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Maquiavel - Justiça e Razão de Estado (Eduardo Augusto)

Maquiavel - Justiça e Razão de Estado (Eduardo Augusto)

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Trabalho de filosofia jurídica sobre Nicolau Maquiavel e sua influência no surgimento da Doutrina da Razão de Estado (Machtstaatsgedanke), de Eduardo Augusto, então-mestrando da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), São Paulo, Brasil, 2008.
Trabalho de filosofia jurídica sobre Nicolau Maquiavel e sua influência no surgimento da Doutrina da Razão de Estado (Machtstaatsgedanke), de Eduardo Augusto, então-mestrando da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), São Paulo, Brasil, 2008.

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09/21/2013

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 Eduardo Agostinho Arruda Augusto
 Mestrando em Direito
São Paulo
Dezembro de 2008
 
Maquiavel, Justiça e Razão de Estado 2
SUMÁRIO
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Maquiavel, Justiça e Razão de Estado 3
INTRODUÇÃO
Após a publicação
de “O Príncipe”, Maquiavel passou a ser uma das figuras mais emblemáticas
que buscaram decifrar a figura do Estado. Foi odiado por muitos, amado por outros e incompreendidopela grande maioria.Ao apresentar, de forma crua e nua, sua visão prática de como o Estado pode funcionar,Maquiavel dissecou as técnicas mais sórdidas utilizadas pelos soberanos para conquistar territórios,manter o poder e iludir a população.Apesar de não ser de autoria de Maquiavel, a máxima
“os fins justificam os meios” 
representaexatamente o conteúdo de sua obra.O problema a ser investigado é se os ensinamentos de Maquiavel representam ou não a suaopinião de como deve funcionar o Estado, ou seja, se aquilo é a sua visão do Estado-ideal ou apenas umrelato de sua experiência, ou seja, com base nas ações e reações que presenciou, apresentou osresultados obtidos, sem se importar em apresentar suas opiniões quanto à ética ou moral.O objetivo deste trabalho é demonstrar que, independentemente das reais intenções deMaquiavel, a obra
“O Príncipe” cumpriu um importante papel na constante busca do ideal Justiça, mesmo
que as técnicas apresentadas em sua obra sejam, na quase totalidade, atos de violação da dignidade dapessoa humana. Para cumprir esse objetivo, este artigo foi estruturado em cinco capítulos.O primeiro capítulo foi destinado a apresentar o conturbado panorama político e econômico daFlorença renascentista em que viveu Maquiavel, para poder compreender como seu caráter foi moldado ea grandiosidade das experiências pelas quais passou.
No segundo capítulo, foram apresentados alguns trechos de sua obra, os quais “falam por si só”,
causando certo espanto pela forma direta e desapaixonada que revela os ardis dos soberanos.As mais variadas interpretações de sua obra, e os motivos dessa divergência de opiniões, sãotratadas no terceiro capítulo. E, no quarto capítulo, foi discutida a polêmica sobre a doutrina da Razão deEstado, que defende a máxima
“os fins justificam os meios” 
, isso porque muitos atribuem a Maquiavel a
“paternidade” dessa doutrina.
 O quinto e último capítulo trata do conceito de Justiça e se ele, de alguma forma, foi beneficiadoou não pela obra de Maquiavel. Trata-se de discutir um paradoxo, ou seja, se uma obra que se apresenta
como um “manual prático de tirania” tem o condão de auxiliar a busca da Justiça, em
colaborar com adefesa da dignidade da pessoa humana.Por fim, o objetivo maior deste artigo é instigar o leitor a refletir melhor sobre o conceito deJustiça e sobre a necessidade de escolher e fiscalizar melhor os governantes. Tal reflexão ocorrerá comcerteza, principalmente após a análise das mais sórdidas técnicas utilizadas há séculos por mausgovernantes para enganar o seu povo.
1. NICOLAU MAQUIAVEL
Nicolau Maquiavel
(Niccolò di Bernardo dei Machiavelli)
nasceu em Florença, Itália, em 3 de maio de1469, no auge da Renascença. Sua família não era nem aristocrata nem rica. Seu pai era um advogado, umestudioso das ciências humanas, que se empenhou em transmitir uma educação clássica a seu filho.
O destino determinou que eu não sabia discutir sobre a seda, nem sobre a lã; tampouco sobre questões de lucro ou de perda. Minha missão é falar sobre o Estado. Será preciso submeter-me à  promessa de emudecer, ou terei que falar sobre ele 
.
 
1
 
Fig. 1 - Nicolau Maquiavel.
1
Nicolau Maquiavel,
Carta a F. Vettori 
, de 13/3/1513.

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