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Jornada do Ateísmo à Crença: Filósofo Ex-Ateu Antony Flew Concede Entrevista a Gary Habermas

Jornada do Ateísmo à Crença: Filósofo Ex-Ateu Antony Flew Concede Entrevista a Gary Habermas

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JORNADA DO ATEÍSMO À CRENÇA
FILÓSOFO EX-ATEU ANTONY FLEW CONCEDEENTREVISTA A GARY HABERMAS
Tradução, Revisão e Edição: Eliel Vieira
Antony Flew e Gary Habermas se encontraram pela primeira vez em Fevereiro de 1985 emDallas, Texas. O encontro se tratava de uma série de debates entre teístas e ateístas, envolvendo muitosfilósofos, cientistas e acadêmicos de influência
1
.Algum tempo depois, em Maio de 1985, Flew e Habermas participaram de outro debate, destavez na
 Liberty University
, diante de uma grande platéia. O tema do debate era a ressurreição de Jesus
2
.Embora Flew fosse indiscutivelmente o filósofo ateu mais famoso do mundo na época, ele curiosa-mente recebeu a distinção de ser o filósofo a mais comentar sobre a questão dos milagres
3
. Habermasse especializou sobre o assunto da ressurreição de Jesus
4
. Desta forma o diálogo sobre a evidência his-tórica para a afirmação central do cristianismo era um ponto em comum na pesquisa de ambos.Durante os vinte anos seguintes Flew e Habermas desenvolveram uma amizade, escrevendodúzias de cartas um ao outro, se falando frequentemente e novamente debatendo sobre a ressurreição.Em Abril de 2000 eles participaram de um debate ao vivo na
 Inspiration Television Network 
, modera-
 
1
 
Christianity Challenges the University: An International Conference of Theists and Atheists
, Dallas, Texas, February 7–10, 1985, organized by Roy Abraham Varghese.
2
See Gary R. Habermas and Antony G. N. Flew,
Did Jesus Rise from the Dead? The Resurrection Debate
, ed. Terry L.Miethe (San Francisco: Harper & Row, 1987; Eugene, OR: Wipf and Stock, 2003).
3
Alguns exemplos de Antony Flew incluem
Miracles and Methodology 
, em
Hume’s Philosophy of Belief: A Study of HisFirst Inquiry 
(London: Routledge and Kegan Paul, 1961);
The Credentials of Revelation: Miracle and History 
, em
God and Philosophy 
(New York: Dell, 1966);
Miracles
, em
Encyclopedia of Philosophy 
, ed. Paul Edwards (New York:Macmillan, 1967);
The Impossibility of the Miraculous
, em
Hume’s Philosophy of Religion
, (Winston-Salem, NC: WakeForest University Press, 1985);
Neo-Humean Arguments about the Miraculous
em
In Defence of Miracles: AComprehensive Case for God’s Action in History 
, ed. R. Douglas Geivett e Gary R. Habermas (Downers Grove, IL: InterVarsity Press, 1997).
4
Alguns exemplos de Gary Habermas incluem
The Risen Jesus and Future Hope
(Lanham, MD: Rowman and Littlefield,2003);
The Historical Jesus: Ancient Evidence for the Life of Christ 
(Joplin, MO; College, 1996);
The Resurrection of  Jesus: An Apologetic 
(Grand Rapids, MI: Baker, 1980; Lanham, MD: University Press of America, 1984);
Knowing that  Jesus’ Resurrection Occurred: A Response to Stephen Davis
,
Faith and Philosophy 
(1985): 295–302;
ResurrectionClaims in Non-Christian Religions
,
Religious Studies
(1989): 167–77;
The Late Twentieth-Century Resurgence of Naturalistic Responses to Jesus’ Resurrection
, Trinity Journal 22 (2001): 179–96. Para uma abordagem mais popular daquestão, ver Habermas and Michael R. Licona,
The Case for the Resurrection of Jesus
(Grand Rapids, MI: Kregel, 2004).
 
