Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword
Like this
12Activity
×
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
O Estudo Do Calor

O Estudo Do Calor

Ratings: (0)|Views: 11,895|Likes:
Published by Euclides
descobrindo as leis físicas da calorimetria
descobrindo as leis físicas da calorimetria

More info:

Published by: Euclides on May 30, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See More
See less

03/28/2013

pdf

text

original

 
O Estudo do Calor 
1.
 
O ponto de vista macroscópico – uma experiência
Vamos supor a realização de uma experiência que consistirá no aquecimento contínuode um bloco de gelo de 2 kg que está inicialmente a -18
o
C. Vamos considerar que possuímos uma fonte de calor capaz de fornecer calor em quantidades constantes por unidade de tempo. Isso quer dizer que a cada minuto, por exemplo, nossa fonte produz amesma quantidade de calor, cujo valor, em princípio, desconhecemos. Sabemos medir atemperatura do gelo e o tempo transcorrido.Vamos procurar realizar essa experiência em um ambiente confinado e adiabático(adiabático=isolante térmico) de maneira que todo o calor produzido seja transferido para o gelo. Essas especificações e procedimentos visam confinar as variáveis presentesevitando interferências que possam mascarar ou alterar nossos resultados. A experiênciaé realizada ao nível do mar.Desejamos verificar como o calor atua nesse bloco de gelo.
Toda a Física desenvolvida por Galileu Galilei, Johannes Kepler, Isaac Newton, Torricelli, Lorentz, Gauss, James Prescott Joule, Maxwell, enfim, toda a Física Clássicadesenvolvida até o século XIX, foi feita assim, a partir deobservações da natureza e experiências controladas.
Em nossa experiência efetuamos as medidas iniciais de massa do gelo, temperaturainicial e instante inicial:0182
00
===
kg m
o
 Ligamos a nossa fonte de calor e passamos a registrar pares de dados de temperatura etempo. Colocamos esses valores em um gráfico
1
:
1
Este gráfico contém dados reais
1 9,9 21 40 t(min)1000
 
A observação visual do ocorrido nos mostrou que entre os instantes de 1 minuto eaproximadamente 9,9 minutos o gelo iniciou e concluiu toda a fusão, enquanto suatemperatura permanecia igual a zero. Da mesma maneira, a água entrou em ebuliçãodecorridos 21 minutos e novamente sua temperatura não variou até o final daexperiência, fervendo sempre, à temperatura constante de 100
O
C.Após 40 minutos desligamos a fonte de calor e medimos a massa restante de água queera de 1.366,67 g.Devemos também lembrar que em nossa experiência a quantidade de calor fornecidaera uma função do tempo, pois nossa fonte era de
 potência constante
:
Q P 
==
 Dessa forma a medida do tempo pode ser convertida em quantidade de calor 
 P Q
×=
 Dados da fonte de calor (resistência elétrica) utilizada:
==
6,12126
 Rddp
 Sendo assim a potência de nossa fonte será:
 P  R P 
1260
2
==
e podemos refazer o nosso gráfico registrando agora as quantidades de calor e temperatura nas unidades doSistema Internacional:
 
2.
 
Avaliando os resultados
Podemos perceber três etapas distintas nessa experiência:1-
 
um aquecimento linear entre -18
o
C e 0
o
C que nos mostra que deve existir umarelação direta entre o calor fornecido e a variação da temperatura:
Q
  podemos verificar essa relação com os valores obtidos:42001875600
=
e como usamos 2kg de gelo
 K kg  J 
./21002.1875600
=
e, portanto
mQ
=
.2100.
 Deve ser uma boa relação para o aquecimento do gelo. A constante 2100 J/kg.K é uma propriedade física do gelo denominada
calor específico
. Se cada substância possuir oseu próprio calor específico podemos escrever, generalizando:
cmQ
=
..
 2- vemos a ocorrência de um primeiro patamar quando a temperatura atinge 0
o
C(273K). Nesse patamar foram consumidos 672.840 J que apenas fundiram o gelo semvariação de temperatura. Foram assim
336,4 kJ/kg
, valor que será denominado
calor latente de fusão do gelo (L)
. Para a fusão podemos escrever 
 LmQ
.
=
 3- Logo em seguida, uma vez fundido todo o gelo, o gráfico novamente assinala umaaumento linear de temperatura em função do calor fornecido. Vemos que sãoconsumidos 839.160 J nesse serviço até que a temperatura alcance 100
o
C (373K),temos portanto
mQ
==
.2,4.2,4 100.2839160
 Em que 4,2 J/kg.K é o calor específico da água líquida.4- temos um segundo patamar quando a temperatura atingiu 100
o
C (373K) que deve ter uma analogia com o ocorrido no primeiro patamar. A energia recebida é todaempregada na mudança de fase. A água começa a evaporar.Restaram 1.366,67 g de água, evaporados, portanto, 633,33 g com o consumo de1436400 J o que nos dá:

Activity (12)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 hundred reads
Alee Dicelli liked this
Jayne Gomes liked this
Cíntia Oliveira liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->