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Uma historia da ciência informação

Uma historia da ciência informação

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Uma historia da ciência dainformação
Aldo de Albuquerque BarretoPh.D. in Information Science, LondresPesquisador Titular do MCT- ibict
Na Idade Média, que consideramos aqui como operíodo entre o fim do Império Romano e o nas-cimento da civilização da Grécia e Roma, algo en-tre os anos 900 e 1300 a informação era privilegiodos eruditos e estava retida pelos muros dos mos-teiros cuidada e vigiada pelos monges. Umberto Eco
11
 
em seu livro
O
 
 Nome da Rosa
visualiza estaprisão no discurso de Jorge, o bibliotecário chefedos monges copistas da Itália medieval:
[...] Mas é próprio de nosso trabalho, do traba-lho de nossa ordem e em particular do trabalhodeste mosteiro, aliás a sua substância – o estu-do e a custódia do saber, a custódia digo não abusca, porque é próprio do saber coisa divina,ser completo e definido desde o inicio, na per-feição do verbo que exprime a si mesmo[...].Não há progressos, não há revoluções deperíodos na história do saber, mas no máxi-mo, continua e sublime recapitulação [...].
Para enteder a ciência.pmd18/11/2007, 21:3479
 
 A informação esteve cativa em universos simbólicos divinospor longos anos. Entre alforrias e prisões chegou até a épocada Internet onde grande parte dos textos é liberado completoem sua linguagem natural. Mas muitos insistem em continu-ar operando por uma sublime recapitulação do passado. Acredito a área de ciência da informação se reconstruí ao sabordas inovações na tecnologia e prefiro sempre lidar com a suahistoriografia que com sua epistemologia. Assim, contar a his-tória de como se atuava no passado é didático e fundamentalpara o entendimento da evolução das práticas da área e para aformação dos seus profissionais.O livre fluxo de informação e sua distribuição eqüitativa temsido um sonho de diversos homens em diversas épocas. A redede saber universal foi uma preocupação desde a Academia deLince
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, talvez a mais velha sociedade científica de 1603. A lutapor uma distribuição adequada do conhecimento produzidopela humanidade vem desde o século XVII passando por anti-gas instituições e grupos europeus e americanos do norte, comoa construção da Enciclopédia
2
de Diderot e D’Alembert. PaulOtlet
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e seu grupo na Bélgica, Vannevar Bush e seus pesquisa-dores na segunda Guerra Mundial, a aldeia global de MarshalMcLuhan, as idéias de Roland Barthes, Jaques Derrida, os
“mitemas”
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de Claude Lèvi-Strauss, a Arqueologia do Saber deMichel Foucoult e o
 Decuverse
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global de Theodore Nelson.
6
O ideal compartilhado seria o de se construir uma sociedadedo conhecimento não só uma sociedade da informação. É umerro confundir a sociedade da informação com a sociedade doconhecimento. A sociedade da informação é uma utopia derealização tecnológica e a do conhecimento uma esperança derealização do saber.
Para enteder a ciência.pmd18/11/2007, 21:3480
 
 A Sociedade do conhecimento contribui para que o indivíduose realize na sua realidade vivencial. Compreende configura-ções éticas e culturais e dimensões políticas. A sociedade dainformação, por outro lado, está limitada a um avanço de no- vas técnicas devotadas para guardar, recuperar e transferir ainformação. Em nenhum momento a sociedade da informação pretendeuser responsável pelo conhecimento gerado na sociedade. Foisempre uma tecnoutopia e nunca uma utopia para um conhe-cimento social ampliado. A sociedade da informação, também,agrega as redes de informação, que são conformações com vi-gor dinâmico para uma ação de geração de conhecimento. A atual rede hipertextual da interface
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web possui umaracionalidade que nasce no século dezessete considerando o ní- vel e a qualidade da tecnologia vigente em cada época. A socie-dade em rede permite partilhar o saber para se ter uma sociedadedo conhecimento compartilhada, porque cada indivíduo entrano universo tecnológico das redes interligadas trazendo sua cul-tura, suas memórias cognitivas e sua odisséia particular. A era do iluminismo modifica a relação do pensamento erudi-to em relação ao acesso da informação. O Iluminismo foi ummovimento intelectual surgido no século XVIII, o chamado“século das luzes”. É um pensamento que defende a valoriza-ção do homem e da razão. O filosofo Immanuel Kant
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o defi-niu assim: “O Iluminismo é a saída do ser humano do estadode não-emancipação em que ele próprio se colocou.” Não-emancipação é a incapacidade de fazer uso de sua razão semrecorrer a outros.Os iluministas pregavam uma sociedade de transição come clas-ses tendo mais oportunidades iguais através do conhecimento.
Para enteder a ciência.pmd18/11/2007, 21:3481

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