Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
3Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
A AFETIVIDADE COMO MEDIADORA DO DESENVOLVIMENTO ESCOLAR DEà

A AFETIVIDADE COMO MEDIADORA DO DESENVOLVIMENTO ESCOLAR DEà

Ratings: (0)|Views: 219 |Likes:
Published by olangela

More info:

Published by: olangela on Jun 09, 2010
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/01/2014

pdf

text

original

 
A AFETIVIDADE COMO MEDIADORA DO DESENVOLVIMENTO ESCOLAR DECRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN NA FASE PRÉ-ESCOLAR
Janaína da Silva Antunes
1
 Carmen R. Segatto e Souza
2
 
Resumo
A vida cotidiana do espaço pedagógico e a diversidade de relações existentes no dia-a-dia de uma escola oferecem uma gama de indagações, que suscitam temas de aprofundamentoteórico, os quais levantam inquietações e desafios que, aos poucos, vão se descortinando. Nopresente trabalho, o objetivo foi elucidar a influência da afetividade, como mediadora dodesenvolvimento escolar de crianças com Síndrome de Down em fase pré-escolar. O estudofoi desenvolvido, tendo em vista o momento atual de mudanças de paradigmas e a realidadeda inclusão de crianças com síndrome de down na escola regular e na sociedade,oportunizando novas considerações de convivência social. Atualmente, exige-se do pedagogopreparação para atuar em dimensões institucionais, estar apto a enfrentar o desafio dacomplexidade que permeia a questão da inclusão de crianças com Síndrome de Down. Nesserepensar de formas de reestruturação da prática pedagógica, passa-se a exigir dos sujeitos umvalor significativo ao relacionamento afetivo entre professor – aluno, em sua ação pedagógicapara a condução do crescimento harmônico de um ser humano que seja capaz de refletir,repensar, retomar, inovar e, portanto agir, num contexto existente de implicações desentimentos, o que repercutirá num processo de transformação de homem e de mundo. Para arealização deste estudo, optou-se por realizar uma pesquisa qualitativa de cunho bibliográficoem obras de teóricos que tratam do assunto, como: Werneck (1997), Mantoan (2001),Vygotsky (1998) e outros.
Palavras-Chave
: Criança, Desenvolvimento, Síndrome de Down, Afetividade
Algumas considerações
Questionar os aspectos ainda obscuros sobre a verdadeira dimensão da política deinclusão de crianças com Síndrome de Down em classes regulares de ensino, bem como ossentimentos envolvidos nesse processo do aprender, constituem-se num desafio instigante eprazeroso, apesar das dificuldades encontradas, tendo em vista a escassez de pesquisasrealizadas no Brasil sobre o tema inclusão e afetividade.No entanto, é preciso ressaltar, que para nortear este trabalho com característicasdescritivas, buscou-se através de uma pesquisa bibliográfica elucidar a influência daafetividade como mediadora do desenvolvimento escolar de crianças com Síndrome de Downem fase pré-escolar.
1
Graduada em Pedagogia Educação Infantil / Centro Universitário Franciscano.
2
Professora Mestre em Educação / Centro Universitário Franciscano.
 
