pensam justamenteo contrário; já que a internet e seu modelo anár 
-
quico-democrático de distribuição de informações providenciou lugares na primeira la para quemquiser assistir o grande circo musical mundial.Ouvimos gente que trabalha com produção, ouvi
-
mos artistas e músicos, ouvimos fãs e consumido
-
res de música digital, ouvimos gente que trabalha pela regulamentação e quem defende o livre aces
-
so, ouvimos gente e ouvimos música. Há quem tente regulamentar, há quem viva paraachar um meio de burlar essa regulamentação. Há quem ouça, quem produza e quem ganhe di
-
nheiro com isso. Há música tocando em celulares,iPods e em fones de ouvidos ao redor do mundo.
 É sempre música. E isso é o mais importante.
 editorial
 Elaine Gomes
 NAPOP04...
CONSELHO EDITORIAL
José Alves TrigoEduardo Rocha
EDITORA-CHEFE
Elaine Gomes
DIRETOR DE ARTE
 Alex Oliveira
FOTOS
Equipe de reportagem
Divulgação
ILUSTRAÇÃO (Capa)
Sandra Pio
REPÓRTERES
 Ariane Mazza
Vinicius Gonçalves
REVISÃO
Elaine GomesClaudia Urbaniski
DIRETOR COMERCIAL
Caio Cassinelli
 POP 
Uma publicação daJR Comunicações Ltda.Redação: Rua Dom Teodosio,
444 São Paulo - 2996 6694
PARA ASSINARrevistapop@terra.com.br
04 
GARIMPO
 As últimas novidades sobre asnovas tecnologias.08 
 A GERAÇÃO iPod
Eles baixam MP3 e não enxergamnenhum problema nisto.10 
ESPAÇO DEMARCADO
O Myspace se consolida comonovo celeiro de novidades.12 
FAÇA UMA POSE!
O Youtube e as novas celebridades.
14 CAPA
 Na trilha da músicadigital: vivemos a revolução? 
 
22 
 VISIONÁRIO
João Marcello Bôscoli fala sobre a Trama Virtual e suas novas ideias.28 
 ADVOGADO DE DEFESA?
Nehemias Gueiros Jr. aponta odedo na cara do mainstream.32 
SINFONIA ROBÓTICA 
Uma nova forma de criar música.38 
FESTA COMPLETA 
Com o Móveis Coloniais de Acaju aordem é não parar!40 
 VELHAS VIRGENS
Brincando com o estereótipo de“machos-alfa”, a trupe conquista fãs.42
OS SEMINOVOS
Gorillaz tupiniquim? Conheça a maisnova banda-cartoon da internet.44 
TECNOBREGAS
 A mania que veio do Pará.46 
REVOLUÇÕES POR MINUTO
Como o Radiohead e o ArcticMonkeys revolucionaram a música.48
 ATÉ PARECEM MODERNOS
Os cabeças do Cérebro Eletrônicofalam sobre a nova indústria musical.52 
ZÉ RODRIX 
 As últimas notas de um grandemúsico.54 
SEJA UM BEATLE!
Encarne o Fab Four nos games!56 
O LADO B
Reativaram a única fábrica de vinildo país – e o hype continua!58 
EVOLUÇÃO OU REVOLUÇÃO?
Conheça a mídia SMD, criada pelosertanejo empreendedor Ralph.60 
GUIA 
Confra os últimos lançamentos
musicais comentados.63 
OPINIÃO
Uma carta para o senador Azeredo.
 P O P
 N º  0 4 .  No vem bro  2 0 0 9
J
 
comunicações
 
       4
    R   E   V   I   S   T   A   P   O   P  •   N   O   V   A   S   T   E   C   N   O   L   O   G   I   A   S
       5
    R   E   V   I   S   T   A   P   O   P  •   N   O   V   A   S   T   E   C   N   O   L   O   G   I   A   S
 
GARIMPO
c u r tas
 
Fróes:O retorno
do vinil é coisa degente cool!O Líder do grupoMundo Livre S/A e as gravadoras
Marcelo Fróes
 
