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Arte Brasileira no Século XIX: O Neoclassicismo

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O Brasil no século XIX passa por suas mudanças mais profundas. No império, o estilo neoclássico contribui para divulgar de forma idealizada, as grandes conquistas do país. A Academia Imperial de Belas Artes vai marcar uma nova fase no método de ensino, baseado exclusivamente nas teorias neoclássicas.
A arte brasileira, antes, incentivada principalmente pela igreja católica, baseava sua produção ao redor do tema religioso, no século XIX com o advento da arte neoclássica, retorna aos antigos temas clássicos, voltados para o homem.
O texto pretende analisar de forma preliminar o neoclassicismo no Brasil e sua importância para o país no século XIX.
O Brasil no século XIX passa por suas mudanças mais profundas. No império, o estilo neoclássico contribui para divulgar de forma idealizada, as grandes conquistas do país. A Academia Imperial de Belas Artes vai marcar uma nova fase no método de ensino, baseado exclusivamente nas teorias neoclássicas.
A arte brasileira, antes, incentivada principalmente pela igreja católica, baseava sua produção ao redor do tema religioso, no século XIX com o advento da arte neoclássica, retorna aos antigos temas clássicos, voltados para o homem.
O texto pretende analisar de forma preliminar o neoclassicismo no Brasil e sua importância para o país no século XIX.

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ARTE BRASILEIRA NO SÉCULO XIX: O NEOCLASSICISMOPor Danilo de MouraRESUMO
O Brasil no século XIX passa por suas mudanças mais profundas. No império,o estilo neoclássico contribui para divulgar de forma idealizada, as grandesconquistas do país. A Academia Imperial de Belas Artes vai marcar uma nova faseno método de ensino, baseado exclusivamente nas teorias neoclássicas.A arte brasileira, antes, incentivada principalmente pela igreja católica,baseava sua produção ao redor do tema religioso, no século XIX com o advento daarte neoclássica, retorna aos antigos temas clássicos, voltados para o homem.O texto pretende analisar de forma preliminar o neoclassicismo no Brasil esua importância para o país no século XIX.PALAVRAS-CHAVE: Neoclassicismo, Arte brasileira, Academia Imperial de belasArtes.
 
 
A CHEGADA DA MISSÃO ARTISTICA FRANCESA NO BRASIL
O inicio do séc. XIX no Brasil é marcado com a chegada do príncipe regente eda corte portuguesa no ano de 1808, estabelecida no Rio de janeiro, esse estado apartir de então, por ordens de D. João VI, começa a passar por suas mais profundastransformações políticas, econômicas, culturais e sociais com o objetivo de igualar oBrasil aos países Europeus:
Como o Rio de Janeiro era, desde 1808, a nova sede do Império, Dom JoãoVI devia dotar a cidade de uma infra-estrutura que refletisse, substancial esimbolicamente, a grandeza da monarquia européia. Dedicando o segundodecênio do século XIX á transformação da antiga colônia em reino, oregente toma certo número de medidas que permitem ao Brasil reduzir suadependência de Portugal. (Albuquerque, A. C.; Duque, A. F.; Soares, R. APintura em Foco: O Neoclassicismo em uma Abordagem Historiográfica
.
Ano. II,
 
N. 1, p. 5. 2008).
 No âmbito artístico, a maior mudança aconteceu com a chegada, em 26 demarço de 1816, da missão artística francesa, um grupo de renomados artistas, sob aliderança de Joachim Lebreton, que vieram ao Brasil com o propósito de fundar umaAcademia Imperial de Belas Artes e atualizar o cenário artístico brasileiro, que aindase encontrava ligado à arte colonial de grande cunho religiosa. Efetivamente, estaacademia seria inaugurada somente em 1826, entretanto, mudou a concepçãoestética do país, disseminando um ensino baseado nos idéias do neoclassicismo,conforme aponta Pereira (2008:15),
“A Academia inaugurou no país o ensino
artístico em moldes formais, em oposição ao aprendizado empírico dos séculosanteri
ores.”
 Faziam parte da missão o pintor e desenhista Jean-Baptiste Debret, o pintorespecialista em paisagem Nicolas Antoine Taunay, o gravador Charles SimonPradier (que logo regressaria à França em 1818), o escultor Auguste-Marie Taunay,o arquiteto
 
Grandjean de Montigny e admitidos posteriormente os dois escultores egravuristas Marc e Zépherin Ferrez. Da procedência desta missão, destacam-seduas:
A primeira afirma que, por sugestão do conde da Barca, o príncipe DomJoão requer ao marquês de Marialva,[...] a contratação de um grupo deartistas capaz de lançar as bases de uma instituição de ensino em artesvisuais na nova capital do reino. [...] Marialva chega a Lebreton, que seencarrega de formar o grupo. A outra versão afirma que os integrantesda missão vêm por iniciativa própria, oferecendo seus serviços à corteportuguesa. [...] partidários de Napoleão Bonaparte, os artistas se sentemprejudicados com a volta dos Bourbon ao poder. Decidem vir para o Brasil esão acolhidos por D. João [...] (ENCICLOPÉDIA ITAÚ CULTURAL ARTES
 
 
A ACADEMIA IMPERIAL DE BELAS ARTES
O ensino na Academia Imperial de Belas Artes, com uma instrução voltada aosfundamentados do estilo neoclássico, proporcionou aos alunos o conhecimento daprodução técnica da obra de arte, além de ampliar o repertório cultural e atualizar ocenário artístico brasileiro com a Europa:
 
O modelo de ensino da Academia Imperial seguia os cânones da Ecole desBeaux-Arts, de Paris. Seus primeiros professores traziam na sua formaçãoos conceitos e fundamentos da tradição neoclássica francesa (...) e, asdifundiram entre os alunos da academia, como o ideal, a meta para todo jovem estudante de arte, tornar-se um grande artista. (XEXÉO, 2004; p 16,apud MESEU VICTOR MEIRELLES Dossiê Educativo, 2009; p. 13).
Assim como qualquer outra instituição de ensino, a AIBA (Academia Imperialde Belas Artes) baseava seu currículo metodológico em teorias e regras rigorosasde aprendizado, cópia de obras originais dos grandes mestres da Europa, desenhode observação, memorização, modelo nu. Estava lançado o modelo de ensino quese disseminaria por todas as escolas do país e que caracterizaria o século XIX:
No ensino, nessa orientação predominava basicamente o exercício formalda produção de figuras, do desenho do modelo vivo, do retrato, da cópia deestamparias, obedecendo a um conjunto de regras rígidas. No texto legal, oensino da arte nos moldes neoclássico era caracterizado como acessório;um instrumento de modernização de outros setores, e não como umaatividade com importância em si mesmo. (SILVA; ARAÚJO; TENDÊNCIASE CONCEPÇÕES NO ENSINO DE ARTE EDUCAÇÃO ESCOLARBRASILEIRA: UM ESTUDO A PARTIR DA TRAJETÓRIA HISTÓRICA ESÓCIO-EPISTEMOLÓGICA DA ARTE/EDUCAÇÃO).

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