Programa de Língua Portuguesa
2º. Ciclo - 6.º Ano
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Conteúdos e Processos de Operacionalização
Os conteúdos relativos aos domínios OUVIR/FALAR, LER e ESCREVER manifestam-se e aperfeiçoam-se na prática dalíngua. Devem, assim, ser entendidos numa perspectiva funcional, havendo lugar a explicitações apenas no âmbitoda leitura orientada e da reflexão sobre o funcionamento da língua.Dada a natureza globalizante das actividades de língua, os conteúdos nucleares comuns ao 2.º e ao 3.º ciclos —Expressão Verbal em Interacção, Comunicação Oral Regulada por Técnicas; compreensão de Enunciados Orais:leitura Recretativa, Leitura Orientada, leitura para Informação e Estudo; Escrita Expressiva e Lúdica, Escrita paraApropriação de Técnicas e de Modelos e Aperfeiçoamento de Texto —, não podem ser tratados como unidadesestanques.Tais conteúdos (de procedimento) especificam-se noutros e remetem para a interacção permanente de práticas delíngua mais espontâneas e de práticas mais reguladas e estruturadas.A concepção dos programas prevê que a reflexão sobre o funcionamento da língua acompane e favoreça odesenvolvimento das competências dos alunos nos três domíniosOs programas dos cinco anos de escolaridade abrangidos pelos 2.º e 3.º ciclos pressupõem o desenho de umcurrículo em espiral, que repete e que alarga progressivamente conteúdos e processos de operacionalização e quepermite a passagem gradual de um conhecimento empírico, simples e concreto para um conheicmento maiselaborado, complexo e conceptualizado.Os processos de operacionalização — conjunto de operações e de actividades linguísticas e pedagógicas queactualizam e ralizam os conteúdos — devem ser seleccionados segundo os objectivos propostos nos programas e ascondições específicas das turams e da escola.
Conteúdos e Processos de Operacionalização
COMUNICAÇÃO ORAL
COMUNICAÇÃO ORAL
Falar é tomar parte num processo condicionado por regras sociais. É a fala que permite a socialização daexperiência individual.O domínio do oral alarga-se, progressivamente, pelas interacções linguísticas com sentido. Na atitude de expor, denarrar, de argumentar, na explicitação de interesses, saberes e necessidades constroem-se, em cooperação,significados.Porque não basta adquirir técnicas, a Escola deve permitir a emergência de falas com sentido, integradas nummultiplicidade de projectos.Dado que qualquer prática pedagógica assenta no oral, cabe ao professor desencadear, através de estratégiasvariadas, a tomada de consciência pelos alunos de modos de agir pela fala, adequados às situações decomunicação.
EXPRESSÃO VERBAL EM INTERACÇÃO
O sentido atribuído pelos alunos a situações de comunicação vividas na Escola, no decurso das aprendizagens,favorece a interacção e a adequação discursiva.Particularmente significativos são os momentos em que os alunos dialogam, relatam acontecimentos ou vivênciazse partilham intereses e aspirações.
COMUNICAÇÃO ORAL REGULADA POR TÉCNICAS
Algumas técnicas são particularmente eficazes na gestão da comunicação oral em grupo. Os programas apresentamuma pluralidade de técnicas hierarquizadas por anos, em função do grau de complexidade, e articuladas com asexigências dos programas de outras disciplinas do currículo. As técnicas propostas devem ser seleccionadas deacordo com as actividades em curso.
COMPREENSÃO DE ENUNCIADOS ORAIS
Dado o lugar da oralidade na vida quotidiana e a importância que os meios de comunicação audiovisual assumemna faixa etária dos alunos deste ciclo, a educação do oral desempenha um papel importante.