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Direito Constitucional

Direito Constitucional

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APOSTILA DE NOÇÕESDE DIREITO ADMINISTRATIVO
Conteúdo:1. Atos Administrativos: conceito, requisitos, atributos, classificação, invalidação;2. Contratos Administrativos;3. Licitações: modalidades (Lei n.º 8.666/93 e alterações);4. Servidor Público. Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis (Lei n.º 8.112/90 e alterações):4.1 Das Disposições Preliminares (arts. 1º ao 4º);4.2 Do Provimento (arts. 5º ao 22 e 24 ao 32);4.3 Da Vacância (arts. 33 ao 35);4.4 Dos Direitos e Vantagens (arts. 40 ao 115);4.5 Do Regime Disciplinar (arts. 116 ao 142);4.6 Da Seguridade Social do Servidor (arts. 183 ao 231);4.7 Das Disposições Gerais (arts. 236 ao 242).5. Processo Administrativo na Administração Pública Federal - Lei n.º 9.784/99 e suas alterações.
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ATOS ADMINISTRATIVOS
Segundo Hely Lopes Meirelles: "Ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontadeda Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar,transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a siprópria".J. Cretella Junior apresenta uma definição partindo do conceito de ato jurídico. Segundo ele,ato administrativo é "a manifestação de vontade do Estado, por seus representantes, no exercícioregular de suas funções, ou por qualquer pessoa que detenha, nas mãos, fração de poder reconhecidopelo Estado, que tem por finalidade imediata criar, reconhecer, modificar, resguardar ou extinguir situações jurídicas subjetivas, em matéria administrativa".Para Celso Antonio Bandeira de Mello é a "declaração do Estado (ou de quem lhe faça asvezes - como, por exemplo, um concessionário de serviço público) no exercício de prerrogativaspúblicas, manifestada mediante providências jurídicas complementares da lei, a título de lhe dar cumprimento, e sujeitos a controle de legitimidade por órgão jurisdicional".Tal conceito abrange os atos gerais e abstratos, como os regulamentos e instruções, e atosconvencionais, como os contratos administrativos.Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro, ato administrativo é "a declaração do Estado ou dequem o represente, que produz efeitos jurídicos imediatos, com observância da lei, sob regime jurídicode direito público e sujeita a controle pelo Poder Judiciário". A distinção deste último conceito dos demais é que nele só se incluem os atos que produzemefeitos imediatos, excluindo do conceito o regulamento, que, quanto ao conteúdo, se aproxima mais dalei, afastando, também, os atos não produtores de efeitos jurídicos diretos, como os atos materiais e osenunciativos.
Traços Característicos do Ato Administrativo:
I - posição de supremacia da Administração;II - sua finalidade pública (bem comum);III - vontade unilateral da Administração.
REQUISITOS (ELEMENTOS OU PRESSUPOSTOS) DE VALIDADE
Na doutrina de Hely Lopes Meirelles, são cinco os requisitos necessários à validade dos atosadministrativos, 3 vinculados (Competência, Finalidade e Forma) e 2 discricionários (Motivo e Objeto).
Competência
Nada mais é do que a delimitação das atribuições cometidas ao agente que pratica o ato. Eintransferível, não se prorroga, podendo, entretanto, ser avocada ou delegada, se existir autorizaçãolegal.Em relação à competência, aplicam-se, pois, as seguintes regras:I - decorre sempre da lei;II - é inderrogável, seja pela vontade da Administração, seja por acordo com terceiros;III - pode ser objeto de delegação de avocação, desde que não se trate de competência exclusivaconferida por lei. Agente competente é diferente de agente capaz, aquele pressupõe a existência deste- todavia, capacidade não quer dizer competência, já que este "não é para quem quer, mas, sim, paraquem pode".O ato praticado por agente incompetente é inválido por lhe faltar um elemento básico de suaperfeição, qual seja o poder jurídico para manifestar a vontade da Administração.
Finalidade
É o resultado que a Administração pretende atingir com a prática do ato e efeito mediato,enquanto o objeto é imediato. Não se confunde com o motivo porque este antecede a prática do ato,enquanto a finalidade sucede a sua prática,já que é algo que a Administração quer alcançar com suaedição.
 
Há duas concepções de finalidade: uma, em sentido amplo, que corresponde à consecução deum resultado de interesse público (bem comum) outra, em sentido estrito, é o resultado específico quecada ato deve produzir, conforme definido em lei.É o legislador que define a finalidade do ato, não existindo liberdade de opção para oadministrador.Infringida a finalidade do ato ou a finalidade pública, o ato será ilegal, por desvio de poder (ex.:desapropriação para perseguir inimigo político).
Forma Legal ou Forma Própria
No Direito Administrativo, o aspecto formal do ato tem muito mais relevância que no DireitoPrivado, já que a observância à forma e ao procedimento constitui garantia jurídica para oadministrador e para a Administração. É pela forma que se torna possível o controle do atoadministrativo. Apenas a título de esclarecimento, advirta-se que, na concepção restrita da forma, considera-se cada ato isoladamente e, na concepção ampla, considera-se o ato dentro de um procedimento(sucessão de atos administrativos da decisão final). A observância à forma não significa, entretanto, que a Administração esteja sujeita a formasrígidas e sacramentais. O que se exige é que a forma seja adotada como regra, para que tudo sejapassível de verificação. Normalmente, as formas são mais rigorosas quando estão em jogo direito dosadministrados (ex.: concursos públicos, licitações e processos disciplinares). Até mesmo o silêncio significa forma de manifestação de vontade, quando a lei o prevê.Forma é o elemento exteriorizador do ato administrativo, o modo pelo qual o mesmo seapresenta.
Motivo ou Causa
É a situação fática ou jurídica cuja ocorrência autoriza ou determina a prática do ato. Não deveser confundido com motivação do ato que é a exposição dos motivos, isto é, a demonstração de que ospressupostos de fato realmente existiram.Segundo a Teoria dos Motivos Determinantes, o administrador fica vinculado aos motivosdeclinados para a prática do ato, sujeitando-se à demonstração de sua ocorrência, mesmo que nãoestivesse obrigado a explicitá-los.Quando o motivo não for exigido para a perfeição do ato, fica o agente com a faculdadediscricionária de praticá-lo sem motivação, mas se o tiver, vincula-se aos motivos expostos passando avaler o ato se todos os motivos alegados forem verdadeiros.
Teoria dos Motivos Determinantes
Tal teoria relaciona-se com o motivo do ato administrativo.Segundo tal teoria, a validade do ato se vincula aos motivos indicados como seu fundamento,de tal modo que, se inexistentes ou falsos, implicam em sua nulidade.Por outras palavras, quando a Administração motiva o ato, mesmo que a lei não exija amotivação, ficará ela vinculada ao motivo declinado e o ato só será válido se os motivos foremverdadeiros.Ex.: exoneração
ad nutum
sob alegação de falta de verba. Se, logo após a exoneração, nomear-seoutro funcionário para o mesmo cargo, o ato será nulo por vício quanto ao motivo.
Objeto ou Conteúdo
É o efeito imediato que ato administrativo produz, enuncia, prescreve ou dispõe. Assim como o ato jurídico, requer objeto lícito, possível, certo e moral.Visa a criar, a modificar ou a comprovar situações jurídicas concernentes a pessoas, coisas ouatividades sujeitas à ação do Poder Público. Por ele a Administração manifesta seu poder e suavontade, ou atesta simplesmente situações preexistentes.

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