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nº 95
 
 
M de 2010
Dstrbuçã grtut s sócs
STALSTAL
Opção gestionária
Direito à progressão
Em várias câmaras do país, a luta dos traba-lhadores pelo direito à progressão tem dado osseus rutos.
Pág. 5
Luta
convergente
Manifestação nacional
 Administração pública Sector privado
8 de Março
Pela igualdade
Um seminário promovido pelo STALassinalou o centenário do Dia Internacionalda Mulher como uma luta do presente.
Pág. 9
 Serviços Sociais
Repor subsídios
O Encontro Nacional de Serviços Sociais das autarquiasreairmou a deesa destas instituições dos trabalhadores.No dia 20 de Maio tem lugar uma acção junto à AR.
Pág. 10Págs. 2-3 e centrais
No próximo dia 29 deMaio, a administraçãopública e o sectorprivado convergemna sua luta contrao congelamento desalários, a retiradade direitos sociais elaborais, a precariedadee desempregocrescente.Em Lisboa, partindodas Amoreiras pelas 15horas, os trabalhadoresda administraçãopública descerão atéao Marques de Pombalconluindo com ostrabalhadores dosrestantes sectoresde actividade numagrandiosa maniestação.Depois das participadascomemorações do 25de Abril e do 1.º deMaio, os trabalhadoresportugueses juntam-sede novo para exprimiro seu protesto comumcontra as políticas doGoverno, que pretendepagar a crise do capitalà custa dos magrossalários de quemtrabalha.No sábado, 29, nãoaltes! Maniesta-te,deende os teus direitos!
 
