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SCHAFER, R. Murray. O Rinoceronte Na Sala de Aula - Resumo Comentado

SCHAFER, R. Murray. O Rinoceronte Na Sala de Aula - Resumo Comentado

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Resumo comentado do texto "O rinoceronte na sala de aula" de Murray Schafer. O texto está publicado no Brasil como capítulo do livro "O ouvido pensante", leitura obrigatória para qualquer interessado em arte-educação e educação musical.
Resumo comentado do texto "O rinoceronte na sala de aula" de Murray Schafer. O texto está publicado no Brasil como capítulo do livro "O ouvido pensante", leitura obrigatória para qualquer interessado em arte-educação e educação musical.

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Published by: Carlos Roberto Prestes Lopes on Jun 04, 2010
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07/31/2013

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Resumo comentado do texto:
“O rinoceronte na sala de aula”
 
de
Murray Schafer
por
Carlos Roberto Prestes Lopes
Publicado no Brasil como capítulo
do livro “O ouvido pensante”
 
SCHAFER, R. Murray. O ouvido Pensante. Tradução de Marisa T. de O. Fonterrada, Magda R. G. daSilva, Maria L. Pascoal. São Paulo: UNESP, 1991. (p. 277 a 342)
 
- Resumo comentado - R. Murray Schafer -
O Rinoceronte na Sala de Aula
 
por Carlos Roberto Prestes Lopes - 2010
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O início do capítulo apresenta 10 “máximas dos educadores” muito
interessantes, quedemonstram as inclinações educacionais de Schafer, preceitos contemporâneos que devem serutilizados em música, mas podem facilmente ser transportados para as outras áreas da educação.Aqui as transcrevo integralmente:
1.
 
O primeiro passo prático, em qualquer reforma educacional, é dar o primeiropasso prático.2.
 
Na educação, fracassos são mais importantes que sucessos. Nada é mais tristeque uma história de sucessos.3.
 
Ensinar no limite do risco.4.
 
Não há mais professores. Apenas uma comunidade de aprendizes.5.
 
Não planeje uma filosofia de educação para os outros. Planeje uma para vocêmesmo. Alguns outros podem desejar compartilhá-la com você.6.
 
Para uma criança de cinco anos, arte é vida e vida é arte. Para uma de seis,arte é arte e vida é vida. O primeiro ano escolar é um divisor de águas nahistória da criança: um trauma.7.
 
A proposta antiga: o professor tem a informação; o aluno tem a cabeça vazia.Objetivo do professor: empurrar a informação para dentro da cabeça vazia doaluno. Observações: no início, o professor é um bobo; no final, o alunotambém.8.
 
Ao contrário, uma aula deve ser uma hora de mil descobertas. Para que issoaconteça, professor e aluno devem em primeiro lugar descobrir-se um aooutro.9.
 
Por que são os professores os únicos que não se matriculam nos seus próprioscursos?10.
 
Ensinar sempre provisoriamente: Deus sabe com certeza.(p. 277 e 278)
Introdução
 Na introdução o autor apresenta alguns outros pensadores que trazem novas formas de estudarmúsica, priorizando como ele a criatividade e a exploração, questionando fortemente a maneiracomo a música é estudada pelos músicos eruditos. Concordo plenamente com váriasobservações: o estudo técnico/mecânico exaustivo não necessariamente resulta em uma músicamelhor interpretada; ao ensinar música, a criatividade tem de estar presente... não faz sentido lerpartitura se o sujeito não compreende o que faz. Ele também (o autor) dá vários exemplos de
como a forma de vida atual se reflete na aula de música, “a aula de música é sempre umasociedade em microcosmo”.
 
Schafer considera a música Pop como fenômeno social e não musical, “qualidade musical,
sociologia e negócios não se beneficiam quando
se misturam”. Concordo em parte com ele...
também não considero benéfica essa interação entre música e dinheiro já que os interessadosnão estão preocupados em produzir algo autêntico ou de alta expressividade artística, porém amúsica criada para ser vendida é produzida com base no que o consumidor escuta (ou não escutarealmente), é consumida pelo público, e é produto da criação humana (qualquer que seja seufim), portanto é fenômeno musical e social, já que a meu ver é impossível dissociar esses doisfenômenos, toda música é produto de sua sociedade.Schafer traz diversas concepção contemporâneas (na verdade nem tanto, porém as instituiçõesde ensino insistem em não vê-la), como o erro considerado melhor que o acerto, pois leva àreflexão. Esta perspectiva também respalda o trabalho do professor pesquisador, que não devetemer o erro, para reforçar esta ideia, o autor relata algumas experiências próprias, onde o errofez parte do processo.
 
- Resumo comentado - R. Murray Schafer -
O Rinoceronte na Sala de Aula
 
por Carlos Roberto Prestes Lopes - 2010
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Educação musical: considerações
 
 
O fazer criativo na músicaAo contrário de outras áreas do conhecimento humano, as artes, e dentro delas a música é claro,
não deve ser entendida como matéria de “acumulação de conhecimento” como o tradicional
ensino de história (processo adotado em muitas partes do estudo de música), mas deve ter o
expressivo e a exploração como objetivo “estamo
s entrando em uma nova era da educação, que
é programada para a descoberta e não para a instrução”.
 O autor relata uma forma de trabalho que já experimentei, usando primeiramente a exploração
livre dos instrumentos à disposição, depois uma “colheita” do qu
e os alunos apreenderam destaexperiência (em forma de organização dos diferentes sons possíveis em cada instrumento), e por
último cada um faz uma composição (no meu caso várias improvisações). Este “método” foi
utilizado por mim com crianças desde 4 até 14 anos e é muito envolvente e produtivo.
 
O ambiente sonoroAqui o autor explica melhor as ideias de paisagem sonora e ecologia sonora.
“Se ficarmos todos surdos, simplesmente não haverá mais música. Uma das definições de ruído
é que ele é o som que apren
demos a ignorar”. Nesta frase o autor concentra muitas das suas
convicções, e através dela é capaz de justificar muitas das escolhas propostas em todo o livro.
 
Um ponto de encontro para todas as artes
Expondo a “inaturalidade” da separação das artes, o aut
or fala sobre o trauma para a criança quetem sua percepção fragmentada, e como esta visão particionada de mundo dificulta a inserção dacriança, que recebe todos estes dados juntos, na prática escolar (onde normalmente é iniciadanesta fragmentação).Esta separação das artes é tão contraditória que não resiste na grande maioria das manifestaçõesculturais/populares, onde em geral a música está fortemente atrelada à dança/movimentação,sabores e cheiros típicos desta festa. Este momento tem um significado totalmente diferente paraa comunidade e seus costumes.Schafer é absolutamente contra a separação total e prolongada das artes, mesmo admitindo quepara aprofundar-se em certa área é necessário um estudo super específico e guiado porprofissionais (vai falar mais adiante sobre isso).Outras relações apresentadas no texto são a diferença da interpretação do silêncio pelassociedades Ocidentais e Orientais, que influenciam claramente na paisagem sonora de cadapopulação.
Educação musical: mais considerações
 
 
Por que ensinar música?Apontando alguns motivos comumente aceitos para a presença da música na escola, passa peladiscussão da moralidade da música (se ela influencia diretamente a ética de um indivíduo)

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