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Resenha Do Artigo Information as Thing - De BUCKLAND

Resenha Do Artigo Information as Thing - De BUCKLAND

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Published by marcialyra
Resumo do artigo INFORMATION AS THING de Buckland
Resumo do artigo INFORMATION AS THING de Buckland

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Categories:Types, Research
Published by: marcialyra on Jun 14, 2010
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04/19/2013

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A INFORMAÇÃO COMO COISA
Márcia Cristina de Miranda LyraMestranda em Ciência da Informação / UFPE 
 
RESENHA1.Introdução
Informação é o elemento que permeia conceitos de significado, de sentido, e de representação. Em tudo, partindo-se do ponto que qualquer elemento físico ou não-físico, tangível ou intangível, possa ser observável, e nele tenha a sua captura, tem-se aí a definição de informação. Na constituição do papel socialda Ciência da Informação e na delimitação do objeto do campo Michael Buckland salientando a importânciade recuperar e repensar as primeiras e profícuas práticas documentárias de Paul Otlet e Suzane Briet, ampliaa definição de documento inferindo-lhe critérios como materialidade e intencionalidade e evidência aodiscurso da informação.Buckland trata da informação trabalhada, numa abordagem de “coisas” que podem nos informar sobrealgo. Seu conceito de documento refere-se a qualquer recurso informacional físico, trabalhando sobre a perspectiva de modelos designados para representar idéias e objetos como a exemplo de obras de artes,livros, assim como textos. A importância deste seu artigo
 Information as thing,
 publicado em 1991
 ,
éreconhecida pela ampliação da noção de informação, utilizando aporte teórico da antropologia cultural e dasemiótica, problematizando o ato de informar, seu significado, suas característica intangível e subjetiva,imaterial, desmaterializada, como processo de representações físicas, além de apresentar a informação com anoção de um elemento mensurável, tratável e quantificável.
2 – Sobre o autor
Michael K. Buckland, pesquisador americano, desde o início de suas pesquisas acadêmicas, dedicou-se aestudos sobre o uso e avaliação de livros e problematizações a bibliotecas. Ex-presidente da SociedadeAmericana para a Ciência da Informação e Tecnologia, no ano de 1998, é autor de vários artigos na área derecuperação da informação, bem como, resgatou em 1992, um importante e esquecido trabalho de EmanuelGoldberg, apresentado em 1931, durante uma conferência internacional em Dresden, que já se ocupava do problema da recuperação de fotografias, com detalhes relacionando a velocidade da luz à capacidade dearmazenamento e buscas a partir de microfilmes. Goldberg foi responsável por várias contribuições acerca dateoria dos processos fotográficos, do projeto de câmeras, de registros de sons de cinema, além de
 
aperfeiçoar 
 
2
tecnologias relacionadas ao microfilme e à televisão. “Trata-se de um trabalho importante que, decerta forma, antecipa em aproximadamente uma década o famoso trabalho de Vanevar Bush sobre o
memex
”, conforme destaca Buckland .Ainda a propósito de suas ideia publicadas neste artigo de 1991, Buckland diverge de outros pesquisadores como a exemplo de Tefko Saracevic, por adotar a concepção que a gênese da CI temapoio no campo da Documentação, o que lhe dá por consequência, uma abordagem da informação queé registrada. É também o primeiro autor a utilizar o termo
discurso
, em conotação a seu conceito de
i
nformação como coisa, ao referir-se ao intangível da informação.
3 - Sobre o artigo “Information as thing”
Dividido em várias sessões, Buckland delineia cenários que vão desde a natureza ambígua dotermo informação, seus tipos e evidências, o documento e suas circunstancialidades até os sistemas deinformação e a recuperação da informação. Na sua proposta de “informação como coisa” se inserem premissas de se medir e processar a informação, quando esta se apresenta tangível, ou de representar oconhecimento e estar informado, como a informação intangível.Como processo a informação é intangível, apresentada como o ato de informar, de narrar algo e proporciona modificações no saber do indivíduo. É o ato da pesquisa, o ato de comunicar algo aalguém. O autor também trabalha nesta linha do intangível o processamento de informações como aexemplo dos processos de: processamento de dados, processamento de documentos, engenharia doconhecimento (Fluxo de informações: número de chamadas telefônicas, horas de transmissão/TV).Já na informação como conhecimento, como uma entidade intangível, agrega esta algo novo aalguém pela via do que foi percebido. É o ato de gerar conhecimento a partir das informações contidasnum documento, por exemplo. Seria aquilo apreendido pelo receptor, na etapa referente à informação-como processo, ou seja, no processo de aquisição da informação. É o resultado da informação como processo e que trabalha minimizando a incerteza. No entanto, tais explicações, a informação como processo e como conhecimento, como conceitode informação são apresentadas como intangíveis, por gerar apenas conhecimentos tácitos, os quaisdificilmente podem ser percebidos, manipulados ou recuperados por sistemas de informação. Por estaquestão, Buckland, ao lançar o termo informação-como-coisa, pretendeu trabalhar a informação física,a entidade tangível e possível de ser tratada por sistemas de informação. Este termo seria, portanto,aplicado a coisas informativas (objeto, dado, evento), desde que tivessem a qualidade de conhecimentocomunicado, materializado. Para o autor, diversas coisas podem ser consideradas informativasdependendo das circunstâncias, ou seja, a informação seria algo situacional. A informação comodados, documentos, objetos e eventos, ou seja, a informação registrada, objetivada no documento,estaria vinculada a sinais em uma comunicação, textos, entre outros.Seu artigo refere-se ainda, que um documento, como um objeto-signo, é percebido socialmente
 
