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EG Direito Penal[1]

EG Direito Penal[1]

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UNIVERSIDADE LUSÓFONA
Direito Penal
Aulas Teóricas
2009 / 2010
 
 
Direito Penal
INTRODUÇÃO1.CONCEITOS FUNDAMENTAISA)Noção de Direito Penal
Conjunto de regras judicas que associam a factos penalmente relevantes (crimes),determinadas consequências jurídicas desfavoráveis.
1.O conceito de crime. Diversidade de perspectivas
Acto típico, ilícito, culposo e punível. Todo o facto ilícito susceptível de lhe ser aplicada uma leipenal.
Perspectiva formal
: trata-se de um comportamento voluntário passível de pena, i.é., é crimeaquilo que é descrito na lei como sendo passível de pena de acordo com o Art.1º do CP. Istonão resolve nada uma vez que resta saber o que é pena de acordo com o Art.40º do CP.
Perspectiva estrutural:
são as normas que tipificam determinados factos como crimes, i.é.,fazem corresponder a um determinado comportamento humano, a uma situação de facto(crime), uma sanção (pena). Há uma previsão normativa, que se reflecte num comportamentoproibido, estabelecendo a respectiva moldura penal (previsão – estatuição). Esta perspectivanão é correcta para definir o conceito de crime, pois:- Existem outros ilícitos, que não os ilícitos penais, que também têm este tipo deestrutura (previsão – estatuição).- Revela-se insuficiente, porque se reconduz sempre a uma perspectiva formal – umaactuação humana que culmina numa sanção.Art.131º CP: “Quem matar outra pessoa (previsão / crime) é punido c/pena de prisão de oito adezasseis anos (estatuição / pena).No que respeita à tentativa de homicídio temos que ir à parte geral retirar a previsão da norma
Perspectiva material ou substantiva:
são os factos ou comportamentos que lesam bens jurídicos fundamentais (os valores da comunidade), podendo por em causa a própriasociedade.
Perspectiva sociológica:
tem em conta valores espaço / temporais de uma sociedade, sendoque o Estado deve consagrar na Lei Fundamental esses mesmos valores.
2.O conceito de pena e a sua extensão.
O que é mais característico no Direito Penal é sempre a possibilidade de privação de liberdade.Penas principais (prisão e multa), penas acessórias e penas de substituição
3.Âmbito e delimitação do Direito Penal
A sanção - jurídico - penal só pode ser aplicada através dos tribunais pois, em direito penal,vigora o princípio da mediação judicial, i.é., o Estado chama a si o monopólio do poder punitivo(Arts.29º e 32º CRP), organizando e estabelecendo as regras de um processo justo.Posteriormente, existe o direito penal de execução das penas, que é o conjunto de normas queregulam o início, a execução e o termo das sanções penais.
3.1.Ilícito penal e ilícito de mera ordenação socialPrincipais distinções:
- Nos princípios- No plano sancionatório- No plano processual- No plano das pessoas colectivasO objecto do
ilícito penal
, são os crimes, cujas sanções são as
penas
.O objecto do
IMOS
são as contra-ordenações, cujas sanções são as
coimas
.O ilícito penal distingue-se do IMOS através da natureza sancionatória e processual.Quanto às entidades que têm capacidade para aplicar as respectivas sanções, no ilícito penal,vigora o princípio da jurisdição, pelo que cabe aos tribunais a aplicação das penas, enquanto,que as coimas são aplicadas pelos agentes administrativos, muito embora o seu recurso sejafeito para os Tribunais Judiciais, excepto no que diz respeito a matéria tributária, cujo recurso éfeito para os Tribunais Administrativos.
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Direito Penal
A nível processual, enquanto, que no processo penal existe uma fase inicial de inquéritopresidida pelo MP e, uma segunda fase, o julgamento, presidida por um Tribunal, havendo apossibilidade de aplicação de medidas cautelares e mesmo privativas da liberdade, antes do julgamento (prisão preventiva), o processo de mera ordenação social, até à aplicação dacoima, é centrado numa entidade administrativa.A
nível substantivo
não existe, em regra, responsabilidade criminal das pessoas colectivas –Art.11º CP – princípio da pessoalidade – excepto no que diz respeito a matérias tributárias. Nascontra-ordenações, o Art.7 da IMOS refere que coimas aplicam-se, indistintamente, quer àspessoas singulares, quer às pessoas colectivas.No que diz respeito ao
critério quantitativo
, que assenta na essencialidade dos factos, refereque a uma diferente gravidade do ilícito, corresponderá uma sanção diferente – pena ou coima. Todavia nem sempre o ordenamento ético - moral, coincide com o ordenamento jurídico -penal.No que concerne ao
critério qualitativo
 
,
a diferea entre ambos os ilícitos, é feita,igualmente, na essencialidade diferenciada da infracção. Assim, enquanto as sanções no ilícitopenal representam, para quem as pratica, um juízo de censura ética, o mesmo não sucedepara as sanções na IMOS. Todavia, este conceito de diferenciação seja tendencialmente maisabrangente, aplica-se a mesma crítica que ao critério quantitativo.
Ilícito Penal (Direito Penal)Ilícito Civil (DireitoCivil)-
Princípio da culpa- Responsabilidade objectiva que nãose funde na culpa- Responsabilidade pelo facto- Responsabilidade pelo risco- A responsabilidade penal não é transmissível- A responsabilidade civil étransmissível- Responsabilizam-se apenas as PS- Responsabilizam-se PS e PC- Vigora a presunção de inocência- Vigora a presunção de culpa, admitindo ainversão do ónus da prova- As sanções são a pena e a multa- As sanções são reconstitutivas oucompensatórias- As penas estão pré-fixadas- As partes podem fixar as penas porincumprimento- Ramo de Direito Público- Ramo de Direito Privado Comum.
2.FUNÇÃO E LEGITIMAÇÃO DO DIREITO PENALA)A Teoria dos fins das penas: exposição e crítica
1. Nota hisrica2. As ideias de retribuição, prevenção e reintegração.. Fins mediatos
O direito penal é entendido como um instrumento para a prossecução dos fins do Estado (ExRDA, URSS). Por exemplo, na Rússia Soviética de 1917, foi criada uma comissão especial paraa luta contra a revolução, a qual possuía competência para julgar os “inimigos do povo”. Osistema penal na Alemanha nazi tinha por finalidade a prossecução de um sistema ideológico epolítico.
. Fins imediatos
O direito penal é entendido como uma protecção dos bens jurídicos. Assim, sendo a pena um juízo de censura, duas finalidades podem ser prosseguidas:
a)Teoria da Retribuição – teoria absoluta dos fins das penas
As penas servem para retribuir o mal que alguém praticou. O seu sentido está ligado à ideia decastigo, o que naturalmente, se relaciona com a própria ideia religiosa de punição por um certopecado. Esta concepção dominou em toda a Europa durante a Idade Média.Kant entendia a pena como um imperativo categórico de justiça.Hegel entendia a pena como uma reposição do direito negado pelo crime. A pena é a negaçãodo direito violado pelo crime.Direito = Tese (
é)
; Crime = Antítese (não é) ; Pena = Síntese
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