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Considerações sobre a remuneração por subsídio

Considerações sobre a remuneração por subsídio

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08/13/2013

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Estudo da Assessoria Técnica do SINAIT
Carreiras Exclusivas de Estado e subsídio
A figura jurídica do subsídio, como instrumento da política remuneratória da Administração Pública Federal, foiintroduzida pela Emenda Constitucional nº 19, de 4 de junho de 1998, que estabeleceu esse conceito nostermos da redação que conferiu ao novo § 4º do art. 39:
“§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e osSecretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba derepresentação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art.37, X e XI.” 
Trata-se, portanto, de forma de composição dirigida, essencialmente, aos agentes políticos, ocupantes decargos públicos intrínsecos à estrutura do Estado como forma de expressão dos Poderes da República, nos trêsníveis de Governo, evitando-se, assim, que sua remuneração seja contaminada pela concessão de vantagensque retirem a transparência da respectiva composição, conferindo a esses agentes públicos uma retribuiçãofixada em parcela única, sem que quaisquer outras vantagens lhes possam ser acrescidas, e sujeita aosprincípios da revisão geral anual, fixação por meio de lei e teto de remuneração aplicável a cada esfera deGoverno.Esse dispositivo foi acompanhado, no corpo da mesma Emenda, por outras disposições, disciplinando aaplicação do mesmo instrumento a Carreiras e ocupantes de cargos efetivos.Na redação dada ao art. 135 da Constituição, previu-se que o mesmo deve ser aplicado obrigatoriamente aosservidores integrantes das carreiras disciplinadas nas Seções II e III do Capítulo IV – Das Funções Essenciais àJustiça, ou seja, as Carreiras dos membros do Ministério Público, da Advocacia-Geral da União e da DefensoriaPública. Tal previsão foi feita de modo a substituir a redação original do dispositivo, o qual deteminava aaplicação, às Carreiras disciplinadas no Título IV – Da Organização dos Poderes (que incluía, além das jácitadas, também a Magistratura), do princípio contido no art. 37, XII da CF e no art. 39, § 1º da CF, os quais asseguravam, na redação primitiva da Constituição de 1988, isonomia para cargos deatribuições iguais ou assemelhados da Administração direta dos Três Poderes.No art. 144, “caput” e § 9º, a aplicação compulsória da remuneração sob a forma de subsídio para ascarreiras policiais (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil do DF), nos seguintes termos:“§ 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigoserá fixada na forma do § 4º do art. 39.”Finalmente, o § 8º do art. 39, introduzida pela EC 19/98, abria a possibilidade de que outras Carreiraspudessem vir a ser remuneradas dessa forma, sem enumerá-las:“§ 9º. A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nostermos do § 4º.”Acha-se, assim, ao talante do Poder Executivo, titular da iniciativa legislativa na matéria, nos termos do art. 61,§ 1º, II, “a”, à medida em que a fixação do referido subsídio possa representar aumento da remuneração paraos integrantes dessas Carreiras.Note-se que a concepção de subsídio como parcela única de remuneração era uma conseqüência da propostaentão submetida ao Plenário da Câmara dos Deputados quando da apreciação da PEC nº 173/95, que deuorigem à EC 19/98, que propunha que fosse dada ao art. 39 redação em que vedava, nos termos do inciso II:“a instituição de gratificações, adicionais, abonos, prêmios e outras vantagens remuneratórias,ressalvados:a) o adicional por tempo de serviço em valor não superior a um por cento por ano de efetivoexercício;b) o adicional ou prêmio de produtividade, de natureza eventual, na forma da lei;c) o adicional por atividades penosas, insalubres ou perigosas, como definido em lei específica;d) a gratificação pelo exercício de função de confiança ou de cargo de em comissão;
 
III - qualquer incorporação aos vencimentos dos servidores públicos, ativos e inativos, bemcomo às pensões, seja a que título for, ressalvado o adicional por tempo de serviço e observadoo art. 37, XI e XII..................................................”Caso tal dispositivo houvesse sido aprovado, restaria
proibido
ao legislador estabelecer,
para quaisquer carreiras ou cargos,
as parcelas remuneratórias referidas, exceto o adicional por tempo de serviço, o adicionalou prêmio de produtividade eventual, o adicional de penosidade, insalubridade ou periculosidade, e asgratificações pelo exercício de cargos e funções comissionadas.Contudo, a restrição não foi aprovada, mantendo-se a discricionariedade do legislador, observados, porém, osprincípios do art. 39, § 1º, que determina que na fixação dos componentes do sistema remuneratório observará:“I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cadacarreira;II - os requisitos para a investidura;III - as peculiaridades dos cargos.”A aplicação do subsídio, na concepção estabelecida pela EC 19/98, fez-se, primeiramente, para as carreiras ecargos da Magistratura Federal, na forma da Lei nº 11.143, de 26 de julho de 2005, que estabeleceu o valor dosubsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no valor de R$ 24.500,00 a partir de 1º de janeirode 2006, sem, contudo, fazer menção a quaisquer vantagens ou valores que poderiam ser percebidos emacréscimo ao subsídio.Todavia, o Conselho Nacional de Justiça, por meio da Resolução nº 13, de 2006, disciplinou a matéria,declarando como incompatíveis com o regime de subsídio, e por ele absorvidas e extintas, as vantagens aseguir relacionadas:I - vencimentos:II - gratificações de:a)Vice-Corregedor de Tribunal;b)Membros dos Conselhos de Administração ou de Magistratura dos Tribunais;c)Presidente de Câmara, Seção ou Turma;d)Juiz Regional de Menores;e)exercício de Juizado Especial Adjunto;f)Vice-Diretor de Escola;g)Ouvidor;h)grupos de trabalho e comissões;i) plantão; j)Juiz Orientador do Disque Judiciário;k)Decanato;l)Trabalho extraordinário;m)Gratificação de função.Além dessas parcelas, o inciso III do mesmo dispositivo enumera, como absorvidos e extintos pelo subsídio osseguintes adicionais:a) no Poder Judiciário da Uno, o Adicional por Tempo de Servo previsto na LeiComplementar nº 35/79 (LOMAN), art. 65, inciso VIII;b) no Poder Judiciário dos Estados, os adicionais por tempo de serviço em suas diversasformas, tais como: anuênio, biênio, triênio, sexta-parte, cascatinha , 15% e 25%, e trintenário.Por fim, determina também a extinção e incompatibilidade com o regime de subsídio, das vantagens a seguir:IV - abonos;V - prêmios;VI - verbas de representação;VII - vantagens de qualquer natureza, tais como:a)gratificão por exercício de mandato (Presidente, Vice-Presidente, Corregedor,Diretor de Foro e outros encargos de direção e confiança);
 