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STAL
«P
assados cerca de seismeses sobre o últimoacto eleitoral, o Governode José Sócrates destrói toda equalquer ilusão que a demagogiaeleitoral possa ter criado nos maisincautos cidadãos», assinalou oConselho Geral do STAL, reunidoem 9 de Abril. As orientações políticas e as me-didas apresentadas e aprovadas,«com a conivência/participação dadireita e o aplauso do patronato»,representam a continuação e oaproundamento dos objectivos epolíticas seguidas na anterior legis-latura. Delas decorre a imposiçãode mais sacriícios aos trabalhado-res e às camadas mais desavoreci-das das populações, a privatizaçãode importantes empresas e servi-ços públicos, a degradação de di-reitos sociais undamentais e até daprópria democracia.No quadro de uma ortíssimaoensiva contra os trabalhadores, oConselho Geral do STAL chamou aatenção para a «alta de transparên-cia reinante na gestão da coisa pú-blica», em que se esbatem «as ron-teiras com a própria corrupção», deque é exemplo o «escandaloso a-vorecimento dos grupos económi-cos, como há muito tempo se nãoassistia no País, nomeadamentecom o desvio de undos públicos,arrancados aos salários dos traba-lhadores e às unções do Estado,para apoiar bancos e instituições -nanceiras.»
 A repetidaconversa da crise
O STAL alerta que a «repetidaconversa da crise» não passa deum pretexto para diminuir os salá-rios dos trabalhadores, reduzir e eli-minar direitos conquistados e agra-var as condições de vida das maisamplas camadas da população.Em claro contraste com o já gastodiscurso da crise e da austeridadepara o povo, o Governo revela ter«mãos largas para o capital» e con-tinua a promover uma política es-banjadora de recursos na Adminis-tração Pública, contratando umamiríade de serviços externos (estu-dos, auditorias e pareceres jurídi-cos), que podem ser executadospelos serviços do Estado. As aus-tosas despesas de representação eas ostensivas rotas automóveistopo de gama constituem outrosexemplos que demonstram bem adualidade de critérios do Governoem matéria de gastos: para unstudo (ao capital e a si próprio), paraos trabalhadores nada.
Os trabalhadoresdas autarquiasparticiparammassivamentena manifestaçãonacional daAdministraçãoPública,realizada em 5de Fevereiro nacapitalA precariedadee o desempregoforam temascentrais damanifestação de26 de Março,Dia Mundial daJuventude
Contra as políticas retrógradas, pelos
Dar uma respostaà ofensiva
 A gravidade do ataque aos direitoslaborais e sociais, particularmenteatravés das medidas previstas noOrçamento do Estado para 2010 e norecentemente anunciado Programa deEstabilidade e Crescimento, exige aintensiicação da luta e a conluênciado descontentamento numa grande jornada nacional de protesto. Dar umaresposta vigorosa às políticas ruinosasdo Governo – tal é o objectivo damaniestação nacional convergenteda Administração Pública e do SectorPrivado marcada para dia 29 de Maioem Lisboa.
Programa de Estágios
Governo camufla desemprego
 A regulamentação do Programa de Está-gios da Administração Pública à Adminis-tração Local (PEPAL), concluída no mês deMarço, não é mais do que uma manobrado Governo para camufar o crescente de-semprego entre jovens licenciados.Estes estágios destinam-se a jovens li-cenciados até aos 35 anos de idade à pro-cura do primeiro emprego ou que estejama desempenhar unções que não corres-pondam às qualicações académicas ob-tidas.Poder-se-ia pensar que o objectivo desteprograma é abrir perspectivas de empregoestável aos jovens licenciados, permitindo-lhes aceder à carreira de técnico superiorda Administração Pública. Mas trata-se deuma pura ilusão.Os jovens que orem aceites terão em-prego apenas durante um ano, ndo o qualvoltam obrigatoriamente à situação ante-rior. Acresce que as condições destes es-tágios não renováveis são claramente dis-criminatórias. O salário será inerior ao dostécnicos superiores, sem direito a subsídiode érias e de natal. Não são eectuadosdescontos para a segurança social, o quesignica que aquele período não contarápara a reorma. Na prática serão trabalha-dores a prazo sem quaisquer direitos.Em contrapartida, podem ser utilizadoscomo mão-de-obra barata em unções qua-licadas de carácter permanente e estãosujeitos à polivalência uncional, podendoassim servir para colmatar a alta de recur-sos humanos na Administração Pública.Na Administração Local, este programade estágios é ainda mais escandaloso poisalarga a colocação destes jovens licencia-dos a todo o tecido empresarial (empresasprivadas, escolas jardins de inância, IPSS,entre outras). Na verdade, estamos peranteuma clara tentativa do governo de transerirpara as autarquias responsabilidades do Es-tado, incumbidas aos Institutos de Empregoe Formação Prossional, de onde oram de-calcados os princípios deste programa.Pugnando pela deesa dos direitos des-tes trabalhadores, o STAL apresentou edeendeu na mesa negocial propostasconcretas no sentido da valorização e in-tegração dos estagiários em regime decontrato de trabalho por tempo indeter-minado, com salários e direitos iguais aosrestantes trabalhadores. Todavia, estas justas propostas oram rejeitadas.Os sacriícios exigidos aos trabalha-dores e às camadas mais desavoreci-das das populações são deste mododuplamente injustos e merecem o re-púdio geral dos portugueses.
Protesto amplia-se
Desde o início do ano que os traba-lhadores da Administração Públicatêm desenvolvido importantes ac-ções de protesto e luta. Logo em 5 deFevereiro, mais de 50 mil trabalhado-res do sector maniestaram-se emLisboa contra a política do governo.Em 4 de Março, a greve da Admi-nistração Pública oi uma poderosademonstração do descontentamen-to e condenação das medidasanunciadas, particularmente as gra-ves penalizações decorrentes da
 
