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Terapia Nutricional Enteral - Farmácia Hospitalar - Caroline Tannus - UNIME

Terapia Nutricional Enteral - Farmácia Hospitalar - Caroline Tannus - UNIME

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Published by Etcy Tal
Slide da professora Caroline Tannus (dado em sala de aula) da Disciplina de Farmácia Hospitalar com o tema: Terapia Nutricional Enteral
Slide da professora Caroline Tannus (dado em sala de aula) da Disciplina de Farmácia Hospitalar com o tema: Terapia Nutricional Enteral

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08/21/2013

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Disciplina Farmácia Hospitalar Caroline Tannus
TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL
Nutrição enteral é o fornecimento de alimentos líquidos, por instilação direta noestômago ou intestino delgado, através de catéteres.A alimentação artificial é empregada quando o paciente não pode ou não deve
ser alimentado por via oral ou o faz em quantidade insuficiente. O estado do trato
gastrintestinal
(TGI) vai determinar a escolha entre nutrição enteral
(NE) e nutrição
parenteral (NP). Sempre que possível, prefere-se NE. Essa preferência baseia-se nos
efeitos fisiológicos da digestão e absorção, efeitos tróficos importantes sobre a estrutura e
função do TGI, interações hormônio-substrato, segurança bacteriológica, facilidade de
administração e economia.Existem evidências, tanto teóricas quanto práticas, de que a NE é superior à NP
nautilização de substratos. Diferente da NP, que ultrapassa o sistema esplâncnico e
expõe os tecidos a substratos não metabolizados, a NE preserva a seqüência fisiológicade digestão e absorção dos nutrientes antes que estes sejam liberados para a circulaçãoperiférica. Com a NE, os substratos chegam ao fígado através da circulação portal, onde
são metabolizados, armazenados e gradativamente liberados e utilizados. Assim, os
substratos são mais eficientemente liberados e utilizados, tendo o fígado como órgão
central de distribuição.A absorção seletiva de substratos defende o organismo de sobrecargas e
distúrbioseletrolíticos - mais comuns em NP. A seqüência de liberação dos hormônios
digestivosparece manter-se em NE - especialmente quando intermitente - à semelhança
daalimentação oral normal. A presença de nutrientes no tubo digestivo permite a
manutenção da sua integridade morfofuncional, reduzindo os riscos associados à atrofiaintestinal e à disfunção imunológica do TGI. Por todas essas razões, mesmo o pacientecom indicação formal de NP deve receber, sempre que possível, alguma quantidade denutrientes via enteral, com o objetivo de evitar a atrofia intestinal. Estima-se que o aporteenteral de 0,6g de proteína/kg de peso/dia seja suficiente para manter a integridade damucosa e a função imune.
A NE permite ainda a readaptação mais rápida à alimentação oral. Apresenta
menoresriscos de complicações mecânicas e infecciosas relacionadas à via de acesso e à soluçãonutritiva. É de custo mais baixo e de fácil preparo. A necessidade de pessoalespecializado e de técnica asséptica também é menor do que em NP. Cumpre observar 
 
