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DERMATITE ATOPICA

DERMATITE ATOPICA

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11/20/2010

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Anais Brasileiros de Dermatologia
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ISSN0365-0596
An. Bras. Dermatol. vol.85 no.2 Rio deJaneiro Mar./Apr. 2010
doi: 10.1590/S0365-05962010000200009
REVISÃO
 
Barreira cutânea na dermatite atópica
 
Flavia Alvim Sant'Anna Addor
I
; Valeria Aoki
II
 
I
Mestra em dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade deSão Paulo (FMUSP); médica voluntária do departamento de dermatologiado Ambulatório de Dermatite Atópica do Hospital das Clínicas daFaculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) eprofessora associada da disciplina de Dermatologia da Universidade deSanto Amaro - São Paulo (SP), Brasil
II
Doutora em dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidadede São Paulo (FMUSP); professora assistente do departamento dedermatologia da
 
Endereço para correspondência
 
RESUMO
 
O estudo da barreira cutânea e de suas propriedades ganhou impulso apartir da década de 60, com estudos que apontaram sua resistência deforma isolada e suas propriedades com relação à permeação cutânea.Paralelamente, a descrição dos corpos de Odland auxiliou a compreensãoda manutenção da estabilidade da camada córnea. O modelo brick & 
 
mortar, em que os corneócitos são os tijolos e o cimento são os lipídeosintercelulares, é o mais aceito, até o momento. Atualmente, háevidências consistentes de que o estrato córneo é uma estruturametabolicamente ativa e exerce funções adaptativas. A barreira cutâneatambém tem um papel na resposta inflamatória, com ativação demelanócitos, angiogênese e fibroplasia, cuja intensidade depende,basicamente, da intensidade da agressão. As anormalidades da barreiracutânea da dermatite atópica são clinicamente observáveis pelapresença de pele seca, achado muito frequente e significativo, queconstitui parâmetro iagnóstico e de acompanhamento. O grau dehidratação da camada córnea, assim como a perda de águatransepidérmica (transepidermal water loss - TEWL), estão relacionadoscom o grau de dano à barreira, constituindo parâmetros biofísicos quepermitem acompanhar os pacientes de maneira não invasiva e commaior grau de sensibilidade.
 
P
alavras-chave:
Dermatite atópica; Queratinócitos; Perda insensível deágua
 
INTRODUÇÃO
 
A dermatite atópica é uma doença crônica, com evolução em surtos,predominante na infância, que tem como principal sintoma prurido deintensidade variável e como sinais a xerose cutânea e lesões de padrãoeczematoso.
1
O estímulo para a resposta anormal é, na maioria dasvezes, externo, devido à alteração da barreira cutânea: há xerose, comanormalidades do estrato córneo e aumento da TEWL, que tambémocasionam um metabolismo anormal da IL-4.
2
 
Sob o ponto de vista epidemiológico, a
dermatite atópica
é umadermatose inflamatória das mais frequentes na infância
3
, manifestando-se, não raro, nos primeiros anos de vida. Das crianças que adesenvolvem, 50% manifestam o quadro até o primeiro ano de vida e30%, do primeiro até o quinto ano.
4
Sua prevalência vem crescendo nosúltimos anos, e fatores ambientais parecem ter um papel importantenesse crescimento.
5,6
 
Na
dermatite atópica
, a xerose cutânea, terminologia para descrever apele seca, é um achado muito comum e significativo; por ser aexpressão clínica da anormalidade da barreira cutânea que essespacientes apresentam, é parâmetro diagnóstico e de acompanhamento.
 
Na fisiopatologia da dermatite atópica, o defeito da barreira cutânea estáassociado com a redução dos níveis de ceramida e da produção de
 
profilagrina, com maior TEWL e maior predisposição a agressões, quesão gatilhos para a inflamação.
7,8
 
Com o objetivo de se obterem medidas objetivas e reprodutíveis dascondições da barreira cutânea, avaliações instrumentais de parâmetrosmorfológicos vêm sendo investigadas. Técnicas não invasivas foramdesenvolvidas e validadas para alguns parâmetros específicos.
9
 
Dois métodos que envolvem avaliação instrumental podem ser utilizadospara a avaliação da barreira cutânea na
dermatite atópica
:
 
1- A medida do conteúdo hídrico da camada córnea (corneometria);
 
2- A medida da perda de água transepidérmica.
 
Tais medidas detectam mudanças sutis, não perceptíveis clinicamente, eexibem reprodutibilidade nas medidas tomadas em condiçõespadronizadas.
 
3.1 Barreira cutânea
 
O conceito de que a barreira cutânea seria uma mera "capa" paraseparação do meio ambiente do meio interno sofreu mudanças radicaisnos últimos 50 anos. Até a década de 60, considerava-se que a barreiracutânea estava, de fato, na porção superior da camada granulosa, nãosendo formada pelo estrato córneo. Os primeiros trabalhos quemodificaram esse pensamento foram os de Christopher e Kligman
10
, queanalisaram o estrato córneo de forma isolada e demonstraram suaresistência; paralelamente, os trabalhos de Blank
11
e Scheuplein e Blank
12
demonstraram as particularidades da permeabilidade do estratocórneo, cuja penetração é determinada por características químicas damolécula e pela espessura do estrato córneo, além do seu grau deumidade, conforme detalhado no trabalho de Sato et al.
13
 
Nesse mesmo período, Odland descreveu as organelas que levam seunome, também chamadas corpos lamelares, cuja estrutura contém umamistura de ceramidas, colesterol e ácidos graxos livres e tem papelformador do componente lipídico da barreira cutânea (por exocitose) ede manutenção da estabilidade da camada córnea.
14
 
Em 1975, Michaels et al.
15
propuseram um modelo esquemático paraexplicar o estrato córneo do ponto de vista da permeabilidade, chamado"brick & mortar", em que os tijolos são os corneócitos e o cimento são oslipídeos. Esse modelo foi revisado e confirmado por Johnson et al. em1997
16
e é aceito até hoje como o mais adequado para a compreensãodo arranjo celular e dos trajetos tortuosos para a permeabilidadecutânea (Figura 1).
 

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