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STAL
Editorial
 A resposta
A
pretexto da crise e do défice, os traba-lhadores e a população em geral estãoconfrontados com uma violenta investidacontra os direitos e condições de vida. Congela-mento de salários, novas penalizações na aposen-tação, diminuição das prestações sociais, aumen-to da carga fiscal e novo surto das privatizaçõessão os principais ingredientes da «receita» gover-namental para os próximos anos.Como sempre, o Governo tem a seu lado umachusma de fazedores de opinião com lugar cati-vo nos órgãos de informação, que, afinando todospela mesma cartilha, falam de «inevitabilidade»para justificar os sacrifícios e asseguram-nos deque a «receita» é boa.
E
squecem-se, comentadores e governo (ouprocuram fazer esquecer), de que tem sidoexactamente essa a receita predilecta das suces-sivas maiorias de direita (PS e PSD com e semCDS), que conduzem os destinos do País há maisprecisamente 34 anos.Desde então que os trabalhadores portugueses,os pequenos e médios empresários e agriculto-res, os jovens e os pensionistas se dão conta deque tal prato apenas tem engordado os grandesgrupos económicos e feito as delícias das gran-des fortunas, ao mesmo tempo que as dificulda-des aumentam sem cessar para a generalidade dapopulação.
T
ão pouco tem servido os chamados «desíg-nios nacionais». Portugal está cada vez maisdependente do exterior e continua a afundar-senuma recessão interminável que se traduz no en-cerramento de milhares de empresas e num de-semprego massivo nunca antes visto.Ao mesmo tempo, os recursos do País são siste-maticamente deglutidos pela voracidade do gran-de capital. Prova-o o exemplo recente do finan-ciamento da banca pelo erário público. Quantosmilhões foram dados aos bancos? Quantos milha-res de milhões custou o «salvamento» do
 BancoPortuguês de Negócios
? Afinal, quem é o culpadopelo descalabro das contas públicas? E por quedevem então os trabalhadores e as camadas des-favorecidas da população pagar com mais sacrifí-cios a crise do capital?
O
orçamento de Estado e o chamado «progra-ma de estabilidade e crescimento» consti-tuem uma verdadeira declaração de guerra aostrabalhadores e à grande maioria dos portugueses.Nesta guerra, que opõe explorados e explorado-res, os combates serão cada vez mais encarniça-dos e exigem a mobilização crescente dos traba-lhadores.Depois da grandiosa jornada do 1.º de Maio, vol-taremos a manifestar o nosso firme protesto nagrande manifestação nacional da AdministraçãoPública e do sector privado no dia 29. Um sábadode luta a que ninguém pode faltar!
salários e direitos
 
vigorosa
antecipação da convergência do re-gime de aposentações e o congela-mento dos salários.Em Abril, dezenas de milharesde trabalhadores participaramnas acções descentralizadas pro-movidas pela Frente Comum deSindicatos da Administração Pú-blica na maioria das capitais dedistrito. A rejeição e condenação das po-líticas governativas estiveram bempresentes nos desles do 36.º ani-versário do 25 de Abril e nas mani-estações do 1.º de Maio, nas quaisse assinalou o 120.º aniversário daprimeira comemoração do Dia In-ternacional do Trabalhador.Continuar e intensiicar a lutaé a palavra de ordem que se im-põe a todos os trabalhadores, oúnico caminho que permitirá tra-var e derrotar a oensiva do go-verno. Quanto maior or o pro-testo mais diiculdades o patro-nato e governo terão em concre-tizar os seus intentos. Por isso,que ninguém alte à maniesta-ção nacional convergente de 29de Maio.
Contratação Colectiva na Administração Pública
Discriminações agravadas
O Acordo Colectivo de Carreiras Gerais assinado en-tre o Governo e a UGT agrava discriminações entre ostrabalhadores, nomeadamente no trabalho nocturno,e pretende instituir o regime de adaptabilidade de ho-rários de trabalho previsto no Regime de Contrato deTrabalho em Funções Públicas, possibilitando o alar-gamento dos horários para as 50 horas semanais semter em conta os direitos dos trabalhadores, incluindo aorganização do seu tempo de lazer e de amília.«Os intervenientes neste chamado acordo Gover-no/UGT tudo têm eito para esconder o verdadeiroobjectivo de instituir a adaptabilidade de horários»,alertou o Conselho Geral do STAL reunido em 9 de Abril.O STAL questiona igualmente a legalidade de umacordo, que oi «celebrado com “rentes sindicais”da UGT que se duvida que tenham existência legaleectiva», bem como da publicação do regulamentoque o estende a trabalhadores não sindicalizados.Por outro lado, o Sindicato considera que um acordode carreiras na Administração Local, por ter a orma decontrato, deve obrigatoriamente envolver as autarquiaslocais, às quais o governo não se pode substituir.Entretanto, tendo-se constatado que alguns res-ponsáveis municipais têm procurado azer chantagemcom os trabalhadores no sentido de aplicarem o acor-do, o STAL apela aos trabalhadores para repudiaremtais tentativas que visam unicamente «promover estru-turas sindicais que toda a vida oram conhecidas pornão respeitarem os interesses dos trabalhadores».O Conselho Geral do STAL rearmou a sua oposi-ção à celebração de um acordo que não respeite aautonomia do Poder Local, contenha reerências «àadaptabilidade dos horários de trabalho, crie desi-gualdades entre trabalhadores no que concerne aotrabalho nocturno e preconize quaisquer normas po-tenciadoras de discriminação e/ou de retrocesso dedireitos conquistados pelos trabalhadores.»

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