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Introdução
om exceção de nossa chegada nesse mundo e nossasaída dele, raramente nosso destino éestarmos só. Na verdade, diz a sabedoriapopular que pessoas criadas em isolamento se voltampara dentro podendo enlouquecer, se debilitarem até,finalmente, morrer. Assim, a necessidade do outro pareceinevitável.Esse outro pode ser amigo ou inimigo, amanteou parceiro, pai ou filho, patrão ou empregado. Algunsdiriam que nossa vida consiste em nada mais queuma série de interações com estas e outras pessoas.Estas interações, breves ou duradouras, são osrelacionamentos. Mas estes relacionamentos em sipodem não satisfazer aos nossos desejos maisprofundos. A maioria de nós deseja uma pessoa especial comquem possa partilhar alegrias e tristezas, vitórias edesesperos, alguém com quem possamos ser nós mesmos.Para muitos de nós apenas uma pessoa é suficiente,e o encontro mágico com esta pessoa, o choque doreconhecimento, pode ser uma das experiências maisprofundas e emocionantes. Procurar por esta pessoa nosdá razão para seguirmos em frente, torna-se de importânciafundamental. Sem um companheiro que nos dê a devidaimportância e com quem possamos dividir a vida, asglórias da riqueza, da fama e das conquistas viram pó e cinza.A maioria dos relacionamentos deve-se aoacaso. De fato, poucas pessoas significativas paranós são escolhidas por nós. Não escolhemos nossos pais,irmãos, filhos, colegas ou vizinhos. Mesmos os que nossão mais próximos, nossos namorados, companheirosou amigos, em geral chegaram até nós em uma feliz voltado destino que os colocou em nosso caminho. Raramentenossas relações devem-se a algo premeditado. O amor é defato cego às decisões conscientes. É a experiência maissubjetiva.Quem são exatamente estes outros que entram emnossa vida? Quais são seus desejos, suas tristezas, seustriunfos e suas alegrias mais profundos? Será que cada um denós pode compreendê-los mais do quecompreendemos a nós mesmos? De fato, ainteração com os outros toma muito de nossa energiae preenche nossas horas de vigília com uma variedade deemoções e pensamentos, à medida que avançamoscada dia e somos forçados a conhecer pessoas essencialmenteestranhas. E o que dizer da regra de muitas teoriaspsicológicas
e
ensinamentos espirituais: o outro sou eu? Isto é,o ser que encontramos no outro é de fato apenas umaspecto de nós mesmos, positivo ou negativo, eassim nada mais é que um espelho para quemsomos.Olhar nos olhos de outra pessoa e ver nossaprópria imagem faz com que nos perguntemos se ooutro não é realmente um reflexo de nossa própria psique,um apelo de nossas necessidades, nossos anseios, nossasexpectativas. Além disso, se for este o caso, seria porque nossentimos atraídos ou atraímos alguém como nós ouporque não conseguimos perceber nada além de nossaprópria experiência? De qualquer maneira, o outrotambém pode servir a um objetivo prático – podeser alguém de quem necessitamos emocional ou fisicamente eque desperta grande interesse, mas também alguém de quempassamos a depender simbioticamente para dar conta dasresponsabilidades do dia-a-dia. No entanto, há aqueles quenunca percebem a necessidade que o outro preenche, nemreflete no enigma da vida interior de outra pessoa.Mas o mistério de um ser humano ésobrepujado por um paradoxo ainda mais profundo,a natureza dos relacionamentos que criamos uns comos outros. Uma pessoa é real, às vezes real até demais, e suaexistência pode ser afirmada em qualquer momentopelos sentidos da visão, do tato e da audição. Aterceira entidade, o próprio relacionamento,
é 
oreal quanto, porém mais difícil de apreender oudefinir. Diferenças individuais são de algum modotranscendidas no processo de sua formação epodem ter enorme influência sobre os indivíduos aquem abarca, muitas vezes alterando-ossignificativamente para toda a vida.Um relacionamento é uma terceira entidademuito misteriosa e incrível, que pode ter umaexistência independente da vontade ou desejo deseus parceiros, depois que as coisas assumem ritmopróprio. Aliás, em certos casos, um relacionamento podeser muito mais forte do que qualquer um dosindivíduos separadamente, levando-nos a acreditarque está em operação uma espécie de sinergia. Aenergia do todo (relacionamento)
é 
muitas vezesbem maior do que a soma de suas partes (os doisindivíduos que o compõe).

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tokiohotelsouzaleft a comment

adoro *-*

TMOGOMESleft a comment

Grande perda de tempo.. Simples.

drikhaleft a comment

que feio!