é produtorcultural, publisher do tablóidemusical International Magazi-ne há 15 anos e dono do seloDiscobertas, que já lançou CDsde Zé Ramalho e Renato Russo,dentre outros. Foi responsávelpelas reedições de discografiasimportantes - como Gilberto Gil,Erasmo Carlos, Nara Leão, Viniciusde Moraes, Mutantes, RaimundoFagner e Roberto Carlos. Ele fa-lou, com exclusividade, para a POPsobre o mercado de vinil: “O vinilnunca foi embora. Simplesmentevirou uma coisa cool para osbrasileiros – fãs e colecionadores.Hoje é cool o cara ter um toca-discos e alguns vinis na sala, paratirar onda. Lá fora, principalmentena Inglaterra, todos os produtosde Paul McCartney, U2 ou Oasis,por exemplo, sempre saíram econtinuam saindo em vinil. Algunsartistas brasileiros fizeram tiragensde seus discos em vinil, mais comouma onda promocional, como EdMotta, Maria Rita, Los Hermandose Nando Reis, dentre outros. Masefetivamente não tem comovoltar a ser produto de massa”
ELAINE GOMES
Zero quatro,
líder do grupo per-nambucano Mundo Livre S/A, estácom saudade das gravadoras. Numaentrevista recente para o portalUOL, o vocalista da banda que é aprincipal expoente do movimentomangue-beat, soltou o verbo.“Percebo que, a despeito de toda aquestão do acesso democrático eda maior visibilidade que chegaramcom a internet, um fato inegávelé que a web tem desestruturadoquase todas as cadeias que seenvolvem com a digitalização, dojornalismo à música. Hoje é modacelebrar a web, dizendo que final-mente nos livramos dos malas daindústria fonográfica. Tudo bem,a indústria até tinha um aspectopredatório, mas uma coisa é vocêdefender a ausência da indústria, aausência da cadeia produtiva. Se omangue beat tivesse surgido numambiente parecido com o que rolahoje, com gravadoras em crise,talvez o mangue beat tivesse selimitado a uma ou duas comunida-des de Orkut, uma coisa de gueto.(No início dos anos 90) A Sony foia Recife, contratou o Chico Scien-ce e bancou o primeiro clipe dabanda, que rodou direto na MTV.Finalmente a indústria olhava paranós. E teve um efeito multiplica-dor forte. As pessoas esquecemisso. Hoje há uma situação semindústria, sem cadeia produtiva.Está se instalando uma religiãoda tecnologia, um fundamenta-lismo tecnológico. Fala-se muitoem economia sustentável, masna cultura não existe consumosustentável”.
 
AO
curtase certeiras
Para inglês ouvir: o Spotify éa nova sensaço na Europa.Criado por suecos, o serviço éuma espécie de rádio com umenorme acervo de músicas “ondemand”, resumindo: clicou eescutou. Por 9,90 euros por mês,os usuários tem acesso a mais de6 milhões de músicas. O modeloda empresa agradou a indústriafonográfica, que liberou umenorme acervo para o aplicativo.O Zune, MP3 player da Micro-soft, bolou uma campanha comChris Plasse, o nerd de Superbad,para viver Densel Washigton emDia de Treinamento. O curta édivertidssimo!Já imaginou o Kurt Cobainbancando o Bon Jovi? JohnnyCash cantando “Ring of Fire” noprograma do Gugu? Pois soestes deleites surreais que o Gui-tar Hero 5 proporciona. Os fs,claro, torceram o nariz.
AO
Quem diria... A cantora Lily Allen é contrao download ilegal de arquivos na internet.Eis o passado da moça: em 2005 no augedo myspace, a inglesinha soltou algumascanções no site e, ao lado do ArcticMonkeys, tornou-se um dos primeirosgrandes sucessos 2.0. Agora alavancada demusa dos internautas à popstar, ela dispara(contraditória) no seu blog: “A troca dearquivos online é legal porque é uma formade uma nova geração de fãs nos conhe-cer’. Isso é ótimo se você é um artistaestabelecido, no fim de sua carreira, comum monte de discos para atrair um novopúblico; artistas que estão começando nãotêm esse luxo.”Lily, porém, não sai em defesa das grava-doras: “Falando assim, parece que eu estouficando do lado dos donos das gravadoras.Não estou. Eles foram ingênuos e compla-centes com a nova tecnologia - e gastaramtodo o dinheiro que ganharam, em seus gor-dos salários; não com desenvolvimento daindústria. Mas à medida em que eles perdemmuito dinheiro para a pirataria, eles não vãocortar os próprios salários - eles param deinvestir em direção artística. Corte de verbaresulta numa direção artística que não podearriscar e só pode contratar artistas queeles sabem que irão funcionar. (...)”O texto foi uma resposta a um artigopublicado no jornal britânico Times, emque integrantes de bandas como Radiohe-ad, Pink Floyd e Blur (reunidos sob a siglaFeatured Artists Coalition) declararam-secontra o projeto de lei que visa instaurar,no Reino Unido, um projeto parecido aoque Nicolas Sarkozy apresentou na França,onde aquele que baixar música ilegalmentepela internet poderá ser banido da redecaso reincida na prática. Para os fãs, a pala-vra é uma só: ingratidão.
ALEX OLIVEIRA
lily allencontra o MP3
“Eu gosto disso porqueme sinto próxima dosmeus fãs e de pessoasque gostam de música.É uma forma de demo-cratizar a música. E amúsica é uma dádiva”
 A cantora Shakira sobre o download ilegal

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