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Nexo de Causalidade

Nexo de Causalidade

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NEXO DE CAUSALIDADE
1)A natureza da relação de causalidade:
Segundo Zaffaroni a causalidade é algo real, é uma “categoria do ser” enão do pensamento. Devido a isso não pode ser criada pelo tipo e nempelo direito. A única coisa que o tipo pode fazer é dar-lhe ou tira-lherelevância. Para começar a comprovar se uma conduta é típica, o maiselementar é indagar se ela causou o resultado.A resposta afirmativa, ou negativa, será dada conforme a fórmula jáindicada: se mentalmente imaginamos que a conduta não existiu, e emtal caso tampouco o resultado teria existido, é porque a conduta écausal do resultado; inversamente, se na hipótese em que imaginamosque a conduta não tenha existido, o resultado ainda assim tivesse seproduzido, resultaria que a conduta não é causal do resultado.Formulamos este juízo de acordo com a nossa experiência humana, aosdados obtidos experimentalmente e anos fornecidos pelas ciênciasnaturais. Isto pertence ao conhecimento humano, é “conhecimento dacausalidade” que esna cabeça do juiz, mas o é a própriacausalidade, e sim o conhecimento que permite a ele julgar a respeitoda causalidade.
2)Teorias:2.2) Teoria da equivalência das condições ou
conditio sinequa non:
da relação causal cuida o art. 13, caput do Código Penal,dispondo que “o resultado, de que depende a existência do crime,somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a cãoou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.”Adotou,pois, oCódigo, embora de forma mitigada, uma vez que o § 1º do referidoartigo relativiza (causalidade adequada?), a teoria da equivalência dosantecedentes ou a teoria da
conditio sine qua non
9condição sem a qualnão), segundo a qual se considera causa toda e qualquer condição queconcorra para a produção do resultado, não se distinguindo entre causae concausa e condição, já que os antecedentes causais se equivalem( daí o nome: teoria da equivalência dos antecedentes causais).
 Juízo hipotético de eliminação:
para essa teoria, portanto, aquestão de quando uma conduta pode ser considerada causa de umevento de ser resolvida por meio de uma fórmula heurística decaráter hipotético: a fórmula da
conditio sine qua non,
é dizer, parasaber se determinada condição causa do resultado, dever-se-á utilizar ochamado método 9 ou procedimento) hipotético de eliminação, segundoo qual quando, eliminada mentalmente a causa, eliminar-se o efeito,estará estabelecido o nexo causal; caso contrário, isto é, se cessada acausa, não cessar o efeito, não se configurará a relação causal, e, em
 
conseqüência, não será imputado ao agente a o resultado, porque talcausa não constituirá, realmente, condição sem a qual o resultado nãoteria ocorrido (
conditio sine qua non
).
Alcance e limites da teoria:Crimes materiais:
semelhante indagação, sobre a existênciaou não de nexo de causalidade, tem importância apenas nos crimesmateriais ( de ação e resultado), visto que, em se tratando de crimeformais ( de consumão antecipada), de mera conduta( semresultado), o resultado (naturalístico) é irrelevante, pois a consumaçãodá-se com a só prática da ação incriminada, antecipadamente.(cf. art.13, CP primeira parte).
Localização do dolo e da culpa no tipo penal:
outralimitação à teoria é a impossibilidade de imputação do resultado àalguém que não tenha agido com dolo ou culpa, pois toda a conduta quenão for assim orientada estará na seara do acidental, do fortuito ou daforça maior, onde não poderá configurar crime. Com efeito, uma pessoapode ter dado causa a determinado resultado e o ser possívelimputar-lhe a responsabilidade por esse fato, por não ter agido nemdolosamente nem culposamente, isto é, não ter agido tipicamente.
SUPERVENIENTES CAUSAIS: Interrupção do processo causal:a)Causa absoluta e relativamente independente:
oCódigo (art. 13, § 1º) dise que a supervenncia de causarelativamente independente exclui a imputação quando, por si ,produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se aquem os praticou”. O nexo causal pode ser interrompido pelasupervenncia de causa absolutamente independente, ou pelasuperveniência de causa relativamente independente, hipóteses em queo resultado não será imputado, em princípio, ao agente, uma vez que,em ambos os casos, a partir da conduta superveniente, estabelece-seum novo curso causal, desde que tenha, por si , produzido oresultado. O fundamental é verificar, sempre, se a nova causainterrompeu ou não o curso causal, isto é, se ela produziu por si só,exclusivamente, o resultado, pois se houve, de fato, interrupção do nexocausal, o resultado não poderá ser imputado ao agente, pela lógica,com a nova causa, estabelecem-se dois cursos causais distintos eautônomos.
b)Causas absoluta e relativamente independentes:
causas absolutamente independentes são as que, não mantêm entre sinenhuma relação de interdependência; relativamente independenteso as que interdependem umas das outras, de sorte que uma é

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