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A Afetividade Na Escola

A Afetividade Na Escola

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Published by emérico arnaldo
Sintese teórica sobre o pós-modernismo e a afetividade numa leitura de Wallon, Vigostski e psicanalise lacanaiana
Sintese teórica sobre o pós-modernismo e a afetividade numa leitura de Wallon, Vigostski e psicanalise lacanaiana

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A AFETIVIDADE NA ESCOLA
LUCIANE DO ROCIO DURIGANEMÉRICO ARNALDO DE QUADROS
 
Trabalho apresentado na 7ª semana pedagógica 2010 – Entre a educação e a inclusão e IEncontro de Psicologia e Educação: Implicações no processo de ensino aprendizagem(realizado pelo departamento de Educação da Fafipar, Paranaguá). ISSN 2177-546X
Na sociedade em que vivemos, fica cada vez mais visível o crescimento deatitudes individualistas e competitivas entre os seres humanos. Vivemos nummundo globalizado, numa época de aceleração, das tecnologias e dascomunicações. Por outro lado, surgem com força o individualismo, a falta detempo, os valores transitórios.É neste contexto contraditório, repleto de diversidades, cheio de desafios econflitos que podemos fazer algumas considerações a respeito da educação e doensino.O pleno desenvolvimento da pessoa humana não se resume apenas noaspecto cognitivo ou da mera instrução, mas no desenvolvimento em todas assuas dimensões. A escola não deve ser apenas um local de mera transmissão dacultura e dos conhecimentos construídos historicamente, pois a transmissão doconhecimento implica sempre uma interação entre pessoas.Em experiência profissional desta pesquisadora, como professorapedagoga de um Colégio Estadual em Campo Largo, há mais de 17 anos, foipossível observar o desgaste contínuo e progressivo das relações entreprofessores e alunos. Um relacionamento que muitas vezes se apresenta comdesrespeito, descaso, indiferença e até mesmo agressividade.Este estudo tem por finalidade aprofundar algumas questões referentes aesse assunto, procurando um embasamento teórico e busca de soluções viáveispara reverter esses enfrentamentos entre professores e alunos.A afetividade está presente no cotidiano escolar em cada momento doprocesso educativo.
 
Entende-se por afetivo:
“aquele que tem afeto por algo ou alguém. Afeto – do latim affectus,designa o conjunto de atos ou de atitudes como a bondade, a benevolência, a inclinação, a devoção, a proteção, o apego, a gratidão, a ternura etc., que no seu todo podem ser, caracterizados como a situação em que a pessoa “preocupa-se com” ou “cuida de “ outra pessoa em que esta responde, aos cuidados ou à preocupação de que foi objeto”.(ABBAGNANO, 2000, p.21)
 Segundo Pessoa (2000) toda ação educativa supõe a presença de umprofessor e de um aluno interagindo afetivamente nas diversas situações,afetando e sendo afetados um pelo outro.O desenvolvimento afetivo é elemento importante na educação, pois nossosafetos e emoções permeiam todo e qualquer relacionamento. Sendo assim, Alves(2009) enfatiza que a afetividade é um fator de grande importância nadeterminação da natureza das relações que se estabelecem entre os sujeitos(estudantes) e os diversos objetos do conhecimento (conteúdos escolares), bemcomo na disposição dos alunos diante das atividades propostas e desenvolvidas.Em experiência profissional, esta pesquisadora por muitas vezespresenciou situações que evidenciaram a importância da afetividade na relaçãoprofessor-aluno e consequentemente no processo ensino-aprendizagem.Situações em que professores se dirigiam à sala de aula pré-denominando aturma onde iriam dar aula, dizendo-se serem sofredores ou fazendo qualquerproposta para trocar a turma com outro professor, e por algumas vezes, chegandoa agredir fisicamente os alunos em sala de aula. Em contrapartida, ouviram-semuitos alunos apelidando professores, imitando-os e recusando-se a realizar asatividades propostas, chegando até mesmo a afrontar os professores entregandoavaliações totalmente em branco, sem contar as ameaças e inúmeros e grosseirospalavrões dirigidos aos professores, numa atitude de total desrespeito. Estapesquisadora entende que o processo educativo deva ser algo prazeroso tantopara o professor tanto para o aluno, o que de acordo com os autores vistos acima,está longe de ser efetivado.Então, a escola passa a ser sinônimo de sofrimento quando pensamos no
 
descompasso que ainda há entre as potencialidades que o aluno traz e o estreitomundo da escola, com suas relações autoritárias e suas práticas pedagógicasfragmentadas, descoladas do real, como afirma Loyola (2004). Quando pensamosna superlotação das salas de aula e de todos os entraves enfrentados peloprofessor em sua atividade profissional: baixos salários, problemas administrativoscomo a exigência de índices altos de aprovação, problemas familiares, despreparoem sua formação acadêmica, ambiente profissional estressante.De acordo com Lipp (2007) devem ser consideradas queixas freqüentesque constituem fontes de
stress 
do professor: salas de aula com temperaturaelevada, iluminação inadequada, barulho interno intenso, número excessivo dealunos para o espaço da sala de aula, barulho externo com atividades extraclasse.Também a ciência da venda de drogas nos arredores da escola e porconseqüência, a existência de alunos sob o efeito de entorpecentes no ambienteescolar.Tricoli e Bignotto (2000) chamam a atenção para uma causa do stress doaluno, afirmando “professor estressado pode estressar as crianças, além de servir-lhes como modelo”.Um dos autores norteadores desta pesquisa é Henri Wallon que foi oprimeiro a levar não só o corpo da criança, mas também suas emoções paradentro da sala de aula. Segundo ele, a afetividade possui papel importante nodesenvolvimento da pessoa, pois é por meio dela que o ser humano demonstraseus desejos e vontades De acordo com Almeida (1999) o objetivo de Wallon eracompreender a formação da pessoa. E foi com o estudo da gênese do indivíduoque criou uma teoria de desenvolvimento da personalidade. Para Wallon, apersonalidade é constituída basicamente de afetividade e inteligência, sendoassim, o processo de personalização depende da evolução desses doiscomponentes.Segundo Tassoni (2008) além desse interesse na compreensão da relaçãoentre mente e corpo, Wallon também buscou uma compreensão entre a pessoa eo meio, negando-se a considerar o ser pensante separadamente do ser emotivo.Na obra walloniana, a afetividade e a inteligência constituem um par

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