Disciplina Farmácia Hospitalar Caroline Tannus
ainda que a NE freqüentemente é pouco tolerada em pacientes críticos e em uso de
antimicrobianos de amplo espectro, quando a intolerância intestinal e a diarréia são maiscomuns.
INDICAÇÕES DA TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL
O uso do TGI é conseguido em presença de função gastrintestinal adequada e na
ausênciade disfunção, como gastroparesia ou distúrbios de motilidade intestinal, íleo
paralítico,obstrução intestinal, fístulas entéricas de alto débito, vômitos e diarréias
incoercíveis, fase inicial da síndrome do intestino curto e pacientes críticos gravementedesnutridos, quando o deve ser utilizado apenas para se tentar a integridade e a funçãodos intestinos. Nesses casos a NP é a melhor forma de terapêutica nutricional.A NE é de indicação rotineira e eficácia comprovada.
a)
estado nutricional normal, porém com ingestão oral inadequada (menor do que 60%das necessidades) por mais de sete a dez dias: é conduta corrente, em pacientesadultos,
nutridos e hospitalizados, estimular a dieta oral orientada por sete a dezdias. Se a
ingestão permanece inadequada, a NE deve ser iniciada;
b)
desnutrição moderada com ingestão oral inadequada por mais de sete dias:pós
operatório de fratura de quadril, estenoses esofagianas, câncer da regiãoorofaringeana, esôfago e estômago. Exemplos não cirúrgicos incluem anorexiagrave, faringites, esofagites, caquexia cardíaca e doença pulmonar obstrutiva crônica;
c)
disfagia grave: inclui classicamente os pacientes neurológicos com incapacidade ou
incoordenação de deglutição, devido a doenças como acidente cerebrovascular, tumor cerebral, traumatismo cranioencefálico, esclerose múltipla, miastenia grave, síndrome deGuillain-Barré. Também neste grupo estão os pacientes com disfagia esofagiana -
megaesôfago, estenoses -quando for possível a passagem do cateter nasoenteral, às
cegas ou por endoscopia, visando ao preparo pré-operatório;
d)
grandes queimados: a NE precoce é a forma preferida de repleção nutricional. Mesmo
as perdas hidroeletrolíticas são parcialmente corrigidas por via enteral. Entretanto, em
decorrência da grande espoliação de fluídos, a necessidade de reposição da água e
eletrólitos por via venosa é freqüente. A sepse por cateter intravenoso é complicação
comum em queimados, o que dificulta o uso de NE Está comprovado que estes doentestêm melhor evolução quando submetidos à NE do que à NP;
e)
fistulas digestivas de baixo débito: em fístulas altas, a NE é realizada com o cateter 
 
Disciplina Farmácia Hospitalar Caroline Tannuscolocado distalmente (cerca de 20cm abaixo do orifício da fístula), enquanto nas baixas(íleo distal e cólon) o cateter é posicionado de preferência no estômago;
f)
associação com NP em casos de ressecção maciça de intestino delgado: pacientes
com intestino curto, quando clinicamente estáveis, recebem NE de forma lenta e contínua
com cateter em posição gástrica, para estimular a regeneração do intestino
remanescente.A NE é útil, mas pode haver necessidade de NP.
a)
grandes traumatizados: normalmente essas condições são seguidas de ingestão
inadequada e aumento das necessidades metabólicas. Se o paciente é desnutrido, ou se éimprovável que consiga alimentação adequadas por mais de sete a dez dias, e o TGI éfuncionante, deve-se iniciar NE. O reconhecimento do intestino delgado como um órgão
metabólico e imunologicamente ativo, reforça os argumentos a favor da NE. Nesses
casos, têm sido utilizadas com bons resultados dietas enterais com farmaconutrientes
importantes à função imunológica, como glutamina, arginina, nucleotídeos e ácidos
graxos, com o intuito de reduzir complicações infecciosas. Em traumas abdominais,
recomenda-se a instalação de jejunostomia durante a laparotomia exploradora, com inícioprecoce da NE, no primeiro dia de pós-operatório. Em pacientes cirúrgicos, sabe-se que a
função do intestino delgado retorna dentro de poucas horas no pós-operatório. Em
contraste, as funções gástrica e colônica retornam com uma a dois e três a cinco dias,respectivamente. Em traumas abdominais, se não há peristaltismo, a NP está indicada;
b)
rádio ou quimioterapia em baixas dosagens: essas situações normalmente se
acompanham de anorexia e desconforto abdominal, com algum comprometimento do
estado nutricional. O uso de NE pode estar indicado, se não há vômitos ou diarréia
importantes;
c)
insuficiência hepática ou renal grave: a anorexia também acompanha esses quadros,
apesar do TGI íntegro. Dietas enterais, com padrão de aminoácidos modificados e
controle de íons podem beneficiar esses pacientes na prevenção da encefalopatia
hepática ou na redução da freqüência de diálises;
d)
preparo pré-operatório de pacientes gravemente desnutridos: se o paciente é
gravemente desnutrido, com perda de peso maior do que 20% em relação ao peso
habitual ou albumina sérica abaixo de 3g/dl é necessário suporte nutricional. Sempre quepossível, a preferência recai para NE;

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