2
Pretendeu-se, com a pesquisa, fazer um alerta para a necessidade de adoção de umalinha prática no processo ensino-aprendizagem, que, especialmente, leve em conta a idéia deque os sentimentos repercutem na construção do conhecimento e, conseqüentemente, naqualidade do ensino e de vida.A partir dessas idéias, acredita-se no caráter indissociável dos sentimentos e dosconceitos éticos de direito do cidadão, em que as escolas são construídas para promovereducação para todos, em que suas necessidades individuais possam ser atendidas em umambiente enriquecedor e estimulante para o seu desenvolvimento.Numa época em que se exige do pedagogo uma preparação e aptidão para enfrentar odesafio da complexidade que permeia a questão da inclusão de crianças com Síndrome deDown, atribui-se um valor significativo à real compreensão e à exata dimensão do papel dossentimentos no processo da evolução humana, histórica, cultural e social. Isso contempla adiversidade, especialmente, no ambiente escolar, como fator determinante do enriquecimentodas trocas, dos intercâmbios que podem ocorrer entre os sujeitos que nele interagem,respeitando suas individualidades, para que não se condene uma parte deles à segregação.Acredita-se que o aprimoramento da qualidade do ensino, especializada no aluno ededicada à pesquisa e ao desenvolvimento de novas maneiras de se ensinar, adequar-se-á àheterogeneidade dos aprendizes e será compatível com os ideais democráticos de umaeducação para todos.A falta de esclarecimentos entre os significados específicos dos processos de integraçãoe inclusão escolar reforçam a vigência do paradigma tradicional de atuação. Ocorre que osdois vocábulos - integração e inclusão - embora tenham significados semelhantes, estão sendoempregados para expressar situações de inserção diferentes. A noção de integração e inclusãotem sido compreendida de diversas maneiras, quando aplicada à escola.A diferenciação terminológica, entre integração e inclusão, é considerada por muitoscomo desnecessária, por outro lado, ela tem sido bastante útil para que se possa compreenderas mudanças que vêm sendo propostas no que se refere ao tratamento dado às pessoas comdeficiência.Assim, algumas situações, no âmbito da integração, reforçam o papel da escola e doprofessor do ensino regular, implementando gradualmente o conceito de sociedade inclusivaque, no âmbito da educação, foi documentada pela primeira vez, em 1979, no México, poriniciativa da UNESCO que assinou o projeto principal de educação que tinha por objetivodefinir e adotar algumas medidas capazes de combater a elitização da escola nos países da
 
3
América Latina. Outros documentos sucederam-se. O mais famoso deles é a Declaração deSalamanca (1994) que declara:
[...] a expressão “necessidades educativas especiais refere-se a todas as crianças e jovens cujas carências se relacionam a deficiência ou diferenças escolares [...].Nesse conceito terão que se incluir crianças com deficiências ou superdotados,crianças de rua [...]( p.15).
A inclusão oficializa-se nessa declaração como a transformação da realidade numaeducação capaz de reconhecer as diferenças, promover a aprendizagem e atender àsnecessidades de cada criança individualmente.Assim, a inclusão deve ser vista através de um projeto coletivo, no qual a escola temque repensar sua prática a partir de relações dialógicas, envolvendo os educadores, a família ea comunidade, por meio de uma prática firmada numa filosofia que confira a todos igualdadede valores e respeite as diferenças individuais.A história oficial da Síndrome de Down, no mundo, inicia no século XIX. Até então, osdeficientes mentais eram vistos como um único grupo homogêneo. A Medicina da época,entretanto, não tinha conhecimento de que uma redução de inteligência poderia representarum sinal comum a dezenas de situações bastante variadas, decorrentes de uma série dealterações no sistema nervoso.Assim foi até 1866, quando o cientista inglês John Langdon Down fez uma observaçãointeressante; questionou por que algumas crianças, mesmo sendo filhas de pais europeus,eram tão parecidas entre si e tinham traços que lembravam a população da raça mongólica,principalmente pela inclinação das pálpebras, similares a dos asiáticos. A descrição precisaque o pesquisador britânico fez na época, sobre a população estudada foi essa, segundoSiegfried M. Peeschel apud Werneck (1993):
O cabelo não é preto, como acontece no povo mongol, mas sim de uma coramarronzada, além de serem ralos e lisos. A face é achatada e larga. Os olhos sãooblíquos e o nariz é pequeno. Essas crianças têm uma considerável capacidade deimitar ( p. 58).
John Langdon Down não foi o único a perceber que pessoas com Síndrome de Downfaziam parte de um grupo distinto entre portadores de deficiência. Esse estudioso foi oprimeiro a reconhecer e a registrar o fato de que estudava um grupo distinto de pessoas.A aprendizagem de portadores de Síndrome de Down é realizada com sucesso se ascapacidades de assimilação, reorganização e acomodação estiverem integradas. Essesprocessos acontecem, para que um indivíduo esteja sempre adquirindo novas informações,assim, quando se depara com um dado novo, para a internalização do mesmo, o indivíduo

Activity (3)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 thousand reads
1 hundred reads
Danilo Souza liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->