3
como uma evidência que suporta um fato, qualquer signo físico ou simbólico, preservado ouregistrado, com a intuição de representar, reconstruir ou demonstrar um fenômeno físico ou conceitual.A informação como evidência, funcionaria mais como um índice posto que ela relaciona-se e trabalhautilizando a linguagem dos documentos para acessar o objeto e até mesmo na produção de objetosmateriais. Há uma intenção, nos sistemas de informação, de “(...) tornar os usuários bem informados(informação como processo) e que haja uma comunicação de conhecimento (informação comoconhecimento). Mas fornecidos os meios, o que é tratado e operado, o que é acumulado e recuperado,é informação física (informação como coisa).” (Buckland, 1991)Para Buckland a informação é algo dado e o conhecimento é a maneira como se lida com ainformação, inclusive na geração de mais conhecimento. Na "reconstrução" do pensamento de Otlet(objetos como documentos) e de Briet (documento como evidência física) Buckland dá ao documentoo estatuto de "cultura material", da Antropologia cultural e, de "objetos como signo", como na área dasemiótica. Bem como, se utiliza da existência de fenômeno na CI, resultantes das tecnologias dacomputação, no qual além de textos e registros temos, eventos, processos, imagens e objetos.Um importante uso de informação é denotar conhecimento comunicado; outro é denotar o processo de informação e se variedades de “informação-como-coisa” que diferem em suascaracterísticas físicas e assim não são igualmente processadas para armazenamento e recuperação,devemos então substituí-las por representações.
4 - Conclusão
A vinculação do termo informação a um objeto que contem uma informação reporta-se a umconceito mais recente de documento. Ao sistematizar em seu artigo o conceito de informação comocoisa, Buckland afirmou que o termo informação designaria algo usado, atribuído a objetos, tal comodados e documentos que se referiam a informação porque deles se esperava que fossem informativos.Assim, o termo documento como designativo de coisa informativa foi considerado amplo o suficiente para inclui-lo no rol dos documentos objetos constantes de acervos formados de coisas da natureza,artefatos e imagens. Nisto, o cientista americano propôs uma abordagem que privilegiou o uso dainformação. Assim como qualquer coisa pode ser simbólica, qualquer coisa pode ser informação ouinformativa. O autor reintroduziu o conceito de documento (informação como coisa). E quando setrata de comunicá-la, descrevê-la e representá-la materialmente, argumenta que deve-se preferir adefinição que a associa às coisas ou objetos que, no seu ponto-de-vista, se configuram como a única possibilidade de referenciá-la concretamente.O artigo “Information as thing” é leitura importante a estudantes e pesquisadores sobretudo quantoas questões da acepção de conhecimento que para Buckland, a realidade se mostra como algoconstruída na existência em si mesma, independentemente, dos sujeitos que conhecem, numa

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