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contratos - lei 8.245/91

contratos - lei 8.245/91

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resumo da lei 8.245/91 feito pelo professor luiz fernando de almeida.
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FUNDAÇÃO ARMANDO ALVARES PENTEADO
Especialização em Direito Civil e Processo CivilTema: OBRIGAÇÕESProf. LUIZ FERNANDO DO VALE DE ALMEIDA GUILHERME
Advogado sócio de Almeida Guilherme Advogados
1
.Bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP.Mestre pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP. Doutorando pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP. Professor da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, nos cursos de graduação e pós graduação, e daPontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP (Cogeae). Professor no curso de graduação da FMU. Professor da Escola Paulistada Magistratura (EPM) nos cursos de Família e Meios Alternativos de Soluções de Conflitos. Professor do curso de Especialização de DireitoCivil e Processo Civil da FAAP. Ex - Coordenador e Professor do curso de Mediação, Conciliação e Arbitragem na Escola Superior deAdvocacia de São Paulo – núcleo Pinheiros. Professor convidado nos cursos de
 LLM 
do Ibmec-SP.
 
 ________________________________________________________________________________ 
OBRIGAÇÕES (arts. 233 – 420 do CC) – Tema:
Classificação das Obrigações: (i) dar, (ii) fazer, (iii) não fazer 
Obrigações relativas ao modo de execução: (i) obrigação alternativa, (ii) obrigação facultativa
 Das Obrigações Solidárias
 Das Obrigações Divisíveis e Indivisíveis
--------------------X--------------------Classificação das ObrigaçõesNoção Introdutória
Conforme a prestação exigida ao devedor, a obrigação pode ser:
 
de dar 
,
de fazer 
e
de não fazer 
 (
dare, facere
ou
non facere
)
Coisa certa
é o bem determinado pelo seu gênero e espécie, por sua qualidade e quantidade.
Coisa incerta
vem a ser o bem determinado unicamente por seu gênero assim como a suaquantidade ou sem predeterminação de sua extensão.
1
www.aglaw.com.br 
 
Fazer e não fazer
são comportamentos exigidos do devedor, por lei ou pela vontade do indivíduo, para a satisfação dos interesses do credor.
1. Obrigação de DAR 
 A
obrigação de dar
é aquela cuja prestação é a entrega de uma coisa móvel ouimóvel. Na prática, não importa se a entrega é definitiva ou temporária. Porém, se a entregado objeto for de caráter temporário, cria-se o expediente da necessidade de devolução ou da
restituição
da coisa por parte do devedor.É importante dizer que pelo nosso sistema de fundamentação romana, a obrigação dedar não constitui especificamente a entrega da coisa, mas sim um compromisso de entrega da coisa.Assim, a obrigação de dar gera apenas um crédito e não um direito real. Ou seja, a transferência da propriedade de bens imóveis só se dá pela transcrição do título no Registro de Imóvel e atransmissão dos bens móveis se efetiva pela tradição, ou seja, pela entrega da coisa em si.
1.2Obrigação de DAR COISA certa
A
obrigação de dar coisa certa
consiste na disponibilizão de um bemindividualizado e determinado, fazendo-se distinto dos demais. Poderá, entretanto, a entrega ser denatureza
não
 
