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051018_TERRITORIO_ESPACO_quarta

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 1
AS DIFERENTES ABORDAGENS DO CONCEITO DE TERRITÓRIO
Adilson Aparecido Bordoaabordo@ig.com.brCleide Helena Prudêncio da Silvacleideprudencio@bol.com.brMarcelo Nunesnunegeo@bol.com.brTúlio Barbosatuliobarbosa2004@yahoo.com.brWagner Miralhawagnermiralha@bol.com.brPós-graduação: FCT/UNESP
Resumo:
Estas reflexões sobre as diversas abordagens do conceito de território fazemparte do trabalho de conclusão da disciplina intitulada: “O tempo, o espaço e o território:uma questão de método”, ministrada no nível de Mestrado junto à FCT/UNESP em 2004.O estudo das diferentes acepções do território é fundamental para a formação do geógrafo,pois o espaço, o território, a região e a paisagem são os conceitos-chave da ciênciageográfica e foram adquirindo concepções variadas no decorrer da história do pensamentogeográfico, sendo trabalhados de diferentes maneiras pelos principais autores quecontribuíram para um enriquecimento maior dos principais conceitos da Geografia.
Palavras-chave:
Território, poder, espaço, trabalho, política, economia, cultura.
1. Introdução.
Neste ensaio, buscar-se-á resgatar e explicitar reflexões sobre o conceito deterritório desenvolvidas por diversos autores e, principalmente, enfatizar os aspectostrabalhados nas diferentes concepções apontadas.Cada autor, dependendo da sua linha de trabalho e de suas concepções teórico-metodológicas, dá ênfase a alguns aspectos dentro do território, seja o aspecto econômico,
 
 2político e cultural ou o entrelaçamento destes fatores, para explicar o conceito e a dinâmicade um espaço que está sempre em construção.
2. Diferentes leituras do conceito de território.
Um dos autores pioneiros na abordagem do território foi
Claude Raffestin (1993)
.Merece destaque na sua obra o caráter político do território, bem como a sua compreensãosobre o conceito de espaço geográfico, pois o entende como substrato, um palco, pré-existente ao território.Nas palavras do autor:
É essencial compreender bem que o espaço é anterior ao território. Oterritório se forma a partir do espaço, é o resultado de uma açãoconduzida por um ator sintagmático (ator que realiza um programa) emqualquer nível. Ao se apropriar de um espaço, concreta ou abstratamente[...] o ator “territorializa” o espaço. (RAFFESTIN, 1993, p. 143).
Dentro da concepção enfatizada pelo autor, o território é tratado, principalmente,com uma ênfase político-administrativa, isto é, como o território nacional, espaço físicoonde se localiza uma nação; um espaço onde se delimita uma ordem jurídica e política; umespaço medido e marcado pela projeção do trabalho humano com suas linhas, limites efronteiras.Segundo o mesmo autor, ao se apropriar de um espaço, concreta ou abstratamente,o ator territorializa o espaço. Neste sentido, entende o território como sendo:
[...] um espaço onde se projetou um trabalho, seja energia e informação,e que, por conseqüência, revela relações marcadas pelo poder. (...) oterritório se apóia no espaço, mas não é o espaço. É uma produção apartir do espaço. Ora, a produção, por causa de todas as relações queenvolve, se inscreve num campo de poder [...] (RAFFESTIN, 1993, p.144)
.
 
Na análise de RAFFESTIN (1993), a construção do território revela relaçõesmarcadas pelo poder. Assim, faz-se necessário enfatizar uma categoria essencial para acompreensão do território, que é o poder exercido por pessoas ou grupos sem o qual não sedefine o território. Poder e território, apesar da autonomia de cada um, vão ser enfocados
 
 3conjuntamente para a consolidação do conceito de território. Assim, o poder é relacional,pois está intrínseco em todas as relações sociais.
Rogério Haesbaert
analisa o território com diferentes enfoques, elaborando umaclassificação em que se verificam três vertentes básicas: 1)
 jurídico-política
, segundo aqual “o território é visto como um espaço delimitado e controlado sobre o qual se exerceum determinado poder, especialmente o de caráter estatal”; 2)
cultural(ista),
que “priorizadimensões simbólicas e mais subjetivas, o território visto fundamentalmente como produtoda apropriação feita através do imaginário e/ou identidade social sobre o espaço”: 3)
 
econômica,
“que destaca a desterritorialização em sua perspectiva material, como produtoespacial do embate entre classes sociais e da relação capital-trabalho”. (HAESBAERT
apud 
SPOSITO, 2004, p.18).No panorama atual do mundo com todas as suas complexidades e processos, muitasvezes excludentes, como a crescente globalização e a fragmentação a um nível micro oulocal, servindo de refúgio à globalização, HAESBAERT (2002) identifica umamultiterritorialidade reunida em três elementos: os territórios-zona, os territórios-rede e osaglomerados de exclusão.Para o mesmo autor, nos territórios-zona prevalece a lógica política; nos territórios-rede prevalece a lógica econômica e nos aglomerados de exclusão ocorre uma lógica socialde exclusão sócio-econômica das pessoas. HAESBAERT (1997) também analisa a questãodo conceito de território com um enfoque cultural, quando estuda a des-territorialização e aidentidade na rede gaúcha no nordeste.No entanto, é importante destacar que:
[...] esses três elementos não são mutuamente excludentes, masintegrados num mesmo conjunto de relações sócio-espaciais, ou seja,compõem efetivamente uma territorialidade ou uma espacialidadecomplexa, somente apreendida através da justaposição dessas três noçõesou da construção de conceitos “híbridos” como o território-rede.(HAESBAERT, 2002, p. 38).
A abordagem de
Marcelo Lopes de Souza (2001)
sobre o território é política etambém cultural, visto que este autor identifica, nas grandes metrópoles, grupos sociais queestabelecem relações de poder formando territórios no conflito pelas diferenças culturais.SOUZA (2001) salienta que o território é um espaço definido e delimitado por e apartir de relações de poder, e que o poder não se restringe ao Estado e não se confunde

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