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Comida de Peão

Comida de Peão

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07/22/2010

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Aos meus ilhos Ivan, Eric e Caio,minhas lechas À Milena, por conduzir como herança minha alma eminina Ao meu esposo André,pelos caminhos de mãos dadas 
A COZINHASERTANEJA
A comida do peão de boiadeiro
Silvia Corrêa Petroucic
 
ÍNDICE DAS RECEITAS 
Abóbora com Carne Seca 21Arroz Caipira 22Arroz Carreteiro 11Arroz Churrasqueiro 48Arroz com Alho na Casca 23Arroz com Feijão 17Banana Escondida 26Bananada 27Bolinho São Benedito 52Bolo de Milho 54Bolo de Fubá 53Caé 51Carne de Sereno 14Carne Seca com Banana 21Curau 25Doce de Abóbora 27Faroa Crua 47Faroa de Milho 46Faroa Simples de Manteiga 46Feijão Gordo 13Feijão Tropeiro 12Frango ao Molho Pardo 19Frango com Guariroba 18Frango de Fazenda 18Galinhada 31Lingüiça Cuiabana 47Molho de Cebola 44Molho de Cebola e Cebolinha 45Molho de Hortelã 43Molho de Pimenta Aromatizado 32Molho Vermelho 43Molho de Vinho Tinto 44Molho Vinagrete 45Paçoca de Carne 13Pão de Queijo 53Panelada de Frango 16Polenta 25Salada de Baciada 24Tutu de Feijão 20Vaca Atolada 8Virado Caipira 24
INSTITUTO VALENTE
A edição deste livro tem como inalidade divulgar nossa cultura e olclore regional,bem como o apoio aos diversos projetos educacionais desenvolvidos pelo InstitutoValente de Barretos, S.P.Este Instituto é uma organização não governamental, sem ins lucrativos, criado coma missão de atender crianças e jovens, educando-os com base em valores humanos eoerecendo-lhes condições adequadas para o desenvolvimento de suas potencialidades.As crianças e os jovens assistidos pelo programa apreendem os valores humanos maisimportantes por meio de vivência diária e de inter-relações resultantes do processoeducacional como: cooperação, honestidade, responsabilidade e tolerância.
 
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A COZINHASERTANEJA
A comida do peão de boiadeiro
Silvia Corrêa Petroucic
PREFÁCIO 
A Cozinha Sertaneja não é apenas um livro de receitas, o que já seria ótimo. É um importante
 
registro escrito do nosso folclore regional, com o qual Silvia, generosamente, nos presenteia.
Somos, ambas, ilhas de Barretos, lugar em que toda a gente se conhece. Nossos pais,parceiros de longa data nas distrações de cidade pequena, trocavam inormações sobrenossas andanças, dando-nos a impressão de proximidade, mesmo quando cada umatrilhava um caminho dierente, mais longe ou mais perto dali.Assim, bastou-me pouco tempo para identiicar, na proposta deste livro, a mulher atentae determinada, que não se intimida diante dos desaios. Silvia se introduz com corageme sensibilidade, neste que é um assunto de homens: o universo particular do peão deboiadeiro. Nos conduz pelo roteiro das comitivas, do qual a mulher, tradicionalmente, nãoaz parte. Nos encanta e emociona quando compartilha conosco suas impressões sobrea vida do peão, sua lida, seus costumes e prazeres. Relatos que azem deste livro umasaborosa viagem.Leila M.Y. Kuczynski
Leila é autora do livro “Líbano, Impressões e Culinária” e proprietária do restaurante Arábia, em São Paulo.
APRESENTAÇÃO 
Nasci e vivo em Barretos, cidade que cresceu em torno de rigoríicos, onde o olclore, astradições e a culinária estão intimamente ligados à vida do peão de boiadeiro. Tanto que,todo agosto, acontece aqui a Festa do Peão de Boiadeiro, uma das maiores e mais amosasdo mundo, no gênero.Talvez por associar o abate do boi ao churrasco, o povo que nos visita ique decepcionado
ao constatar que não temos tantas churrascarias como esperavam. Acabou me incomodando
 ter sempre que explicar que nossos pratos típicos derivam, principalmente, da comidaeita pelos boiadeiros durante as viagens, no ogo de chão improvisado. É o arroz decarreteiro, o eijão gordo, a paçoca de carne. Das azendas onde moravam os peões,ou que lhes serviam como ponto de pouso, herdamos os pratos com rango: galinhada,rango com guariroba; eijão tropeiro e as quitandas de milho.Apenas de alguns anos para cá, o churrasco entrou, deinitivamente, em nosso cardápio.Feito nos quintais ou na calçada, em tardes preguiçosas, tornou-se um hábito barretense.Tem características próprias, que reletem o desenvolvimento tecnológico conquistadopelos rigoríicos daqui.Além da preocupação com as origens da culinária regional, outro motivo me levou a entrarno cotidiano da cozinha. Minha rotina de trabalho como psicóloga soreu um abalo quandominha cozinheira, Carmo, anunciou que ia se aposentar, após dezessete anos de idelidade.Depois de tanto tempo, precisei mergulhar o espírito e, literalmente, as mãos em minhasgavetas de receitas a im de preparar sua sucessora.De repente, me dei conta de que ali estava toda uma vida. Cadernos herdados das avós,
recortes de revistas e jornais, receitas copiadas à mão em pedaços de papel. Pensei
que a duração de um casamento poderia ser calculada pelo número de gavetas de receitas,
assim como pelas acas de pão. Quantos anos precisei para encher cada gaveta?Uma aca, bem sei, dura dez anos. Já estou na quarta.Tive vontade de partilhar minhas relexões, minhas vivências, os aromas e saboresculinários de minha terra, rica em olclore e tradições tão pouco conhecidas.Assim nasceu esse livro.Silvia Corrêa Petroucic

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