b)parcela de isonomia ou equivalência;c)vantagens pessoais e as nominalmente identificadas (VPNI);d)difereas individuais para compensar decréscimo remuneratório;e)gratificão de permanência em serviço mantida nos proventos e nas penesestatutárias;f)quintos; eg)ajuda de custo para capacitão profissional.VIII - outras verbas, de qualquer origem, que não estejam explicitamente excluídas pelo art. 5º.Ao dispor sobre o valor do subsídio, o art. 3º da Lei nº 11.143/2005 estabeleceu no percentual da gratificaçãomensal de Juízes Eleitorais, a vigorar a partir de janeiro de 2006, no percentual de 16% do subsídio de JuizFederal. Como tais juízes são, também, membros da magistratura e remunerados por meio de subsídio,externou-se já nesta Lei a interpretação de que o subsídio não poderia excluir o pagamento de algumas outrasespécies remuneratórias, apesar da dicção do art. 39, § 4º, requerendo interpretação sistemática e conforme osdemais dispositivos constitucionais e o princípio da razoabilidade.Dessa maneira, a mesma Resolução nº 13/2006 estabeleceu um “rol” de vantagens que considerava “nãoabrangidas pelo subsídio” não sendo por ele extintas, nos termos do art. 5º:
“Art. 5º As seguintes verbas não estão abrangidas pelo subsídio e não são por ele extintas:I - de caráter permanente: retribuição pelo exercício, enquanto este perdurar, em comarca dedifícil provimento;II - de caráter eventual ou temporário:a) exercício da Presidência de Tribunal e de Conselho de Magistratura, da Vice-Presidência edo encargo de Corregedor;b) investidura como Diretor de Foro;c) exercício cumulativo de atribuições, como nos casos de atuação em comarcas integradas,varas distintas na mesma Comarca ou circunscrição, distintas jurisdições e juizados especiais;d) substituições;e) diferença de entrância;f) coordenação de Juizados;g) direção de escola;h) valores pagos em atraso, sujeitos ao cotejo com o teto junto com a remuneração do mês decompetência;i) exercício como Juiz Auxiliar na Presidência, na Vice-Presidência, na Corregedoria e noSegundo Grau de Jurisdição; j) participação em Turma Recursal dos Juizados Especiais.” 
Ao apreciar o Mandado de Segurança nº 24.875, o Supremo Tribunal Federal considerou, ainda, que oAdicional por Tempo de Serviço, apesar do seu caráter de vantagem pessoal, e mesmo em se tratando dedireito adquirido expressamente previsto em lei, poderia ser extinto em razão da incompatibilidade com oregime de subsídio, afastando, assim, dúvidas quanto à sua incorporação ao novo valor resultante daregulamentação do art. 39, parágrafo 4º, reconhecendo, contudo, ainda, a prevalência do direito àirredutibilidade de vencimentos assegurada pelo art. 37, XV da própria Constituição, não obstante a expressaressalva feita por esse dispositivo quanto à aplicação do art. 39, par; 4º.Dessa forma, a lei regulamentadora do subsídio ou sua interpretação não poderia acarretar redução devencimentos, devendo, ainda, a parcela que ultrapassasse o teto de remuneração resultante do art. 37, XI daConstituição, ser mantida como vantagem pessoal até ser absorvida pelo valor fixado como teto.A formulação da Resolução nº 13/2006 é pouco esclarecedora quanto aos critérios para a definição de queparcelas seriam ou não compatíveis com regime de subsídio, podendo ser pagas cumulativamente com ele. Noentanto, podem ser extraídos da mesma os seguintes critérios:I - vantagens devidas em caráter temporário em virtude de acréscimo de responsabilidade, taiscomo as gratificações pelo exercício de cargos de chefia, direção e assessoramento;II - vantagens de caráter indenizatório ou compensatórias de condições especiais de trabalho,como o adicional de localidade especial;III - as parcelas não sujeitas ao teto remuneratório (que é o próprio subsídio dos membros doSupremo Tribunal Federal, a saber:
a) de caráter indenizatório, previstas em lei:

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