Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
11Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO DA ÁREA DE ALTAS HABILIDADES

PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO DA ÁREA DE ALTAS HABILIDADES

Ratings: (0)|Views: 1,832 |Likes:
Published by emérico arnaldo

More info:

Categories:Topics, Art & Design
Published by: emérico arnaldo on May 26, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/19/2013

pdf

text

original

 
PROCESSO DE IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO DA ÁREA DE ALTASHABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO.
Edilene Calisto NascimentoEmérico Arnaldo de Quadros
 Trabalho apresentado na 7ª semana pedagógica 2010 – Entre a educação e a inclusão e IEncontro de Psicologia e Educação: Implicações no processo de ensino aprendizagem(realizado pelo departamento de Educação da Fafipar, Paranaguá. .ISSN 2177-546X
A necessidade de identificar o indivíduo com altas habilidade/superdotaçãoo mais cedo possível de modo a oferecer atendimento adequado, seja no contextodo ensino regular seja nos serviços oferecidos pela Educação Especial, éapontada na literatura especializada na área.Ao longo dos anos, em diferentes momentos históricos, ouvimos falar depessoas com talentos extraordinários. Entretanto, conceituar e caracterizar essapessoa constitui-se em tarefa muito difícil uma vez que os talentos, além decomplexos, são múltiplos. Segundo Oliveira e Anache (2002), a superdotação,enquanto processo, é um construto psicológico que se caracteriza por algunstraços comuns e diferentes, combinações tais como: curiosidade ampla ouespecífica; muitas perguntas; questionamentos abstratos e filosóficos; não aceitarespostas simples; entende com facilidade o estabelecimento das relações entrefatos e nem sempre são os melhores alunos na escola, geralmente incomoda porser incomodado e mal entendido. Alencar (2007), observa que são muitas asidéias errôneas que o termo Altas Habilidades/Superdotação sugere: paraalgumas pessoas, o superdotado seria o gênio, aquele indivíduo que apresentaum desempenho extraordinário e ímpar em uma determinada área doconhecimento, reconhecida como de alto valor pela sociedade: para outros, seriaum jovem inventor que surpreende pelo registro de novas patentes; para outrosainda, seria aquele aluno que é o melhor da classe ao longo de sua formaçãoacadêmica, ou a criança precoce, que aprende a ler sem ajuda e que surpreendeos pais por seus interesses e indagações próprias de uma criança mais velha. Ocomum nestas várias conotações é a presença de um notável desempenho,
 
talento, habilidades ou aptidões superiores.Uma idéia comum nos meios sociais é a de que a superdotação é umdom, inato naquele individuo e que, devido à extrema facilidade nos conteúdosacadêmicos desde a mais tenra idade, não necessitaria de atendimentodiferenciado uma vez que não apresentará dificuldades nesta área. O que remetea concepção de Platão, (Apud: Oliveira,2002) onde o fato de uma pessoa sermais inteligente está ligado a uma ordem predeterminada por Deus.
 
Sendo assim,o fator genético e social não teria nenhuma influência.A Lei de Diretrizes e Bases para a Educação Nacional nº 9394/96 apontapara a importância do reconhecimento das necessidades educativas especiais aosalunos de Altas Habilidades/Superdotação, garantindo direitos educacionaisavançados. Entretanto, observa-se que estes ainda não têm acesso aos níveismais elevados de ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo acapacidade de cada um, conforme preconiza a lei, nem são incluídos nas práticaspedagógicas escolares de alto nível. Infelizmente, a maioria destes alunos nemsão identificados. São matriculados em escolas regulares, classificados conformesua idade e inseridos em turmas que, muitas vezes, estão longe de atender aonível de desenvolvimento real que apresentam ou teriam condições deacompanhar. Por outro lado, os alunos que são identificados, até podem serencaminhados para serviços e/ou programas da área. Entretanto, estarmatriculado garante o acesso ao ensino mas, para que a inclusão se efetive, épreciso muito mais. Necessitamos de profissionais especializados para as salasde aula regular e para o atendimento educacional em salas de recursos ou emprogramas de enriquecimento ou de aprofundamento. Para que a inclusão setorne uma realidade é preciso que os sistemas de ensino definam normas degestão democrática e que os profissionais da educação participem da elaboraçãodo projeto pedagógico da escola. É necessário prever todas as mudanças que aescola deve promover para que o aluno de altas habilidades/superdotação tenhaoportunidade de desenvolver seu potencial, utilizando-se das variadas alternativasde atendimento hoje possíveis, desde que considerado os processos deaprendizagem sinalizados pelo próprio aluno. Citando Carvalho (2004), é preciso
 
pensar em todos os alunos enquanto seres em processo de crescimento edesenvolvimento e que vivenciam o ensino-aprendizagem segundo suasdiferenças individuais.Em função do acima exposto, não são mais possíveis práticas ondecurrículos padronizados para todos os alunos, planejamentos pedagógicosuniformizados ou avaliações que não considerem as potencialidades ecaracterísticas das altas inteligências, os ritmos mais acelerados de aprendizagemou as características e necessidades.Os profissionais da educação, entretanto, ainda não estão familiarizados eengajados com o tema. É preciso formação docente, continuada, intensa eintegral; conhecer as experiências bem sucedidas na educação básica e superior;aperfeiçoar a formação crítico-reflexiva e incentivar práticas pedagógicasespecializadas para que a mudança baseada na igualdade de oportunidades gereuma sociedade mais justa e cidadã.A literatura especializada aponta para a necessidade de identificar o sujeitode altas habilidades/superdotação o mais precocemente para evitar problemas dedesajustamento, desinteresse em sala de aula e baixo rendimento escolar.Mccoach & Siegle, citados em Guimarães e Ourofino (2007), estudiosos da áreade Altas Habilidades/Superdotação, afirmam que muitos alunos são prejudicados,rotulados ou considerados com baixo rendimento escolar devido às falhas noprocesso de identificação de suas potencialidades, e sugerem a inclusão deatividades que verifiquem habilidades diversas como matemática, espaço-temporal, de sequência lógica e de solução de problemas relacionados a vidacotidiana. Acrescentam que a avaliação deve ir além das habilidades refletidasnos testes de inteligência, de aptidão e de desempenho. Propõe-se que a ênfaseda avaliação seja dada nas observações colhidas por diferentes sujeitos noprocesso de avaliação, - indivíduo, professores, familiares, colegas de turma, quepossam acompanhar o desempenho e as habilidades quando a criança estiverenvolvida em atividade de seu interesse.Diante da importância do tema, como proceder de forma adequada aosprocessos de avaliação e identificação do aluno com altas

Activity (11)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Roberta Ramos liked this
lidiane prestes liked this
claraluar liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->