Página | 2
do por John Ankerberg
5
. Em Janeiro de 2003 eles novamente participaram de um debate sobre aressurreição na
California Polytecchnic State University
– San Luis Obispo
6
.Durante algumas conversas telefônicas depois deste último debate, Flew confessou a Habermasque estava considerando se tornar teísta. Enquanto Flew não tinha ainda mudado sua posição, ele jásabia que certas considerações filosóficas e científicas estavam o levando a repensar alguns pontossérios. Seu ateísmo na época, ele descreveu, estava em tensão com várias questões importantes.Então, um ano depois, em Janeiro de 2004, Flew falou a Habermas que ele de fato havia setornado teísta. Embora ainda rejeitasse o conceito da revelação especial – fosse cristã, judaica ouislâmica – não obstante ele concluiu que o teísmo era verdadeiro. Nas palavras de Flew, ele sim-plesmente “seguiu as evidências para onde elas o levaram”
7
.A entrevista seguinte aconteceu no início de 2004 e foi editada por ambos os participantesdurante aquele ano. Esta discussão não-técnica procurou engajar Flew no curso de vários pontos querefletem seu movimento do ateísmo à crença
8
. O principal objetivo não foi obter os detalhes dequalquer questão em particular, então nós contornamos várias avenidas que poderiam conduzir aconversa para outros rumos. Tampouco tentamos persuadir qualquer dos participantes a quaisquerposições alternativas.Nosso único propósito foi explorar e reportar a nova posição de Flew, permitindo a ele explicarvários aspetos de sua jornada. Pensamos que isto por si só é um objetivo válido. Durante o caminho,um benefício adicional emergiu, uma vez que Flew se recordou de vários momentos de sua infância,graduação e carreira.
ENTREVISTAHABERMAS:
Tony, você recentemente me disse que passou a acreditar na existência de Deus. Vocêpoderia comentar sobre isto?
5
Gary R. Habermas and Antony G. N. Flew,
Resurrected? An Atheist and Theist Debate
, ed. John Ankerberg (Lanham,MD: Rowman and Littlefield, forthcoming).
6
O debate pode ser assistido no <http://www.veritasforum.com/talks/htm>.
7
Conversa telefônica, 9 de Setembro, 2004.
8
Ambos participantes concordaram com o título da entrevista.
 
Página | 3
FLEW:
Bem, eu não acredito no Deus de nenhuma revelação especial, embora eu esteja aberto a estapossibilidade. Mas parece a mim que a defesa de um Deus Aristotélico que possua as características depoder e inteligência, é agora muito mais poderosa do que parecia ser antes. E foi de Aristóteles queSão Tomas de Aquino buscou material para produzir suas Cinco Vias de, esperançosamente, provar aexistência de seu Deus. Aquino pegou estas fontes, suficientemente racionais, para provar (se provamalguma coisa) a existência do Deus da revelação cristã. Mas o próprio Aristóteles nunca produziu umadefinição para a palavra “Deus”, o que é um fato muito curioso. Mas este conceito ainda nos leva aosbásicos elementos das Cinco Vias. Parece a mim que da existência do Deus de Aristóteles você nãopode inferir nada sobre o comportamento humano. Assim, o que Aristóteles tinha a dizer sobre justiça(justiça, claro, como concebido pelos Pais Fundadores da república americana como oposição à“justiça social” de John Rawls
9
) era uma idéia muito humana, e ele achava que esta idéia de justiça eraque deveria governar o comportamento individual dos seres humanos em suas relações com os outros.
HABERMAS:
Você uma vez me disse que sua visão poderia ser chamada “Deísmo”. Você acha queesta seria uma designação justa?
FLEW:
Sim, absolutamente. O que deístas, como o Sr. Jefferson, que rascunhou a Declaração daIndependência americana, acreditam é que, ao mesmo tempo em que a razão, principalmente na formade argumentos do
 Design
, nos assegura que Deus existe, também não há espaço para qualquerrevelação sobrenatural ou transações entre este Deus e seres humanos.
HABERMAS:
Sendo assim você poderia comentar sua “abertura” para a noção da revelação teísta?
FLEW:
Sim. Eu estou aberto a esta possibilidade, mas sem entusiasmo para a potencial revelação deDeus. Do um lado positivo, por exemplo, eu estou muito impressionado com os comentários do físicoGerald Schoroeder sobre o primeiro capítulo de Gênesis
10
. Se o relato bíblico puder ser cientificamentedemonstrado, isto levanta a possibilidade de que se trata de uma revelação.
HABERMAS:
Você muito gentilmente disse que nossos debates e discussões influenciaram suamudança em direção ao teísmo
11
. Você mencionou que esta influência inicial contribuiu em parte paraseu argumento de que os esforços naturalistas nunca tiveram sucesso em produzir “uma conjecturaplausível de como qualquer destas moléculas complexas puderam ter se envolvido sendo entidades
9
John Rawls,
 A Theory of Justice
(Cambridge, MA: Harvard University Press, 1971)
10
Gerald L. Schroeder,
The Science of God: The Convergence of Scientific and Biblical Wisdom
(New York: BroadwayBooks, 1998).
11
Carta de Antony Flew, de 9 de Novembro de 2000.

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