específica
, mas sim
 genérica
, isto é, com o objeto da entrega recaindo sobre a
quantidade
e
não
sobre a
qualidade
da coisa, como exemplo, na entrega por parte do devedor de100 sacas de café ou de 500 açúcar. Em sentido oposto, será genuinamente
específica
quandoincidir sobre um objeto
certo
e
determinado
, como exemplo, um
cavalo de corrida Faraó
ou um
quadro
 X 
”, de um renomado pintor.O objeto da obrigação, a coisa certa, servirá para o adimplemento da obrigação.Dessa maneira, como informa o art. 313 do CC: “o credor não é obrigado a receber prestaçãodiversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa”. Do mesmo modo, o credor não pode exigir outra prestação, ainda que menos valiosa. Esse ideário sustenta o princípio pelo qual os contratosdevem ser cumpridos como ajustados.Também não pode o devedor extinguir a obrigação, substituindo a coisa que é seuobjeto por dinheiro uma vez que esse procedimento significaria a mudança arbitrária e unilateral deuma obrigação simples para uma obrigação alternativa.
1.2.1Conseqüências da perda ou deterioração da coisa certa.
O devedor deverá zelar pela conservação da coisa, mas ainda que assim o proceda,de modo prudente e diligente, pode o objeto se perder. Nesse sentido,
não havendo
então a
culpa
do devedor e perdida a coisa antes da tradição, encerra-se a obrigação para ambos e o prejuízo ficaadstrito ao dono do bem. Se já houver sido efetuada a tradição e os danos ocorrem em seguidarecairão ao novo proprietário os prejuízos.De outro modo,
se existir a culpa
por parte do devedor e a coisa se deteriorar,sofrendo diminuição de seu valor, o credor escolherá se prefere a coisa nas condições em que seencontrar, com o abatimento do preço do estrago, ou se considerará desfeita a relação.
 
Nas obrigações de dar se incluem as prestações de índole diversa: de restituir1.3Obrigação de restituir
Caracteriza-se por envolver uma devolução, como no caso do locatário, do mutuário,do comodatário, do depositário e do mandatário. O devedor, por ter recebido coisa alheia devedevolvê-la ao seu proprietário, uma vez que houve apenas a cessão da posse da coisa.
1.3.1Perda ou deteriorão na obrigação de restituir coisa certa
 Art 238: “se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder antesda tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus direitos até odia da perda”.
Logo, se for provada a perda total do bem, sem a culpa do devedor, o credor, isto é, o proprietário, assume todos os prejuízos e a obrigação acaba, assim como ocorre na hipótese da
 perda ou deterioração da coisa certa
.
PORÉM
, uma vez provada a culpa do devedor, esteresponderá pelo valor equivalente, mais perdas e danos (CC, arts. 239, 583 e 1995). (Diniz, MariaHelena. Curso de Direito Civil Brasileiro, p. 74)Se o bem sofrer deterioração sem culpa do devedor, o credor o receberá no estadoque estiver, sem direito a indenização. Se houver culpa do devedor, poderá o credor exigir oequivalente, acrescido de perdas e danos. Pode ainda optar por receber o bem no estado em que seencontrar, mais as perdas e danos (CC, arts. 240 c/c os arts. 239 e 1.435, IV).
1.4Lucros
Se a coisa restituível se valorizar em virtude de frutos, benfeitorias, melhoramentos eacréscimos,
SEM
a despesa ou trabalho do devedor,
LUCRARÁ
o credor 
SEM
pagar indenização, pelo simples motivo de que a coisa a ele pertence (241, 629, 1.435, IV), já que o
acessório segue oprincipal. TODAVIA,
se os melhoramentos, em geral, vieram em função de trabalho do devedor,deverá o credor ressarcir aquele. Mas a questão não se encerra! Importante é saber se o devedor agiu de boa ou de má-fé quando dos gastos com os melhoramentos da coisa.
Se ele procedeu deboa-fé
, terá direito a indenização pelos melhoramentos necessários (feitos para a conservação) eúteis (feitos para facilitar o uso), “podendo, sem detrimento para a coisa, levantar os voluptários(efetivados para embelezamento ou recreação), se não for reembolsado da respectiva importância,tendo, ainda, o direito a retenção no que concerne ao valor dos acréscimos úteis e necessários(DINIZ, 75) .
Entretanto
,
se estiver de má-fé
, terá direito a indenização apenas pelos gastosnecessários, não podendo levantar os de mero deleite (CC 1.220).
1.5Obrigação DE DAR coisa incerta
Sua prestação é indeterminada
mas suscetível de determinação
, pois seu pagamentoé precedido de um ato preparatório de escolha que individualizará a prestação. Nesse momento aobrigação deixa de ser “
dar coisa incerta
” para se tornar “
dar coisa certa
”. Essa escolha acarreta naentrega nem do bem de pior nem do de melhor qualidade (CC, art 244), mas sim na seleção daquelecom os atributos medianos.É importante que uma vez que
a priori
não exista a determinação da coisa em si seja

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