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Metodologias utilizadas pelos professores de educação fisica escolar para inclusão de crianças com necessidades especiais

Metodologias utilizadas pelos professores de educação fisica escolar para inclusão de crianças com necessidades especiais

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ARTIGO
Metodologias utilizadas pelos professores de educação fisica escolarpara inclusão de crianças com necessidades especiais.
Tatiane Silva
Discente do Instituto Adventista de São Paulo – IASP - Hortolândia
Rita de Fátima da Silva
Professora do Instituto Adventista São Paulo; Mestre em Atividade Física, Adaptação e Saúde;Doutoranda FEF/UNICAMP
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre a inclusão de criançascom necessidades especiais nas aulas de educação física. Sabemos que hávárias maneiras de fazer inclusão destas crianças de forma que elasparticipem das aulas. Analisamos as intervenções metodológicas utilizadaspelos professores de educação física para que haja uma inclusão das criançascom necessidades especiais. Várias situações levam os professores a pensarque não têm como inserir estas crianças. Desta forma observamos asquestões que envolvem a exclusão na escola e identificamos as intervençõesmetodológicas utilizadas pelos professores. Realizamos uma pesquisa decunho qualitativo onde utilizamos questionário com perguntas abertas efechadas para os diretores e professores.Palavras chaves : Educação Física; Inclusão ; Pessoas com necessidadesespeciais ; Intervenção metodológica.
Abstract
This paper aims to reflect on the inclusion of children with special needs inphysical education classes. We know there are several ways to make inclusionof these children so that they involved classes. I reviewed the speechesmethodology used by teachers of physical education to have an inclusion of children with special needs. Several situations lead teachers who do not haveto think how to insert these children. Thus observe the issues involving theexclusion in school and identify the methodological interventions used byteachers. We conducted a search of quality seal used a questionnaire withquestions open and closed for principals and teachers.Keywords: Fitness School; Inclusion; People with Special Needs; InterventionMethodology
Movimento & Percepção, Espírito Santo do Pinhal, SP, v. 10, n. 14, Jan./jun. 2009– ISSN 1679-8678
 
 
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Introdução
Em muitos aspectos, a problemática da deficiência reflete a maturidade humanae cultural de uma comunidade. Há implicitamente umas relatividades culturais, queestão na base do julgamento que distingue entre “deficiente” e “não-deficiente”. “Essa relatividade obscura, tênue, sutil e confusa, procura de alguma forma “afastar” ou “excluir” os “indesejáveis”, cuja presença “ofende” “perturba” e “ameaça” a ordem social “(FONSECA, 1997, p. 15).Através deste estudo, estivemos abordando questões que nos levaram aafirmar que quando o professor é capacitado e/ou tem boa vontade para trabalharcom estas crianças não existe exclusão tanto em escolas municipais, estaduais comoem escolas particulares, sendo que a metodologia dos professores de educação físicaé muito importante para a não exclusão das crianças com necessidades especiais nasescolas.Para tanto tivemos como objetivo geral identificar as metodologias utilizadaspelos professores para inclusão de crianças com Necessidades Especiais na EducaçãoFísica e especificamente analisar as questões que envolvem a exclusão na escola.Todos possuímos limites e características diferentes, temos que respeitar cadaser humano do jeito que ele é e esta questão se torna muito mais significante nanossa vida quando aprendida na infância.
Inclusão Educacional
Inclusão é o termo que se encontrou para definir uma sociedade queconsidera todos os seus membros como cidadões legítimos. (MANTOAN,1997; p. 47).
A Inclusão Escolar depende antes de tudo de um reconhecimento humilde porparte da Família, Escola e Sociedade a uma necessidade de se educar a si mesmo,antes de criar técnicas, estratégias ou métodos.Para que haja inclusão é necessário modificar o entendimento que as pessoastêm sobre o assunto. Esta tem como princípios:
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Aceitação das diferenças individuais;
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Valorização de cada pessoa;
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Convivência dentro da diversidade humana, a aprendizagem da cooperação;
O movimento da inclusão social começou incipientemente na segundametade dos anos 80 nos países mais desenvolvidos tomou impulso nadécada de 90 também em países em desenvolvimento e vai sedesenvolver fortemente nos primeiros 10 anos do século 21 envolvendotodos os países. (SASSAZI, 1997; p.17).
Acreditamos que quanto mais sistemas comuns da sociedade adotarem ainclusão, mais cedo se completará a construção de uma verdadeira sociedade paratodos – a sociedade inclusiva, pois o problema não está na deficiência e sim nadesvantagem social que estas crianças sofrem por serem rotuladas, como se nãotivessem capacidade de levar a vida como as outras. Entendemos que a falta deinformação e capacitação sistematizadas sobre essa questão dificulta a superação dosinúmeros problemas enfrentados por essas pessoas.
Em junho de 1994, a Unesco realizou em Salamanca, Espanha umgrande congresso sobre “Educação para Todos”, a que compareceramautoridades e professores de muitos países. Ficou decidido, na ocasião,a inclusão de crianças com necessidade especial em escolas comuns,sendo essa uma obrigação de todos os Governos, incluindo o do Brasil.(MANTOAN, 1997; p.92).
 “Educação inclusiva é uma atitude de aceitação das diferenças não uma simplescolocação em sala de aula” (SASSAKI, 1997; p.122).Nos dias atuais acontecem com muita freqüência situações do tipo: criançascom alguma necessidade especial é inserida em salas de aula onde sãoacompanhadas por uma professora ou ajudante que fica o tempo todo ao seu ladorealizando tarefas diferentes das que são passadas para o restante da sala, estascrianças ficam totalmente isoladas uma vez que a metodologia utilizada é deexclusão.Mantoan (1997; p.123) ressalta;
A formação de professores para a inclusão escolar de deficientes nãopode restringir a fazê-los conscientes das potencialidades dos alunos,mas também de suas próprias condições para desenvolver o processo deensino inclusivo. Estas condições dizem respeito aos conhecimentospedagógicos e aos domínios da metacognição, pois implicam nodesenvolvimento da capacidade de auto regular e de tomar consciênciada atividade de ensinar, tais como planejar as aulas ministrá-las eavaliar seus efeitos nos alunos.
Sabemos que, de maneira geral, alguns professores são bastante resistentes àsinovações educacionais, ainda mais quando os mesmos não têm conhecimento noassunto, a tendência é se refugiarem no impossível, considerando a proposta válida,porém utópica.
Movimento & Percepção, Espírito Santo do Pinhal, SP, v. 10, n. 14, Jan./jun. 2009– ISSN 1679-8678

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